terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Três sortudos levam a Mega-Sena

A edição 2012 da Mega-Sena da Virada teve três acertadores. Os sortudos vão receber R$ 81,5 milhões cada um. As apostas que acertaram o último sorteio do ano das Loterias da Caixa Econômica Federal são das cidades de Franca e São Paulo (SP) e Aparecida de Goiânia (GO).
 
Os números sorteados na noite desta segunda-feira (31) foram 33-14-52-36-32-41. Na segunda faixa de premiação, 1.368 apostadores acertaram cinco dezenas e vão levar R$ 27.413,18 cada, e 113.258 apostadores acertaram quatro dezenas, e vão receber R$ 473,01 cada.

 
O prêmio total foi de R$244,7 milhões, o maior já pago pelas Loterias Caixa em 50 anos de existência. No total, foram vendidos mais de 85 milhões de bilhetes e a arrecadação foi de R$ 640,5 milhões. O estado de São Paulo foi o campeão de apostas nesta edição do concurso especial, com R$ 202,5 milhões arrecadados. O valor do prêmio superou a estimativa inicial da Caixa, que era de R$180 milhões.
 
Os ganhadores têm um prazo de 90 dias para retirar o prêmio em qualquer agência da Caixa no país. O comprovante original de aposta é o único documento que habilita ao recebimento do prêmio. 
 
Sorteios na quarta-feira

Para o concurso 1.456 da Mega-Sena, a ser sorteado nesta quarta-feira (2), a estimativa de prêmio é de R$2,5 milhões. Também serão sorteados os prêmios da Lotofácil, Lotomania, Timemania, Quina e Loteria Federal. O sorteio da Dupla Sena, que seria nesta terça-feira (1º) foi realizado hoje.

Troféu cara-de-pau: Genoino assumirá vaga na Câmara, diz advogado



Isadora Peron (O Estado de S.Paulo)


Condenado no julgamento do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino vai assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados na próxima semana. A informação é do advogado do petista, Luiz Fernando Pacheco. “Acredito que a posse seja no dia 2 ou dia 3 (de janeiro)”, afirmou.





Genoino ficará com a vaga do deputado Carlinhos Almeida (PT-SP), que entregou o seu pedido de renúncia à Secretaria-Geral da Mesa da Casa nesta quinta-feira, 27, para assumir a Prefeitura de São José dos Campos (SP).
Na última sessão do julgamento do mensalão, em 17 de dezembro, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que os deputados condenados perderiam os mandatos automaticamente. Além de Genoino, seriam afetados João Paulo Cunha, do PT; Valdemar Costa Neto, do PR; e Pedro Henry, do PP.
O advogado do petista argumenta, no entanto, que é legítimo que Genoino assuma o cargo porque a decisão do Supremo pode mudar após a apreciação de todos os recursos. “A decisão do STF é uma decisão provisória, que está sujeita a alterações até o seu trânsito em julgado e que, portanto, não o impede de cumprir com esse compromisso que foi delegado a ele pelo povo.”
Mas, caso o STF escolha manter a sua posicção, Pacheco admite que a Câmara terá de cumprir o que foi decido pela Corte. O presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), porém, vem sustentando que a última palavra sobre cassação é dos parlamentares, e não dos ministros do tribunal.
O site da bancada do PT na Câmara sustentava desde segunda-feira que Genoino – condenado a 6 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro – seria um dos novos deputados que iriam assumir uma vaga a partir do dia 1º de janeiro.

Sarney, o cara-de-pau do ano: Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço...




Carlos Newton


Em entrevista a Fernando Rodrigues, da TV Folha/UOL, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu uma mudança na lei para impedir que ex-presidentes da República continuassem na política. Ou seja, quer implantar o modelo norte-americano.





“Nós devíamos ter, no Brasil, uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República que voltasse a qualquer cargo eletivo”, sugeriu o político maranhense, de 82 anos, que foi presidente da República de 1985 a 1990. Em seguida, fez exatamente o que agora quer impedir que seus sucessores façam: disputou e venceu, pelo Amapá, três eleições sucessivas para o Senado. Em 2015, quando termina seu atual mandato, terá completado 24 anos no Congresso.
Quem adorou a entrevista de Sarney foi o ex-presidente Lula, que dorme, acorda, almoça, janta e dorme de novo, sempre sonhando em voltar ao Planalto. O senador Fernando Collor também gostou muito da entrevista. E a presidente Dilma fez uma daquelas suas caras & bocas. Ninguém a suplanta nesse particular.( Tribuna da Internet )

A lista dos 13 pedidos no Ano Novo



Carla Kreefft (O Tempo)


Fim de ano, momento propício para passar a régua na lista de acontecimentos de 2012 e fazer o elenco de planos e desejos para 2013. O número 13 pode representar sorte para alguns e azar para outros. Mas, de qualquer forma, é um número cabalístico.





Então, aproveitando a coincidência numérica, enumerar 13 pedidos para o próximo ano, tendo em vista a política brasileira, parece apropriado:
O primeiro: nunca mais na história deste país, ouvir um político brasileiro falar que não sabia desse ou daquele escândalo de corrupção que o envolva direta ou indiretamente.
O segundo: nunca mais na história deste país, tomar conhecimento de casos de corrupção exclusivamente porque um caseiro, um porteiro, uma ex-mulher ferida ou uma assessora insatisfeita decidiu fazer uma denúncia.
O terceiro: nunca mais na história deste país, ter que ouvir que desvio de dinheiro público para caixa dois de campanha é mais ou menos grave do que para compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional.
O quarto: nunca mais na história deste país, ouvir como justificativa para a corrupção argumentos do tipo “os outros sempre fizeram assim e nunca foram penalizados”.
O quinto: nunca mais na história deste país, ouvir um presidente da Câmara dos Deputados dizer que não descarta a possibilidade de dar abrigo político a quem foi condenado por um tribunal livre e democrático.
O sexto: nunca mais na história deste país, ter que entender que a violência e o crescimento do número de assassinatos são acontecimentos incontroláveis e imprevisíveis e que, por isso, a população continuará exposta.
O sétimo: nunca mais na história deste país, ter que entender que os desastres, inclusive a perda de vidas, causados pela chuva são fatalidades, embora aconteçam todos os anos e sempre nos mesmos lugares.
O oitavo: nunca mais na história deste país, ter que aceitar que a seca no Nordeste brasileiro e no Norte de Minas somente será resolvida com muitos recursos financeiros, o que o país e os Estados não têm.
O nono: nunca mais na história deste país, ouvir autoridades policiais afirmarem que o crescimento da violência contra a mulher é consequência natural da postura “mais moderna” adotada pelas próprias mulheres.
O décimo: nunca mais na história deste país, ter que aceitar que a miséria, em algumas regiões do país, mata mais do que uma guerra civil.
O décimo primeiro: nunca mais na história deste país, ter que assistir a famílias sendo destruídas pelo crack.
O décimo segundo: nunca mais na história deste país, ver centenas de pessoas morrendo no trânsito em função da irresponsabilidade e do uso de drogas.
O décimo terceiro: não ter que fazer a mesma lista no fim de 2013.

Os governos e o descaso com o ensino público




Isac Mariano


Governo federal, governos estaduais e municipais NADA têm feito para melhorar o ensino público de nível fundamental e médio. Aliás estão DESCONSTRUINDO o ensino público! Pagam salários cada vez piores aos nobres professores e funcionários que ainda aceitam trabalhar lá.






Fornecem cada vez piores condições de trabalho: instalações precárias, material didático ridículo, merenda ruim (mas no entanto superfaturada, lógico!), dentre outros problemas que se tornam notícias diárias em inúmeros periódicos, de Norte a Sul e de Leste a Oeste.
A péssima situação do ensino público chegou a tal ponto que muitas famílias da classe baixa já estão fazendo os maiores esforços para colocarem seus filhos em colégios particulares, que estão proliferando nos bairros pobres e populares das grandes e médias cidades brasileiras.
Aqueles estudantes que “sobram” para o ensino público – porque não têm outra saída – sabem que estarão sempre em desvantagem com relação aos seus amigos do ensino particular.
Mas é claro que há exceções. Afinal temos em todo o país – mas predominantemente no Sudeste – algumas (poucas) escolas públicas que conseguem ainda se manter num de excelência do ensino. Porém infelizmente são exceções, quando deveriam ser regra.
E então o governo assumiu a sua culpa pela contínua e sistemática destruição do ensino público. Porém nada está fazendo para mudar tal desastrosa realidade. Resolveu sim implantar as cotas de corte social, mas principalmente racial, para ingresso no ensino superior público. E isso produzirá bons resultados??? Há quem acredite, mas eu não acredito. De qualquer maneira os resultados só poderão ser avaliados a médio ou longo prazo.

Sonhos impossíveis?




Carlos Chagas

Primeiro dia do Ano Novo, seria bom parar de lamentar o que passou em troca da projeção do sonho do que poderemos sonhar. Se virar pesadelo, é outra história.





Para começar, que tal imaginar Dilma Rousseff mais amena e tolerante? Afinal, dois anos de uma presidente irascível e irritada talvez tenham sido necessários por conta da herança recebida, mas, se prolongada pela segunda metade de seu mandato, essa postura contaminará de forma definitiva o governo e a sociedade.
De repente, todo mundo se verá de dedo em riste, aos gritos, cada um exigindo submissão dos subordinados e insurgindo-se contra os superiores. O Brasil não é assim, ou não era assim, mesmo devendo-se condenar os dois governos que, com Fernando Henrique e o Lula, deram de ombros para o combate à corrupção e fecharam os olhos para a ineficiência de muitos auxiliares. Porque mesmo insensivelmente, os atuais ministros vão adotando o perfil da chefona. Recebem e repassam reprimendas profundamente exageradas.
Não se fala de empáfia e arrogância, que nem ela nem eles demonstram, mas daquela intransigência que marcou os dois primeiros anos do atual período presidencial. Aguarda-se compreensão, jamais aceitação de erros e malfeitos. Há quem suponha provir dessa inflexibilidade de Dilma os altos índices de sua popularidade até agora conquistados, mas o risco de continuar esse modelo será de estender-se pelo país inteiro, revogando nossa tradicional característica de tolerância e amenidade.
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E O CONGRESSO?
Depois do Executivo, o Congresso. Será possível reverter o secular costume de deputados e senadores agirem primeiro em causa própria, só depois atentando para o interesse nacional? Evidência da importância de mudanças profundas está na falência dos partidos e na predominância das atuais bancadas classistas. Existem os ruralistas e os ambientalistas. Os grupos organizados em torno dos interesses das empreiteiras e aqueles ligados aos sindicatos. Os produtores de petróleo e os sem uma gota do combustível. Os municipalistas e os federalistas. Até os partidários intransigentes do capital estrangeiro e os nacionalistas empedernidos. Há os que sustentam sem restrições os planos de saúde e os que pretendem estatizá-los. Só falta situarem-se em oposição os torcedores do Flamengo e do Coríntians.
Prevalece a falta de programas efetivos dos partidos políticos, todos exatamente iguais em contradições e irmanados em ilusões. De quando em quando uma legenda apregoa o renascimento, mas cada um de seus parlamentares liga-se muito mais a compromissos nem sempre honestos do que a um elenco de princípios acordes com as ideologias diversas.
Que projetos de importância nacional, social, política ou econômica o Congresso votou em 2012? Que campanha desenvolveu em favor das necessidades do país? Que reformas estabeleceu, exceção das periféricas e desnecessárias?
Não que o brasileiro comum sonhe no Ano Novo com alterações de postura do Legislativo. Já nos acostumamos à sua inércia, a ponto de não reagirmos diante de sua mais recente iniciativa: trabalhar das terças-feiras, à tarde, às manhãs de quinta-feira…
Quanto ao Judiciário, boas esperanças. Que continue, em 2013, no rumos definidos até agora. O cronista do futuro não deixará de reconhecer a densidade do julgamento do mensalão, porta de entrada de um ansiado combate à corrupção. Aguarda-se a prisão dos condenados, bem como outras condenações, desde que os juízes da primeira instância e os tribunais consigam desatar o nó da morosidade na aplicação da Justiça para todos, ricos e pobres. Enfim, neste primeiro dia no ano, bons sonhos para todos.(Tribuna da Internet )

Previsões para 2013. Senado será presidido por um dos parlamentares mais ricos do país, cuja fortuna é inexplicável – Renan Calheiros.

Carlos Newton
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) era presidente do Congresso Nacional, em 2007, quando a imprensa levantou que o parlamentar usou laranjas e pagou 1,3 milhão de reais em dinheiro vivo, parte em dólares, para virar sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas.
No mesmo ano, explodiu o escândalo Renagate, com a divulgação de que a jornalista da TV Globo Monica Veloso tinha uma filha com o parlamentar alagoana, que assumiu a paternidade da criança. Mônica passou a pleitear na Justiça um aumento de pensão para a filha. No meio da confusão (o senador era casado há 28 anos com Verônica Calheiros), Mônica revelou à imprensa que o dinheiro da pensão lhe era entregue por Cláudio Gontijo, um lobista ligado à construtora Mendes Junior.
Promovida a celebridade, Mônica posou nua para a Playboy, lançou uma autobiografia aos 39 anos, ganhou as páginas das revistas de fulgaridades, não fala mais sobre o Renangate e há alguns meses passou a apresentar o programa Vrum, no SBT, sobre carros de luxo, do jeito que ela gosta.




 Monica virou “celebridade”


Com um escândalo atrás do outro, ficou-se sabendo que Calheiros era dono de fazendas de gado, casa na praia, apartamento e carros de luxo, com patrimônio “declarado” de cerca de 10 milhões de reais. Descobriu-se também que o senador era também empresário do ramo das comunicações, dono de duas emissoras de rádio em Alagoas que valem cerca de 2,5 milhões de reais e tinha sido sócio de um jornal diário.


Nada como um dia atrás do outro…
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POR BAIXO DO PANO
Reportagem de Alexandre Oltramari, na Veja, mostrava que pouca gente em Alagoas conhecia essas atividades do senador. E por uma razão elementar: os negócios de Renan eram clandestinos, irregulares, forjados de modo a manter o anonimato dos envolvidos.
“Para que isso fosse possível, a compra das emissoras de rádio e do jornal foi colocada em nome de laranjas, formalizada por meio de contratos de gaveta e paga com dinheiro vivo – às vezes em dólares, às vezes em reais. Tudo feito à margem da lei, com recursos de origem desconhecida, a participação de funcionários do Senado e, principalmente, visando a garantir que a identidade do verdadeiro dono, o senador Renan Calheiros, ficasse encoberta”, revelou o jornalista.
A reportagem mostrava que Renan não costumava usar usou banco, cheques ou transferências eletrônicas. A exemplo do que fez no caso do pagamento da pensão de sua filha, quando pediu o apoio de um lobista de empreiteira, nos negócios de comunicação ele, de novo, utilizava como tesoureiro um intermediário com envelopes cheios de dinheiro.
Dessa vez, o pagador das mensalidades foi o assessor legislativo Everaldo França Ferro, funcionário de confiança do gabinete do senador. O assessor fez entregas em dinheiro vivo que totalizaram 700 mil reais. Às vezes, pagava em dólares.
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FESTIVAL DE DENÚNCIAS
A imprensa devassou a vida financeira de Renan Calheiros, mostrando que tudo que ele fazia era irregular, por baixo do pano, até mesmo a compra e venda de gado e os negócios com um frigorífico eram mutretadas.
Houve uma sequência de denúncias sobre tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de bebidas, com recompensa milionária, sobre o uso de notas frias, em nome de empresas fantasmas, para comprovar seus rendimentos, sobre a montagem de um esquema de desvio de recursos públicos  em ministérios comandados pelo PMDB, e sobre a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula.
Ao todo, houve seis representações no Conselho de Ética do Senado, pedindo a cassação de Renan Calheiros, que teve de abandonar a presidência so Senado.
Renan Calheiros teve de sair da presidência do Senado, ficou meses submergido. Consciente de que “a memória nacional só dura 15 dias”, como dizia o general Golbery do Coutto e Silva quando a ditadura entrava em algum escândalo, o enriquecido parlamentar ficou na encolha. Não foi investigado pela Receita, pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. Continua livre, leve e solto. E vai presidir novamente o Senado, com apoio irrestrito do governo e da bancada do PT. Ah, Brasil…( Tribuna da Internet )