São muitos os postos de combustíveis em Teresina que sofrem com a carência do produto e aumentam o preço
Como se não bastasse o reajuste nos preços da gasolina, os consumidores de Teresina têm que alterar sua rotina em busca de postos com estoque para abastecer os veículos. Algumas pessoas relatam que percorrem pelo menos dois postos até encontrar um que esteja funcionando normalmente. O produto que mais falta é a gasolina, que até o mês pas-sado tinha o litro vendido por R$ 2,50 e, hoje, dificilmente é encontrado por menos de R$ 2,60.
O corretor de imóveis José Gerônimo, por exemplo, que mora no bairro Matinha, na zona Norte da cidade, relata que passou por três postos de gasolina até encontrar um que estivesse com o produto disponível.
"Um dia falta água, no outro falta luz e, agora, falta gasolina. Imagine se aqui não fosse uma capital", reclama Gerônimo, que abastecia o carro, durante a manhã de ontem, em um posto situado na avenida Maranhão, próximo ao Iate Clube de Teresina, na zona Norte da cidade. No local, funcionários relataram que o estoque de gasolina comum estava zerado durante o final de semana. Na tarde de segunda-feira, o combustível foi entregue e o litro estava sendo comercializado por R$ 2,69.
Na avenida Duque de Caxias, também na zona Norte, um outro posto de combustível ainda não tinha como operar na manhã de ontem. "Estamos há mais de 24 horas sem vender gasolina comum porque o estoque está zerado. Nossa expectativa é que o produto seja entregue até o final do dia de hoje (ontem)", relatou um funcionário. No local, o litro do combustível está sendo comercializado a R$ 2,64.
Pelos postos de combustíveis o que se vê é que o preço dos produtos, especialmente da gasolina, já sofreu reajustes na capital. Há algumas semanas era possível encontrar o litro da gasolina sendo vendido por até por R$ 2,50 em Teresina. Agora, a maioria dos postos exibe preços de R$ 2,60, chegando até a R$ 2,69 em alguns locais. Quem não tem gostado nada da situação são os consumidores. "Daqui a pouco vai ser difícil sair de carro, pois os empresários não vão querer ficar no prejuízo e nós já começamos a pagar a conta", lamenta o policial Antônio Sousa. ( Diário do Povo )
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