No Piauí, 152 municípios podem perder
os recursos enviados pelo Ministério da Saúde nos próximos meses.
Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de
Saúde do Piauí (Sesapi), Inácio Lima, mais de 67% das prefeituras
deixaram de enviar para o governo do estado a situação da água usada
pela sua população.
“O governo federal faz o repasse para saúde a cada quatro meses, mas em
contrapartida ele exige que os prefeitos tenham algumas obrigações, como
informar ao governo estadual a situação da água que está sendo usada
pela população”, informou o coordenador da Sesapi.
Mesmo com estas obrigações, Inácio Lima ressaltou que 152 municípios não
prestaram qualquer tipo de informação desde o início do ano. “Na
verdade 106 não informaram nada e 46 fizeram o cadastro de onde é
recolhida a água fornecida a população, mas não fizeram a coleta de
material para analise”, ressaltou. Ele disse ainda que a analise não é
feita em todos os lugares, mas sim por amostragem.
Diante desta situação o governo do estado fica sem ter conhecimento e
controle da qualidade da água fornecida para os piauienses. “A missão do
governo do Estado é monitorar, alertar, informar e isto estamos
fazendo. Agora resta os municípios fazerem o deles”, disse Inácio Lima.
Ele ressaltou que assim é impossível saber quais localidades precisam de
mais atenção.
“Não temos como saber se essa água é de qualidade, na verdade
subentendemos que ela não seja e os números mostram isso. O primeiro
motivo de internação hoje são infecciosas e parasitárias, que inclui a
diarréia causada pela qualidade da água”, explicou o funcionário.
Diante da situação Inácio Lima informou que uma coordenadora do Programa
Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade da
Água para Consumo Human (Vigiagua) virá para Teresina na próxima
quarta-feira (31) para discutir o que pode ser feito para reverter a
situação.
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