Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo
Marajá do Sena (Maranhão) não tem agência bancária. Mas, para seus 8.000
habitantes, esse é o menor dos seus problemas. A cidade tem o pior IDHM
Renda do país e por lá circulam apenas R$ 96,25 por pessoa. Uma estrada
asfaltada, mais escolas e um hospital fazem falta. Entre as 32 cidades
com piores Índices de Desenvolvimento Humano do País, a falta de
estrutura é a principal característica.
Melgaço, a pior de todas do ranking, fica a oito horas de barco da
capital do Pará, Belém. Chegar à cidade é caro e difícil. Manari, que em
2003 ganhou o título de pior IDHM do Brasil, não é de acesso
complicado, mas, assim como Inhapi, em Alagoas, fica no sertão pobre do
Nordeste. A característica que une as piores cidades do país é a falta
de renda, a economia quase sem saída e a educação em níveis muito
baixos. Entre elas, o IDHM Educação mais alto, de Assunção do Piauí, é
de apenas 0,382, muito longe do limite para ser considerado apenas
baixo.
Na outra ponta, as melhores cidades do país nem sempre têm rendas tão
altas - Assis, em São Paulo tem renda per capita de apenas R$ 967 -, mas
ainda assim tem uma economia muito mais dinâmica e oferecem serviços
sociais muito melhores. Todas elas estão nas regiões Sul e Sudeste e
incluem seis capitais. Apesar das dificuldades apontados especialmente
nas redes escolares e de saúde de cidades como São Paulo, Porto Alegre e
Vitória, a estrutura já estabelecida, o orçamento alto e os recursos
que circulam dão a essas cidades uma capacidade muito maior de resolver
os problemas dessa população.
Municípios com a pior renda per capita estão no Maranhão
Os três municípios com a pior renda per capita média do país estão no
Estado do Maranhão, de acordo com o IDHM (Índice de Desenvolvimento
Humano Municipal) 2013, divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Pnud
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em Brasília. Os
dados se referem a agosto de 2010, medidos pelo Censo do IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística).
Das capitais brasileiras, apenas cinco delas aparecem entre os 20
municípios de maior IDHM: Florianópolis (3º), Vitória (4º), Brasília
(9º) e Belo Horizonte (20º).
Em Marajá do Sena, o pior avaliado no quesito, a renda média por
habitante é de apenas R$ 96,25. Já em Fernando Falcão, vice lanterna no
ranking, o valor é de R$ 106,99, e em Belágua R$ 107,14.
A cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, tem a maior renda per
capita média do país, com R$ 2.043. A média nacional é de R$ 794.
A renda per capita média obtida pela soma dos salários da população dividido pelo número de habitantes.
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