Lucas Prates/Hoje em Dia
Enquanto Delgado tenta se aproximar dos petistas, Siqueira defende aliança com Aécio Neves
“Essa possibilidade não existe e está fora de qualquer hipótese. Essa aliança com o PT não existe nem em cogitação”, afirmou Siqueira ao Hoje em Dia. “Não somos exclusivistas, mas uma aliança com o PT em Minas Gerais não tem nenhuma possibilidade. Essa aliança está fora da nossa consideração. Não é cogitada, absolutamente. Não há qualquer hipótese disso ocorrer”, sentenciou.
As declarações de Siqueira, considerado o braço direito do presidenciável do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), põem por terra as recentes articulações patrocinadas por Delgado e Cunha.
Em busca de acertos nos palanques mineiros, eles devem ter novo encontro esta semana para discutir a “improvável” aliança em 2014.
O deputado Júlio Delgado não retornou os pedidos de entrevista. Segundo a secretária de seu gabinete na Câmara, o parlamentar teve “um dia incomum” na última segunda-feira (27). Estava em um compromisso com o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.
O presidente do PT-MG, deputado federal Odair Cunha, admitiu que houve um início de conversa. “Vamos aprofundá-la esta semana. Fiquei de ligar para ele (Júlio) hoje (ontem) para marcar novo encontro”.
Cunha disse que a prioridade é conversar com os partidos com os quais o PT têm algum nível de entendimento. “O PSB é nosso aliado histórico em Minas Gerais. Mesmo que haja uma candidatura própria deles (PSB), não significa que o diálogo esteja embargado”, destacou.
Planejamento
Segundo o petista, não há novidade “se teremos ou não teremos uma aliança”. A discussão está aberta, disse. A preocupação do parlamentar é com o planejamento da agenda eleitoral do PT no Estado e a construção de um programa de governo para o candidato Fernando Pimentel com a participação de toda a sociedade.
“Queremos ouvir as contribuições dos empresários e dos movimentos sociais, na cidade e no campo, estabelecendo pontes com os partidos que queremos ver em nossa aliança”, afirmou Cunha.
Para o dirigente, Pimentel vai contribuir muito para “ampliar o diálogo com o conjunto das forças políticas em nosso Estado”.
Socialista vê PSDB como aliado ideal no Estado
Para o secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, a aliança possível é com o PSDB. “O assunto está em discussão”. Porém, ele acredita que as conversas podem prosperar noutra direção. “Não tem data marcada para fechar a aliança. A negociação termina quando se conclui. Quem tem prazo não tem tempo”, disse.
No ninho tucano, a chance de as duas siglas terem um palanque comum parece distante. O deputado Rodrigo Castro (PSDB) considera improvável compor chapa com o PSB para o governo e “remotíssima” a possibilidade de o prefeito de Belo Horizonte sair candidato este ano.
“É só mais especulação. Marcio Lacerda não é político, ele não acrescenta nada nacionalmente” (para a disputa contra Dilma), disse o tucano, que desdenha da força do PSB no Estado. “A estrutura deles em Minas Gerais é bem menor do que a nossa em Pernambuco”, disse.
De acordo com o TSE, o PSB tem 40 mil filiados no Estado. O seu principal aliado, a Rede Sustentabilidade, conseguiu 100 mil filiados em 2013, nas contas do ex-deputado José Fernando Aparecido.
Porta aberta
Para o presidente do PSB em Belo Horizonte, João Marcos Grossi, nenhuma porta está fechada. “Nesse momento é normal os partidos conversarem entre si. O PSB não pode ser sectário, precisa dialogar com os demais”. (R.R.) l
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