Brasília. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), anunciou ontem, após reunião com o vice-presidente Michel Temer, que o partido dará apoio "absoluto" no Congresso Nacional a um eventual governo do peemedebista no caso da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado.
O anúncio foi feito pouco mais de uma hora depois de Aécio criticar a maneira pela qual está sendo discutida a composição de governo caso Temer assuma a Presidência. Em seguida, acompanhado dos líderes do PSDB na Câmara e no Senado, Aécio entregou ao vice um documento com 15 pontos que a sigla considera importantes para um próximo governo e reiterou que o partido não condicionará o apoio à oferta de cargos.
Integrantes da cúpula do PSB também entregaram, ontem, um documento ao vice-presidente, no qual defendem a discussão da implementação do sistema do parlamentarismo e o fim da reeleição. O texto, intitulado "Agenda Mínima para o Brasil" foi apresentado na vice-presidência pelo presidente da sigla, Carlos Siqueira. Na carta, integrantes do partido também ressaltam que não pretendem indicar nenhum nome para eventual nova gestão da Presidência.
Ministérios
O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), por sua vez, informou que o partido ocupará, em eventual governo Temer, os ministérios da Saúde e da Agricultura e a presidência da Caixa Econômica Federal. Nogueira esteve reunido com o vice na noite de ontem.
Temer ofereceu o Ministério das Comunicações de seu eventual governo ao ex-ministro Gilberto Kassab (PSD). Kassab ainda não aceitou a oferta porque a bancada do partido prefere manter o Ministério das Cidades, que ele ocupou até o mês de abril.
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