sexta-feira, 27 de julho de 2012

400 juízes estão marcados para morrer no país




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DESEMBARGADOR Raduan Miguel Filho denuncia ameaça a magistrados



Rio - Um dia após a publicação da Lei 12.964/2012, que prevê uma série de medidas que aumentam a segurança dos juízes envolvidos em processos contra organizações criminosas, o presidente em exercício da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), desembargador Raduan Miguel Filho, declarou na tarde de ontem (26) que, atualmente, cerca de 400 juízes são ameaçados de morte em todo o país.
- Esse número pode ser muitas vezes maior, pois tem muito magistrado que, ao ser pressionado, não leva a questão para a Corregedoria. Eles recebem proteção policial, que varia de região para região. Afinal, nem todos os tribunais têm condições de ter um carro blindado para cada um ameaçado - explicou. Um dos casos citados pelo magistrado é o da juíza Patrícia Acioli, que investigava crimes praticados por policiais militares, e foi morta a tiros quando chegava à sua casa, no bairro de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, no ano passado. Apesar de considerar que a nova lei é um avanço, o desembargador ressalta que ainda é "um grão de areia em um imenso deserto". - Esta lei ainda tem algumas deficiências. Temos que garantir não só a segurança dos juízes, mas também dos servidores dos tribunais e órgãos judiciais. E, principalmente, da população, que também é vítima destas organizações criminosas. Se o crime é organizado, o Estado também deve se organizar também - disse, disse o presidente da associação de magistrados.



(Diário do Povo )

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