domingo, 21 de julho de 2019

“Bolsonaro está cuidando demais do que não precisa cuidar”, diz Bruna Surfistinha


 

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Raquel Pacheco (ex-Bruna) deu uma resposta direta a Bolsonaro
Gustavo Uribe
O Globo
A empresária e escritora Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha, rebateu nesta sexta-feira (dia 19) as críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro à produção cinematográfica baseada no seu livro “O Doce Veneno do Escorpião”. Na quinta-feira (18), o presidente usou o filme como exemplo para criticar o repasse de recursos federais para a produção audiovisual brasileira. Segundo ele, não pode haver “ativismo” em respeito às famílias brasileiras.
Em áudio enviado à Folha por sua assessoria de imprensa, a empresária classificou a declaração como “infeliz” e disse que, antes de fazer juízo de valor, o presidente deveria “cuidar da moral de sua própria família”.
DIZ BRUNA – Ela afirmou ainda que ele está cuidando demais “do que não precisa” e “fazendo pouco” do seu dever principal, que é gerir o país. “Sobre mais uma infeliz declaração do Bolsonaro, eu digo que ele, antes de fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família. E ainda do nosso país. Afinal, ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco o dever dele principal: que é ser presidente”, disse.
Nesta sexta-feira (dia 19), o presidente voltou a tratar do tema e reconheceu que nunca assistiu ao filme, apesar de tê-lo criticado no dia anterior. “Eu não, pô!  Vou perder tempo com Bruna Surfistinha? Eu estou com 64 anos de idade. Se bem que eu tenho uma filha de oito anos, sem aditivo”, disse.
“USAR FILTROS” – O presidente disse mais cedo que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) poderá ser privatizada ou extinta caso não seja possível usar filtros nas produções nacionais.
A atriz Deborah Secco, que interpretou Raquel e é produtora do filme, também rebateu o presidente e defendeu que a arte precisa ser “ampla e abrangente”.
“Fico um pouco chocada com o ‘Bruna’ ter sido colocado nesse lugar, porque o filme retrata uma história real não só da Raquel, mas de outras milhares de mulheres que se encontram nessa situação”, disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Bruna Surfistinha tem um passado triste, mas sem dúvida é uma mulher inteligente e antenada. Com clareza e precisão, ela tocou exatamente no ponto que importa – o presidente está cuidando de assuntos que não lhe dizem respeito diretamente e deixando de cuidar de suas obrigações como chefe da nação. Apenas isso. Seu governo caminha para ser um retumbante fracasso, sem a menor dúvida. (C.N.)

Veja divulga uma suposta Sociedade Secreta com planos de matar Bolsonaro

 

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Um integrante da Sociedade Secreta Silvestre (SSS) – grupo terrorista que já praticou pelo menos três atentados a bomba em Brasília e é procurado pela Polícia Federal há seis meses – foi entrevistado pela revista Veja e revelou que o grupo planeja matar o presidente da República.
O terrorista identificado por Anhangá estabeleceu contato pela deep web – uma área “clandestina” da internet irrastreável que é utilizada por muitos criminosos – por orientação do grupo e contou detalhes. De acordo com Anhangá, o SSS, que se exibe como “braço brasileiro” do Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), o plano de matar o presidente Jair Bolsonaro é esboçado desde o momento em que foi eleito.
NA POSSE – A execução deveria ter acontecido no dia da posse, conta o integrante, mas o esquema de segurança montado pela polícia e pelo Exército dificultou o andamento da ação, fazendo com que a missão fosse adiada. “Vistoriamos a área antes. Mas ainda estava imprevisível. Não tínhamos certeza de como funcionaria”, relata Anhangá.
Poucos dias antes da cerimônia de posse, a SSS colocou uma bomba em frente a uma igreja católica localizada a 50 metros do Palácio do Planalto. O explosivo não explodiu por uma falha do detonador. No mesmo dia, o grupo publicou um vídeo na internet afirmando ser responsável pelo ataque e apresentando detalhes da bomba que só eram conhecidos por quem a construiu.
Nessa mesma postagem, o SSS anunciou o seu próximo alvo: o presidente eleito. A ameaça foi suficiente para levar as autoridades a sugerir que o desfile em carro aberto fosse cancelado.  “Facilmente poderíamos nos misturar e executar este ataque, mas o risco era enorme (…) então seria suicida. Não queríamos isso”, conta Anhangá sobre a ação que contaria com explosivos e armas. “A finalidade máxima seriam disparos contra Bolsonaro ou sua família, seus filhos, sua esposa.”
CARROS DO IBAMA – Depois desse incidente, dois carros do Ibama foram incendiados em um posto do órgão em Brasília no mês de abril. Foram encontrados palitos de fósforo, restos de fita adesiva e vestígios de um líquido inflamável em meio aos escombros. Também havia, no local, pichações com ameaças de morte ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Outro vídeo foi publicado pelo grupo na internet clandestina (ou deep web) reivindicando o atentado e exibindo o material utilizado durante o ataque, confirmando a autoria. Segundo Anhangá, o acontecimento foi mais um aviso, só que desta vez endereçado ao ministro Ricardo Salles. “Salles é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. (…) É um lobo cuidando de um galinheiro”.
DAMARES É ALVO? – O integrante revela ainda que existe um terceiro alvo no governo, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. “[Ela] se tornou a cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade. O Eco-extremismo é extremamente incompatível com o que prega o seu ministério”, enfatiza.
Os terroristas brasileiros estão sendo monitorados pelas autoridades há algum tempo. O relatório intitulado “Informações sobre Sociedade Secreta Silvestre” produzido pela diretoria de inteligência da PF traz informações que, inclusive, não foram veiculadas pela mídia. Como uma bomba deixada na rodoviária de Brasília em 2017, atentado que não foi noticiado pela imprensa, mas teve detalhes revelados em um site do grupo chamado Sociedade Secreta Silvestre, assinados por um indivíduo identificado como Anhangá e até traduzidos para diversos idiomas.
PF EM AÇÃO – Após a ameaça ao presidente Bolsonaro, a Polícia Federal decidiu, em dezembro, pôr no caso os melhores agentes da seção antiterrorismo. Os policiais já seguiram várias pistas e chegaram a prender três suspeitos, mas os integrantes do grupo ainda não foram identificados. Anhangá afronta:
“(Eles) são incompetentes (…). Não somos meros amadores, dominamos técnicas de segurança, de engenharia, de comportamento social. (…) Discutimos internamente com membros de outros países.”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Agora danou-se, como dizem os “paraíbas”. Com essa notícia na Veja, Bolsonaro e os filhos vão cultivar as mais extremadas teorias da conspiração, vai ser um inferno. Enquanto é discutido esse tipo de “notícia”, que carece de exatidão e não revela o motivo do ódio ao presidente & família, o governo continua inerte, o país mergulha numa espécie de Era das Trevas. E la nave va, cada vez mais fellinianamente.  (C.N)                                                               

Brasil é alegria de bandido que conta com apoio dos “garantistas” do Supremo

 

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Charge do Sid (Arquivo Google)
Percival Puggina
Quantos policiais deixariam de morrer todo ano se quem os matou estivesse onde deveria estar, atrás das grades de um presídio? Duvido que não tenham, todos, longo prontuário de ocorrências, intimações, prisões e condenações a certificar sua disposição de viver fora da lei. Ninguém inaugura sua vida criminosa matando policiais. Só que nenhum daqueles eventos teve o tratamento necessário para assegurar a proteção da sociedade.
Com raras, raríssimas exceções, todos foram conduzidos, pelas instituições, de modo a favorecer o transgressor. Presídios brasileiros têm porta de vai e vem.
ALTO  ÍNDICE –  Convivem, aqui, altos índices de criminalidade e tolerância institucional para com os criminosos. Temos, aqui, progressistas que atrasam tudo. Indivíduos perigosos passeiam impunes por nossas ruas e estradas, vivendo de violações e gerando insegurança. Na longa lista de preceitos protetivos que o engenho humano possa conceber para livrar a pele de bandidos, nada há que nossa legislação, nossos ritos, usos e costumes não consagrem. Como escreveria Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal, se vivos fossem, “Aqui, majestade, em se roubando ou matando, nada dá”.
E não dá nada mesmo. Às normas tolerantes, pusilânimes face ao crime, mas inclementes com a sociedade, muitos se juntam para tornar folgada a vida dos bandidos. Tudo fazem para que tais atividades não tragam sobressaltos, riscos e cárcere a quem escolher a vida criminosa. Entre outros, verdadeira multidão de legisladores, magistrados, professores de Direito, promotores, defensores, advogados, comunicadores, sociólogos, assistentes sociais, políticos e religiosos – corações moles como merengue da vovó – tagarelando sobre uma nova humanidade e uma nova sociedade, convergem esforços para obter esse efeito.
PAPELEIRO – “Mas são pobres!”, dirá o leitor, penalizado, da dura situação de tais criminosos. Pobres? Pobre é aquele brasileiro, magro como a fome, pelo qual passei ainda há pouco na rua. Arquejava em seu labor de papeleiro, tracionando uma carroça pesada, com tanto papel e papelão que seu excesso lateral obstruía parte da outra pista. Aquele sim é pobre. Pobre e honesto ao ponto de trabalhar como “animal” de tração para não se corromper.
Talvez seja também ignorante, mas é intelectualmente honesto como não são tantos que falam bonito em seu nome. E o abandonam com sua indecente carroça. Não me venham – por favor! – falar em pobreza, infância sofrida, de quem importa toneladas de maconha, rouba carga de caminhões, assalta bancos, explode carros-fortes e estoca munição pesada para lutar contra a sociedade. E não se peja de pôr mulher e filhos no carro para iludir a polícia.
DIREITO FOLGAZÃO – No topo da luta por um direito penal folgazão, que não dê nada e não atrapalhe os negócios, estão os poderosos da corrupção ativa e passiva, custodiados por caríssimos advogados que operam num clube muito restrito de intimidade com a Corte. No topo da luta por um direito penal folgazão, camarada, bonachão, estão muitos membros do Congresso Nacional, que têm frêmitos de ódio e temor da Lava Jato e que se juntam a qualquer bandido se for para tirar Sérgio Moro da cena.
Um fio de esperança que rompe o fio da decência. Esses não têm por hábito atirar na polícia, mas disparam as armas da injúria e da calúnia, assassinam reputações e têm responsabilidade direta sobre as leis penais e processuais que não mudam ou mudam para pior. No topo da luta estão os “garantistas” do STF, sustentando princípios que os bandidos invocam e a cuja sombra lavam seu dinheiro.

Piada do Ano! E os chefes militares, como estarão avaliando o governo de Jair Bolsonaro?

 

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Charge do Mariano (Arquivo Google)
Carlos Newton
Quando o deputado federal Jair Bolsonaro lançou sua candidatura à Presidência, ninguém esperava sua vitória. O capitão nem tinha legenda. Era filiado ao PSC (Partido Social Cristão), presidida pelo pastor Everaldo Dias Pereira, um dos principais líderes da Assembleia de Deus, comandada pelo bispo Manuel Ferreira, que desde a década de 80 mantém um pé na política e participou da aliança que elegeu Fernando Collor em 1989 pelo PRN. Na época, o PSC nem tinha registro definitivo.
Na esperança de garantir a legenda do PSC e os votos evangélicos, em 11 de maio de 2016 Bolsonaro foi batizado no Rio Jordão, em Israel, pelo próprio pastor Everaldo, com toda pompa. No ano seguinte, 2017, quando Bolsonaro começou a percorrer o país, o PSC negou legenda ao capitão, que iniciou campanha assim mesmo, sem ter partido a apoiá-lo.
SEM LEGENDA – No ano seguinte, quando se aproximou a data de inscrição dos candidatos, Bolsonaro já aparecia nas pesquisas, mas ainda buscava uma legenda de porte médio para se candidatar, e nenhum partido de porte o aceitou.
No desespero, partiu para os nanicos e conseguiu apoio do PEN (Partido Ecológico Nacional), que até aceitou se chamar Patriota, para atrair votos do militares e nacionalistas. Mas houve muita briga interna, Bolsonaro não assinou a ficha de filiação, ficou à deriva. 
Faltavam poucos dias para a data-limite quando embarcou na canoa do PSL (Partido Social Liberal), presidido por um deputado de carreira nebulosa, Luciano Bivar, que aceitou transferir a presidência ao advogado Gustavo Bebianno, indicado por Bolsonaro, e a campanha decolou.
AINDA SEM CHANCES – As pesquisas indicavam que o capitão tinha chance de passar para o segundo turno, mas não ganharia de nenhum dos principais candidatos. Até o tucano Geraldo Alckmin conseguiria derrotá-lo…
Mas o inesperado criado por Johnny Alf fez uma surpresa, houve o atentado a faca e o quadro mudou. Os militares, liderados pelo general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, apoiaram o capitão, os outros partidos dividiam os votos restantes, Ciro Gomes (PDT) não decolou e Bolsonaro ganhou fácil do poste petista Fernando Haddad.
Qualquer astrólogo tipo Olavo de Carvalho diria que ocorreu uma estranha conjunção astral, abriu-se um polo de magnetismo favorável. Mas o fato é que Bolsonaro conquistou os votos da “maioria silenciosa”, que Richard Nixon identificara como explicação para vitória surpreendente de candidato desprezado nas pesquisas.
GOVERNO RUIM – Já se passaram os 200 dias e o balanço é altamente negativo, porque não existe plano de governo. A reforma da Previdência, por enquanto, continua a ser uma incógnita. A economia não reage, o desemprego é um desafio, embora a Bolsa esteja batendo todos os recordes. Os profissionais sabem que o índice Bovespa logo vai despencar, porque o valor das ações já supera o patrimônio líquido das companhias e não há novos investidores externos, mas quem se interessa?
Julgava-se que Bolsonaro iria ouvir os militares. Ele chegou a fazer isso, mas o poder embriaga, o presidente passou a desconfiar de tudo, acha que há um complô para derrubá-lo, quando a conspiração é feita por ele, que sabota sua administração ao deixar de ouvir os militares.
Já demitiu intempestivamente dois amigos íntimos. O primeiro foi Bebiano, derrubado por intrigas dos filhos de Bolsonaro. Bolsonaro percebeu que tinha errado, mas era tarde demais para recuar. Depois, demitiu seu velho amigo Santos Cruz, que estaria liderando a “conspiração” contra o presidente, denunciada pelo filho Carlos Bolsonaro, o Zero Dois.
ERA UMA FRAUDE – A denúncia contra Santos Cruz era falsa. Forjaram uma mensagem que teria sido transmitida por ele, Bolsonaro acreditou, mas no horário da mensagem o ministro estava num avião na Amazônia, impossibilitado de usar a internet.
Depois desses dois episódios envolvendo amigos de Bolsonaro, quem pode confiar no presidente? O ambiente no Planalto é sinistro. O chefe do governo desligou-se da ala militar, comanda o governo pateticamente, não diz coisa com coisas, suas declarações são primitivas e infantis. Está mais do que evidente que não tem equilíbrio emocional para dirigir nada.
Surge então, mais uma Piada do Ano! E os chefes militares, como estarão avaliando o governo de Jair Bolsonaro? Não é nem preciso perguntar. O semblante do líder deles, o general Augusto Heleno, chega a ser patibular. E o porta-voz, general Rego Barros, está cada vez mais desconfortável na função.
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P.S.
 1 – Eu daria tudo que pudesse para ouvir o que os generais do Planalto conversam entre si, na ausência de Bolsonaro.
P.S. 2 – Os militares usam a expressão “tríplice coroado” para designar quem se destaca na carreira, como primeiro colocado na Academia, Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado Maior. É o caso do general Heleno, por exemplo. Quanto ao capitão Bolsonaro, é um “tríplice traidor”, porque está conseguindo trair os militares, trair a si mesmo e trair a nação. (C.N.)

Despesa com servidores sobe para R$ 928 bi e atinge maior patamar da história

 

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Charge do Dum (Arquivo Google)
Gustavo PatuFolha
A despeito da crise orçamentária que se abateu sobre todas as instâncias de governo, as despesas com servidores públicos permaneceram em alta nos últimos anos de recessão aguda seguida de semiestagnação da economia. De acordo com dados apurados pelo Tesouro Nacional, os gastos com os funcionários ativos de União, estados e municípios aumentaram do equivalente a 12,3% do PIB (Produto Interno Bruto), em 2014, para 13,6%, ou R$ 927,8 bilhões, no ano passado.
O patamar é o maior já medido pelas estatísticas disponíveis —e é semelhante ao dos desembolsos nacionais com a Previdência, que incluem aposentadorias dos servidores.
IMPRECISÃO – Os números estão sujeitos a alguma imprecisão, principalmente devido à dificuldade de coletar informações completas e padronizadas dos 5.570 municípios do país.
Além disso, parte da expansão dos percentuais está associada à queda do PIB em 2015 e 2016. Mas a tendência de alta persistiu nos anos seguintes.
As estimativas mais recentes, do primeiro trimestre deste ano, também indicam elevação em taxa superior à do PIB. Isso significa, na prática, que o funcionalismo, graças a suas garantias de estabilidade no emprego e ao poder político de obter reajustes salariais, conseguiu elevar sua participação na renda nacional.
ANOMALIA – Embora o ritmo desse crescimento não seja tão acelerado quanto o dos encargos previdenciários, o montante da despesa com salários e outros benefícios do setor público brasileiro já se mostra uma anomalia em termos internacionais.
Não por acaso, planos para uma reforma administrativa estão em estudo desde o governo Michel Temer (MDB). De mais concreto, a atual equipe econômica indicou apenas que pretende reduzir ou mesmo suspender contratações.
Nas estatísticas do FMI (Fundo Monetário Internacional), atualizadas até 2016, dificilmente se encontram países que destinem mais de 13% do PIB ao pessoal ativo. No G20, que reúne as principais economias do mundo, apenas a África do Sul, com 14,2%, aparece à frente do Brasil. Mesmo na França, de longa tradição de Estado forte, a proporção fica nos 12,3%.
MENOS SERVIDORES – Entre ricos, como EUA, Japão e Alemanha, e emergentes, como México e Chile, são comuns cifras entre 5% e 10%. Para alguns casos, como Argentina e China, não existem informações oficiais.
“Como percentual do PIB, a folha de pagamento brasileira é mais alta que a de qualquer média regional de países”, afirma documento do Banco Mundial sobre as finanças públicas do país.
Ao que tudo indica, o que leva essa despesa a níveis tão atípicos no Brasil não é o número de servidores —e sim suas elevadas médias salariais quando comparadas às da iniciativa privada. Na administração federal, nos governos estaduais e nas prefeituras contam-se cerca de 11,5 milhões de empregados, dos quais 7,9 milhões são estatutários (com estabilidade funcional) e militares.
CRESCIMENTO – Esse contingente apresentou crescimento nas últimas duas décadas, de maneira particularmente acentuada nos municípios, cujos contratados saltaram de 2,4 milhões, em 1995, para 6,6 milhões em 2016, segundo publicação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Trata-se, nesse caso, de um reflexo da ampliação de serviços públicos para a população como educação, saúde, segurança e urbanismo. Já nos estados, a tendência de alta foi interrompida em 2010.
No governo federal se nota maior influência de orientações ideológicas e programáticas na gestão de pessoal.
VAIVÉM – O quadro encolheu durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), mas o processo de enxugamento foi revertido com sobras nas administrações petistas (2003-2016).
Ainda assim, o número de servidores corresponde a algo em torno de 5,5% da população do país, acima da média da América Latina (4,4%), mas bem abaixo do verificado em nações mais desenvolvidas, onde se chega perto dos 10%.
Em poucos lugares do planeta, entretanto, é tão evidente a vantagem salarial do funcionalismo sobre os trabalhadores da iniciativa privada. Assim o demonstram diferentes levantamentos estatísticos.
DIFERENÇA – Em um cálculo do Banco Mundial, a diferença de remuneração entre os dois setores no Brasil chega a 67%, a maior num grupo de 53 países pesquisados pelo organismo.
Embora as comparações diretas sejam difíceis, dadas as peculiaridades das carreiras estatais, a instituição encontrou discrepâncias de mais de 200% nos salários iniciais de profissionais de formação semelhante, considerando valores pagos pela União.
Em valores de 2016, o salário esperado no setor privado de um advogado sênior, com oito anos ou mais de experiência, era de R$ 7.100. Já na Advocacia-Geral da União pagavam-se mais de R$ 18 mil mensais.
VAI AUMENTANDO – Trabalhando com dados da Rais, cadastro que contempla apenas o emprego formal, a pesquisadora Thaís Barcellos, da consultoria IDados, apurou que a diferença entre um setor e outro cresceu ao longo do decênio 2007-2017.
Na média geral, ela saltou de 72,6% para 84,4% no período. A vantagem aumentou entre os trabalhadores de maior escolaridade (nível médio e superior), tendo caído entre os de nível fundamental.
Na pesquisa de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rendimento médio mensal dos servidores estatutários e militares é de R$ 4.235, quase 95% superior aos dos celetistas (R$ 2.175) e o triplo do recebido pelos assalariados sem carteira (R$ 1.390).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – São dois lados da questão – 1) servidores demais; 2) salários mais altos do que a iniciativa privada. Temos falado nisso aqui na TI, apontando que a culpa é da Justiça, que engordou os salários com penduricalhos “legais” e não vai diminuí-los, a pretexto de serem direito adquiridos. O governo – Paulo Guedes incluído – não está nem aí. A culpa era toda da Previdência. E a dívida pública, aliás, ninguém discute. É tabu. (C.N.)

Polícia Civil apreende drogas sintéticas durante rave em Salinópolis

 Foram presos em flagrante pelo tráfico de drogas: o advogado Adrian Willian Cascaes Campelo, Arthur Luís Gaia Pantoja e Higor Tohany Pinheiro Silva.
 Foram presos em flagrante pelo tráfico de drogas: o advogado Adrian Willian Cascaes Campelo, Arthur Luís Gaia Pantoja e Higor Tohany Pinheiro Silva. | Ascom Polícia Civil
Uma festa regada a música eletrônica e comércio de drogas ilegais foi encerrada por uma operação da Polícia Civil do Pará, por volta de 5 horas deste sábado (20), na cidade de Salinópolis, no nordeste do Estado.
O evento era realizado em uma casa de shows, às margens da praia do Atalaia, um dos balneários mais frequentados durante o mês de julho no Pará. No local, policiais civis apreenderam, além de cigarros de maconha, drogas sintéticas como "ecstasy", "loló" e o entorpecente conhecido como "doce" (LSD - Dietilamida do Ácido Lisérgico). No local, foram presos em flagrante, como responsáveis pelo tráfico de drogas, o advogado Adrian Willian Cascaes Campelo; Arthur Luís Gaia Pantoja e Higor Tohany Pinheiro Silva.
A ação foi realizada por policiais civis da Superintendência Regional do Caeté (sediada em Capanema); do NAI (Núcleo de Apoio à Investigação) de Capanema e da Delegacia de Salinópolis, sob comando dos delegados Temmer Khayat, João Costa (NAI) e Augusto Damasceno, que estão à frente da operação Verão da Polícia Civil no município.
A operação foi acompanhada por representantes da Divisão de Crimes Funcionais (DCrif), da Corregedoria da Polícia Civil.
Conforme o delegado Temmer Khayat, titular da Superintendência, o flagrante foi resultado de investigações deflagradas a partir de um trabalho investigativo de infiltração. As informações eram de que jovens de classe média alta estavam promovendo uma festa de música eletrônica na área da praia do Atalaia, onde drogas eram comercializadas e consumidas livremente. Diante disso, os policiais civis se deslocaram até o ponto indicado, segundo as informações obtidas, para fazer a abordagem.
Após a entrada no local, foram observados dezenas de jovens no interior da casa de festas. O local foi isolado para averiguação em que três pessoas foram surpreendidas portando e fornecendo drogas variadas. "De imediato, foi dado voz de prisão em flagrante aos indivíduos que foram conduzidos para a Delegacia de Salinópolis para os procedimentos cabíveis", explicou o delegado Temmer Khayat.
Com os presos, os aparelhos celulares que eles usavam foram apreendidos para serem encaminhados para a análise de dados. Os presos irão responder por tráfico de drogas e ficarão recolhidos à disposição da Justiça para passar por audiência de custódia.
DROGAS
Para ser uma ideia do alto valor dessas drogas, cada unidade de LSD, em formato de pequenos quadrados de em torno de 3 milímetros, custa em média R$ 30.
(Agência Pará)

Pabllo Vittar é eleita Miss Bumbum e convidada para desfilar no México

 
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Não foi só uma vez que a cantora Pabllo Vittar abalou a internet com o seu bumbum. Já confundida com Cleo Pires, e depois com a atriz Bruna Marquezine, Vittar foi elogiada, agora, pelo organizador do Miss Bumbum World.
"O concurso agora é mundial, a Pabllo mostrou que seu talento vai além da música. Vai ser uma ótima representante do Miss Bumbum Trans no mundo", escreveu Cacau Oliver, no Twitter.
Em resposta, Vittar comemorou "Bom dia só para quem é miss bumbum!". No entanto, a artista também enfatizou que ela é uma Drag Queen e que as mulheres trans precisam ter mais visibilidade, em qualquer concurso.
A primeira edição da competição mundial deste ano será no dia 30 de setembro, na Cidade do México. Apesar de o concurso não ter nenhuma trans, ele convidou Vittar para desfilar no evento.
"O mundo está cheio de pessoas preconceituosas, temos que combater essas atitudes gerando espaço para tratar dos assuntos da diversidade com naturalidade. A faixa da Pabllo Vittar está pronta, se ela quiser pode ir desfilar em setembro na Cidade do México", disse Oliver.
O organizador do evento afirmou, ainda, em nota à imprensa que não descarta a possibilidade de um concurso com as mais belas transexuais do mundo.