domingo, 19 de novembro de 2017

Caminhão de vereador mata criança no interior do Piauí

Uma criança de sete anos de idade morreu após ser atropelada por um caminhão desgovernado na cidade de Cajazeiras do Piauí, distante 266 quilômetros de Teresina. O menino brincava na rua de casa com outras crianças quando foi atropelado pelo veículo, conduzido pelo vereador da cidade, Josué da Silva Soares, o Jota. 
O acidente aconteceu no final da manhã deste sábado (18) e o clima de comoção toma conta dos moradores.
O delegado Antônio Nilton, da 4º Delegacia Regional da Polícia Civil, informou ao Cidadeverde.com que o menino estava brincando de bicicleta quando o caminhão, que foi estacionado pelo vereador, desceu a rua e atropelou o garoto. Outras duas crianças que também brincavam saíram a tempo e não foram atingidas. 
Após atingir o menino, o caminhão só conseguiu parar depois de invadir uma residência localizada na rua. O delegado conta que, por pouco, outra morte não aconteceu, já que uma criança que estava na sala da casa correu para não ser atropelada pelo veículo.  
O vereador estacionou o caminhão e desceu do carro para que seus funcionários fizessem um carregamento. Quando a Polícia Civil chegou ao local do acidente o parlamentar não estava mais presente. 
A Polícia Civil realizou perícia no local do acidente e constatou que o freio de mão do caminhão estava com falhas e não funcionava. A marcha do veículo também não estava engatada.
A 4º Delegacia Regional da Polícia Civil abrirá inquérito para investigar o caso e determinar a dinâmica do acidente. O delegado Antônio Nilton informa que o vereador Jota pode ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 
Cidadeverde.com tentou falar com o vereador Jota, mas as ligações não foram atendidas.

Fotos: Mural da Vila


Izabella Pimentel 
cidadeverde.


Exército abre vagas no Piauí; salário de R$ 6,4 mil

  

A 10ª Região Militar está com vagas abertas para a contratação de oficiais temporários com formação em Medicina, Farmácia, Odontologia e Medicina Veterinária. O salário inicial é de R$ 6,4 mil. As inscrições permanecem abertas até 24 de novembro de 2017.
Os selecionados deverão atuar nas cidades de Fortaleza (CE), Crateús (CE), Teresina (PI) e Picos (PI). 
A atividade será desempenhada de forma transitória e por tempo determinado para o exercício de atividades técnicas especializadas no âmbito da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira. 
Poderão se candidatar profissionais com ou sem especialização ou residência médica. As inscrições acontecem até 24 de novembro, presencialmente, no 23° Batalhão dos Caçadores (Fortaleza) e no 2° Batalhão de Engenharia de Construção (Teresina-PI). Mais informações no site da 10ª Região Militar.

Suspeita de homicídio no Acre, mulher é presa ao visitar marido no Presídio


 

Prisão aconteceu nesta quinta (16), após agentes penitenciários descobrirem que investigada tinha mandado expedido pela Justiça.

Por G1 RN


Viviane Iracema Matos Mota (Foto: Sesed/Divulgação)Viviane Iracema Matos Mota (Foto: Sesed/Divulgação)
Viviane Iracema Matos Mota (Foto: Sesed/Divulgação)
Suspeita de um homicídio no Acre, uma mulher foi presa nesta quinta-  feira (16) no Rio Grande do Norte ao visitar o marido, que cumpre pena no Presídio Federal de Mossoró.
Segundo a Polícia Civil potiguar, Viviane Iracema Matos Mota foi presa por agentes da 2ª Delegacia Regional de Mossoró em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal de Rio Branco. No momento da visita, os agentes penitenciários federais descobriram que Viviane tinha o mandado em aberto e acionaram a delegacia.
Após ser presa, a mulher foi levada para o setor feminino do Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio, lá mesmo em Mossoró, onde aguarda transferência para o presídio de Rio Branco, no Acre.

Cabo da PM troca tiros com bandidos, cai de moto e tem arma roubada na Zona Sul


 

Crime aconteceu na noite desta sexta (17) na Av. da Integração. Criminosos fugiram de carro e levaram a pistola do policial, que é lotado no 5º BPM.

Por Anderson Barbosa, G1 RN


Um cabo da Polícia Militar de 58 anos, lotado no 5º Batalhão, foi alvo de   criminosos na noite desta sexta-feira (17) na Av. da Integração, no bairro de Candelária, Zona Sul de Natal. Após trocar tiros com quatro bandidos, o PM ficou ferido ao cair de uma moto e teve sua pistola levada pelos assaltantes.
G1 conversou com o cabo Caetano Ferreira. Ele agradeceu a Deus por estar vivo. "Minha arma depois eu compro outra. Minha moto, que ficou arranhada, depois eu mando ajeitar. Minha vida é que é uma só. Só tenho essa. Deus me livrou do pior", disse o policial.
Ainda segundo Caetano, os criminosos aparentavam ser todos adolescentes, e estavam em um Peugeot preto. "O carro estava parado na esquina de um sinal, no cruzamento que dá acesso ao Carrefour. Quando eu fui me aproximando, já pressenti que seria assaltado. Um deles puxou a arma e correu em minha direção. Por sorte eu não parei e também já saquei minha arma. A troca de tiros começou quando eu estava a menos de 8 metros deles", contou.
"Com minha moto ainda estava em movimento, acabei caindo. Foi nesse momento que minha arma também caiu. Um deles pegou minha pistola e correu pro carro. Então eles saíram em disparada em direção ao supermercado. E eu consegui me levantar e fugi no sentido contrário", relatou.
"Nasci de novo", finalizou o cabo.
Equipes do 5º Batalhão foram chamadas e fizeram buscas pela região, mas não encontraram os assaltantes.

sábado, 18 de novembro de 2017

Congresso vai abrir 567 vagas, com salário de R$ 33,7 mil e muita mordomia


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Charge do Dum (Arquivo Google)
José CasadoO Globo
O relógio marcava 14h, quando o deputado do PSB alagoano João Henrique Holanda Caldas, que prefere ser chamado de JHC, sentou-se na cadeira de presidente da Câmara. Sete parlamentares haviam registrado presença, mas só ele apareceu no plenário. “Não havendo quórum, aguardaremos até meia hora”, disse lendo uma ficha. Um garçom serviu-lhe água e café. JHC nem olhou, buscou o telefone, dedilhou o teclado, pôs no ouvido e enfadou-se com a ausência de resposta. Tamborilou os dedos na mesa, sorveu o café, telefonou de novo. Nada. Girou na cadeira para conversar com o assistente.
O tempo corria. Aos 10 minutos e 34 segundos, recebeu um telefonema. Depois, curvou-se para cochichar com o secretário. Aos 20 minutos e sete segundos, ajeitou o cabelo e animou a conversa. Riram até a chegada de uma assessora portando uma pasta branca. Abriu, examinou algumas folhas, devolveu com fastio.
SESSÃO ENCERRADA – Olhou a tela do telefone e puxou o microfone. Aos 29 minutos e 46 segundos, falou para as cadeiras vazias no plenário: “Tendo persistido a falta de número regimental para a abertura da sessão, declaro que ela deixa de ser realizada.” JHC se retirou. Foi curtir o feriadão de dez dias decretado no Congresso semana passada.
Mais movimentado estava o Senado, do outro lado do edifício que é o cartão-postal do poder em Brasília. Oito senadores passaram pelo plenário, mas somente três ficaram para assistir ao senador do PPS candango Cristovam Buarque anunciar a candidatura à Presidência da República.
Em 2006, ele disputou com o favorito Lula (reeleito) e com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ficou com 2,5% dos votos. “Agora, eu acho que está muito mais vazio o cenário das candidaturas”, argumentou. “Não quer dizer que se ganhe por causa disso, quer dizer que é uma obrigação ser candidato neste momento.”
CUSTA CARO – Manter 513 deputados e 81 senadores custa R$ 10,4 bilhões por ano à sociedade. É um volume de dinheiro cinco vezes maior que o disponível em uma capital como Maceió, onde vivem um milhão de alagoanos com suas rotineiras agruras nos serviços públicos em educação, saúde, saneamento e segurança. Na conta final, essa folga no Congresso custa R$ 110 milhões aos contribuintes, segundo a ONG Contas Abertas.
Emprego de parlamentar federal é coisa fina: remuneração de R$ 33,7 mil, mais R$ 100 mil mensais extras para o gabinete, casa, carro, motorista e plano de saúde exclusivo. Em tese, exige-se presença de terça a quinta na capital do país.
Dá direito a duas férias por ano, e o calendário ajuda. Exemplo: o atual feriadão de dez dias acontece a apenas cinco semanas do recesso de verão, que começa na semana do Natal e se estende até a sexta-feira pré-carnaval.
UM BOM EMPREGO – Depois da folia, tem-se quatro paradas para celebrações cívico e religiosas. Aí é junho, época das convenções para definição de candidatos às eleições gerais — e ainda tem as festas juninas. Daí até a eleição de outubro é só campanha.
Para quem procura um bom emprego no setor público, pode ser uma opção. O Congresso vai abrir 567 vagas em 2018. A dificuldade é que cada candidato novato precisa disputar com deputados e senadores veteranos — famintos de votos, porque perder a reeleição sempre foi o seu pior pesadelo.

Jair Bolsonaro vem mesmo aí, desempenhando o papel do anti-Lula


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Monica de BollePoder 360
Falta menos de um ano para as eleições de 2018. Não falta quem diga que qualquer análise sobre as perspectivas do ano que vem são ainda prematuras, que as eleições não estão definidas faltando tanto tempo para o pleito. Espero que essas análises estejam corretas, mas temo que a premissa esteja baseada nos dados de eleições passadas que tão pouco parecem ter em comum com o que está por vir em 2018. No último fim de semana, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria sobre o apoio que Jair Bolsonaro tem recebido do mercado diante do risco de retorno de Lula à Presidência da República.
É fato que Bolsonaro vem se posicionando como o “anti-Lula”. Além disso, o candidato possui poderoso discurso valorizando a lei e a ordem e sabe apelar para a emoção dos eleitores nos vídeos que veicula nas redes sociais.
UMA BOA ARMA – O apelo emocional é arma para lá de importante na batalha por votos – em 2016, Donald Trump revelou como a arte da retórica inflamada, com ou sem fundamento na realidade, é capaz de superar a racionalidade de qualquer argumento em contrário. A isso soma-se a capacidade de mexer com os valores morais da sociedade e de tocar nas feridas das guerras culturais, hoje em voga no Brasil.
A agenda econômica de Bolsonaro, que, por falta de informação e conhecimento do próprio candidato, parece mistura esquisita de nacional-desenvolvimentismo e liberalismo, com pitadas de repúdio protecionista à China, deve ficar à margem do eleitorado não-participante do mercado.
E o que é possível dizer sobre o papel dos valores morais nas eleições? Artigo acadêmico recente de um jovem professor e economista da Universidade de Harvard destrincha o impacto dos valores morais nas eleições presidenciais americanas. Ao fazê-lo, o estudo conclui que as decisões dos eleitores foram menos motivadas por razões puramente econômicas – a desigualdade, o declínio dos estados do chamado cinturão de ferro, a perda de empregos associada ao encolhimento da indústria tradicional – do que muitos analistas supõem.
VALORES MORAIS – O papel dos valores morais, comumente ignorado pelos economistas, explica parte relevante do comportamento do eleitorado Trumpista. Essencialmente, há dois tipos de considerações morais delineadas por sociólogos e psicólogos que trabalham com ciência política: de um lado, considerações que dizem respeito a princípios morais universalmente aceitos, isto é, valores que se aplicam igualmente a todos, como a justiça ou a caridade; de outro, valores que correspondem à lealdade a um determinado grupo da sociedade.
O autor mostra, por meio de minuciosa análise de dados, que o comportamento do eleitorado norte-americano em 2016 esteve fortemente associado a essa moralidade tribal, ao sentimento de fidelidade e responsabilidade dos eleitores com seu grupo ou comunidade – ainda que os valores desse grupo pudessem apresentar algum conflito com os valores universais.
E NO BRASIL? – Não temos o mesmo tipo de análise para o comportamento dos eleitores no Brasil, mas a polarização evidente e crescente sugere que as próximas eleições poderão ser influenciadas por elementos semelhantes. Basta considerar os argumentos dos que se dizem a favor de Bolsonaro. Para esses eleitores, o discurso inflamado contra criminosos e corruptos (na linha “bandido bom é bandido morto”) supera a contradição com valores supostamente universais.
O fato de ter Bolsonaro defendido a saída do Brasil de tratados internacionais de direitos humanos não parece influenciar a visão sobre o candidato – ou, se o faz, influencia de forma inversa: “defesa de direitos humanos é coisa da esquerda”. A recente guinada aparentemente liberal do candidato tem forte apelo para aqueles que acreditam que o Brasil precisa de uma “direita forte” para combater a praga de uma suposta “esquerdopatia” tupiniquim.
E OS OUTROS? –  Do outro lado do espectro, entre os defensores de candidatos que se posicionam à esquerda de Bolsonaro – Lula é um caso à parte de tribalismo –, estão  os que enxergam nos movimentos autodenominados de direita uma afronta aos valores de seu grupo.
Independentemente de Lula vir ou não a ser candidato, o fato é que Bolsonaro parece até agora ter tido mais sucesso em apelar diretamente para os valores comunitários do grupo que se identifica com sua linha de raciocínio do que os candidatos representantes de outros moldes de pensamento.
Caso a importância dos valores morais de grupo nas eleições de 2018 se sobreponha à evolução da economia – espelhando o ocorrido nos EUA e em outros países – qualquer análise que desconsidere as chances reais de Bolsonaro em 2018 estará cometendo o profundo e mais humano dos erros: o autoengano. O mesmo vale para todos os que acreditam que Bolsonaro será o reformista de segunda mão, caso não vinguem as candidaturas de centro-direita. (Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Temer convocou o diretor da PF e o Planalto inventou uma “desculpa” deplorável


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Andréia Sadi revela em seu blog que o Planalto mentiu
Andréia Sadi
G1 Brasília
O presidente Michel Temer chamou nesta quinta-feira (16) o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, para um encontro no Palácio do Planalto. Segundo o blog apurou, também foi chamado para o encontro o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha.
O encontro entre Temer e Segóvia, que foi realizado às 13h30, não estava previsto na primeira versão da agenda do presidente, divulgada à imprensa. Somente às 18h15, quase cinco horas após a reunião entre os dois, a Presidência da República divulgou uma nova versão da agenda, informando sobre o encontro.
POSSE DIA 20 – Na semana passada, Segovia foi indicado para o cargo pelo presidente. Ele tomará posse no próximo dia 20, substituindo o antigo diretor-geral da corporação Leandro Daiello, que entrou com pedido de aposentadoria após a troca.
Procurado pelo blog sobre o motivo do encontro e por qual motivo a reunião não estava na agenda, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto disse que “o diretor geral da PF veio ao palácio convidar o presidente para sua posse no dia 20”.
Além disso, afirmou que Gustavo Rocha “despacha todos os dias com o presidente, e estava no gabinete para colher assinaturas para atos oficiais do governo”.
Em nota, a assessoria de imprensa da PF informou que Segóvia “foi entregar pessoalmente um convite para a solenidade da posse ao presidente”. Segundo a assessoria, o assessor Gustavo Rocha “não presenciou” o encontro.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, foi uma coincidência o presidente ter convocado a palácio o novo diretor da Polícia Federal, exatamente no dia em que saiu publicada a declaração dele de que vai intensificar as investigações sobre os políticos atualmente protegidos pelo foro privilegiado, desobedecendo frontalmente a orientação do Planalto. No artigo do G1, a excelente repórter Andréia Sadi diz uma coisa e os assessores do Planalto dizem outra. Em quem vocês acreditam? (C.N.)