quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Piada do Ano!!! Lula depõe e diz que vai provar que o sítio de Atibaia não é dele

Lula presta depoimento à juíza Gabriela Hardt, que substitui o juiz Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba Foto: Reprodução
Estratégia da defesa é colocar a culpa em dona Marisa
Cleide Carvalho, Dimitrius Dantas, Sérgio Roxo e Silvia AmorimO Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta quarta-feira que teve interesse em comprar o sítio de Atibaia, mas que não levou o plano adiante porque sabia que Fernando Bittar, dono da propriedade, não queria vender. Disse que tinha dinheiro para adquirir o sítio, mas que a família Bittar não cogitava a venda.
– Pensei em comprar o sítio em 2016 para agradar a dona Marisa. Se eu quisesse, eu tinha dinheiro. Acontece que o Jacob Bittar (pai de Fernando) não pensava em vender o sítio – afirmou o ex-presidente.
SÃO 13 RÉUS – O ex-presidente é réu junto com outras 12 pessoas na ação que   investiga os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia. Lula é acusado de ser o real proprietário do imóvel e de ter sido beneficiado por reformas orçadas em R$ 1.020.500, e feitas pelas construtoras OAS e Odebrecht entre o fim de 2010, quando ele ainda ocupava a Presidência da República, e 2014.
A juíza Gabriela Hardt, que provisoriamente substitui Sergio Moro na 13ª Vara Federal, perguntou se ele não estranhou que uma grande empreiteira, a OAS, estivesse fazendo obras na propriedade. O ex-presidente afirmou que não foi ao sítio durante as reformas e que as obras da OAS foram feitas em 2014, quando ele não era mais presidente da República e também não disputava eleição.
– Estamos falando de 2014, eu não era mais presidente da República, e nem disputava mais eleição – afirmou Lula.
NÃO ESTRANHOU… – Indagado se não estranhou que uma “grande empreiteira” como a OAS estivesse reformando o sítio, Lula respondeu:
– Eu não estranhei porque não era uma grande empreiteira fazendo uma reforma. Era uma pessoa que eu tinha relação há mais de 20 anos, fazendo uma coisa, sem falar de caixa geral (..). Achei que ele tinha cobrado – disse Lula, referindo-se ao empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.
Em outro trecho, o representante do Ministério Público Federal cita depoimento em que Léo Pinheiro relata que Lula pediu que a OAS fizesse obras no sítio.
– Não é verdade – responde o ex-presidente, sobre a acusação.
NÃO LEMBRA – Também disse não se lembrar de qualquer conversa com o empresário sobre a necessidade de obras na cozinha e negou ter procurado o empresário para tratar das obras mesmo depois que a imprensa publicou reportagens sobre as intervenções da OAS na propriedade.
– Eu já disse que nunca conversei com o Léo sobre dinheiro de reforma  porque eu partia do pressuposto de que o interesado era ele.  Se não tivesse recebido, iria se queixar.
Lula também afirmou ainda que só soube que a Odebrecht havia feito obras na propriedade quando a imprensa começou a noticiar o fato. Mesmo quando saíram reportagens sobre o sítio, o ex-presidente disse que não procurou Fernando Bittar, proprietário do sítio, ou os donos da Odebrecht para obter informações.
GALINHA E GAMBÁ – “Eu repudio qualquer tentativa de qualquer pessoa dizer que foi feita uma obra pra mim naquele sítio” – disse, acrescentando que nunca tratou sobre qualquer obra da Odebrecht na propriedade.
“Eu nunca tive preocupação se a galinha comeu um gambá ou o gambá comeu a galinha. Isso não era meu problema” – afirmou o ex-presidente Lula ao responder sobre os e-mails enviados pelo caseiro do sítio de Atibaia, conhecido como Maradona, para o Instituto Lula.
O ex-presidente disse que os e-mails devem ter sido mandados para o instituto para que os seguranças levassem para sua mulher, Marisa Letícia, que era quem teria acompanhado as questões do sítio.
OBRAS PRONTAS – Lula disse que não discutiu nada sobre reformas, porque só foi conhecer a propriedade em 15 de janeiro de 2011, quando as obras já estavam prontas.
O ex-presidente negou ter qualquer conhecimento sobre as conversas relatadas por delatores da Odebrecht com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e com o ex-ministro Antonio Palocci.  Irritado, Lula afirmou só ter tido conhecimento pela TV.
– Quando eu vejo alguém dizer que tinha conta no meu nome, sem que eu soubesse da conta, no mínimo alguém achou que sou um imbecil – disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A estratégia da defesa é clara, desde o depoimento de Fernando Bittar. Tentam colocar a culpa de tudo em dona Marisa, que já morreu e não pode mais ser condenada. Se der errada a estratégia, como tudo indica, Fernando Bittar vai acompanhar Lula na cadeia de Curitiba. Ele diz ser dono do sítio, mas no local não havia um quarto dele, um calção de banho ou uma sandália havaiana. Quando esteve lá para participar de uma festa, o dono do sítio dormiu num hotel em Atibaia. (C.N.)

Bolsonaro diz aos governadores eleitos que medidas serão “um pouco amargas”

Bolsonaro disse que população “espera mudanças”
Daniel Gullino
O Globo
Em encontro com 20 governadores eleitos, realizado nesta quarta-feira, dia 14, em Brasília, o presidente eleito Jair Bolsonaro fez um discurso de conciliação e pregou a união entre todos, independentemente dos partidos de cada um. De acordo com Bolsonaro, é preciso dar uma satisfação à população, que espera mudanças.
“Vamos dividir o desafio com vocês, e os senhores podem dividir o desafio de vocês conosco. Faremos todo o possível para atendê-los, independente de coloração partidária. Não interessa se o colega é do PT ou de outro partido, do DEM ou do meu PSL”, afirmou. Em outro momento, Bolsonaro afirmou que o partido de todos agora “é o Brasill”. “A partir desse momento não existe mais partido. Nosso partido é o Brasil”, disse..
DEMANDAS – O encontro foi organizado pelos governadores eleitos de São Paulo (Joao Doria), Rio de Janeiro (Wilson Witzel) e Distrito Federal (Ibaneis). Todos os presentes fizeram uma breve fala para apresentar as demandas de seu estado. Bolsonaro chegou acompanhado pelos indicados para três ministérios em seu governo; Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).
“Confio em vocês, e podem confiar em mim. Como irmãos, vamos buscar soluções e, mais do que isso, vamos dar satisfação a esse povo que acredito em mim e acreditou nos senhores”, disse Bolsonaro. Ao falar sobre o seu recuo na intenção inicial de unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o presidente eleito ressaltou que é preciso saber reconhecer os erros. “A virtude nossa é reconhecer e retroceder em algum momento”, destacou.
De acordo com Doria, os governadores devem voltar a se reunir em Brasília no dia 12 de dezembro. Para essa próxima reunião, serão convidados o juiz Sergio Moro, indicado para ocupar o Ministério da Justiça, e os presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha; do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro.
MEDIDAS AMARGAS – O presidente eleito defendeu ainda a aprovação de medidas “um pouco amargas” no Congresso. Em um discurso no fim do evento, Bolsonaro disse que a União e os estados vivem momento de dificuldade e que a equipe econômica de seu governo está concluindo propostas de reformas que devem ser apresentadas ao Congresso. Ele não citou especificamente a quais reformas se referia.
“As reformas passam pela Câmara e pelo Senado e nós pedimos neste momento, os senhores têm realmente a perfeita noção do que tem que ser feito. Algumas medidas são um pouco amargas, mas nós não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos naquilo que a Grécia passou, por exemplo”, afirmou Bolsonaro.
Ele lembrou que tem pedido ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a aprovação de medidas do interesse do próximo governo ainda neste ano. Eunício também estava presente no encontro com os governadores.
SOLUÇÕES – “Temos que aprovar reformas, que estão sendo ultimadas pela minha equipe econômica. Já temos pedido aos presidentes da Câmara e do Senado determinadas matérias. Temos de buscar soluções, não apenas econômicas. Se conseguirmos diminuir a temperatura da insegurança no Brasil, a economia começa a fluir”, completou.

Democracia é respeito ao voto sem veto, para enfim buscar o desenvolvimento

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Charge do Laerte ( laerte.com)
Sebastião Nery
No jogo democrático ganha a eleição quem faz mais votos. Na democracia, a manifestação popular deve ser respeitada e acatada mesmo pelos que não gostem do resultado. Nas sociedades civilizadas os descontentes têm a responsabilidade de aguardar as próximas eleições. Os brasileiros se manifestaram contra a corrupção e pela renovação política. Muitos detentores de mandatos no executivo e no legislativo achavam-se ungidos e herdeiros hereditários. Muitos foram aposentados compulsoriamente pelas urnas. Outros, em menor número, sobreviveram nas províncias menos desenvolvidas.
O clima de crispação, azedando as relações sociais, em muitos casos, teve no discurso do ódio e da intolerância seu núcleo alimentador. É dever do presidente eleito reconhecer que o Estado Democrático de Direito é o principal balizador no impedimento de aventuras autoritárias.
TODOS IGUAIS – Na democracia todos são iguais e têm o mesmo direito de manifestação nos limites que impõe o Estado de Direito. Na ordem democrática a divergência não pode e não deve ser catalogada como ação de adversários da ordem estabelecida. É necessário ter a consciência de que um Presidente da República pode fazer muita coisa, mas não pode tudo. A harmonia dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário é fundamental na garantia do Estado de Direito.
O resultado eleitoral de 28 de outubro traduziu em números essa realidade. O candidato Jair Bolsonaro teve 57,5% milhões de voto. O opositor Fernando Haddad obteve 46,5 milhões de votos. Destacadamente a soma das abstenções, mais votos brancos e nulos, atingiu 42,4 milhões.
O vitorioso Bolsonaro teve 39,2 da totalidade dos eleitores registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Numa clara demonstração de vontade da sociedade de ver o clima beligerante e ódio irracional banida do cotidiano dos brasileiros. O mandato conferido ao novo presidente, pelo voto, não admite contestação, reconhecido pelo próprio candidato opositor.
OS DESAFIOS – Infelizmente os grandes problemas econômicos e sociais que atingem diretamente a vida de milhões de brasileiros estiveram ausentea na disputa eleitoral. O grande desafio agora é enxergar um Brasil que precisa retomar a razão e implantar o caminho do reencontro consigo mesmo, buscando o desenvolvimento, após viver a maior recessão econômica da sua história.
Fruto de governos irresponsáveis e incompetentes que dividiram a nação entre “nós” e “eles”. Nesses governos a corrupção se implantou como política de Estado e alargou-se em todas as áreas da administração pública. Nas unidades federativas, o exemplo do governador Sergio Cabral não é fato isolado. A corrupção sistêmica e organizada marcou um tempo que precisa ser sepultado.
O novo governo da República, ao assumir em 1º de janeiro de 2019, encontrará um Brasil que superou, graças a uma equipe econômica competente, a brutal recessão que determinou uma década perdida no desenvolvimento nacional.
AGENDA POSITIVA – A realidade que o espera permitirá que amplie uma agenda positiva. E prestigie nomes como de Ilan Goldfajn, no Banco Central e economistas competentes como Mansueto Almeida, Ana Paula Vescovi, Marcelo Caetano, Jorge Rachid e outros notáveis administradores da máquina pública comprometidos unicamente a servir ao Estado brasileiro.
O futuro governo dará um tiro de largada muito bem servido na estrutura pública. Enxergando o futuro e propondo soluções para a crise estrutural da economia brasileira deve ser o caminho adotado. Enfrentando a corrupção, a violência nos centros urbanos, a falência da saúde pública, a deplorável qualidade da educação e o corporativismo nos três poderes da República.
Uma agenda reformista, confrontando o rombo das contas públicas, privatização de empresas ineficientes, reforma da previdência, são medidas iniciais impopulares, mas fundamentais para recolocar o Brasil na rota segura do desenvolvimento.

Charge do Duke

Charge O Tempo 14/11/2018

Bolsonaro fez uma tremenda asneira ao comprar brigar com o governo cubano

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Luciano Coutinho mentiu sobre a dívida de Cuba ao BNDES
Carlos Newton
Fica difícil apoiar um presidente como Bolsonaro, que faz uma asneira atrás da outra. Vejam agora o problema com o governo cubano, que acaba de anunciar a saída do programa Mais Médicos. A decisão vem após o presidente eleito ter anunciado que vai mudar o acordo de cooperação, em vigor há cinco anos, que traz médicos de outros países para atuarem em regiões com escassez de profissionais de saúde. A maioria dos médicos do programa (51%) vem de Cuba.
Como se dizia antigamente, Bolsonaro quer se tornar “palmatória” do mundo. Depois de criar desnecessários problemas com a China e os países árabes, Bolsonaro investiu contra os cubanos, esquecido de um ditado antigo – não se deve brigar com quem está nos devendo dinheiro…
PORTO DE MARIEL – Bolsonaro mostra ser do tipo que não sabe de nada e quer se meter em tudo. Cuba tem alta dívida com o BNDES, pela construção do Porto Mariel, sem haver garantia de pagamento. No Congresso, o então presidente do BNDES, Luciano Coutinho, mentiu descaradamente ao afirmar que a garantia fora dada pela Odebrecht, responsável pela obra. A empreiteira desmentiu a informação, disse que o contrato era garantido pelo Tesouro Nacional, através do Fundo de Apoio à Exportação.  
Na verdade, era uma jogada triangular do governo Dilma Rousseff, que criou o programa Mais Médicos para repassar dinheiro a Cuba, que então devolveria os recursos pagando ao BNDES.
CUBA SAI GANHANDO – Com a represália a Bolsonaro, quem sai ganhando é a dupla Cuba/Odebrecht. Em estado de pré-falência (igual ao Brasil), Cuba de repente se livra do pagamento de quase 700 milhões de dólares, depois de ter recebido descontos da ordem de US$ 68,4 milhões nos juros de empréstimos concedidos pelo BNDES, vejam a que ponto chegou a mamata.
Bolsonaro estava certo em tentar moralizar o Mais Médicos, que inclui a ignóbil e inaceitável exploração dos profissionais cubanos pelo regime de Havana, que inventou a exploração do homem pelo governo. Mas é óbvio que Bolsonaro agiu infantilmente, sem levar em conta a elevada dívida de Cuba com o Brasil, por generosidade do governo do PT.
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P.S.
 – Portanto, no Brasil fica cada vez mais atual o pensamento de Foster Dulles, secretário de Estado dos EUA em plena Guerra Fria: “Países não têm aliados, têm apenas interesses”. Mas os preceptores de Bolsonaro ainda não ensinaram esta lição ao presidente eleito, que esqueceu de passar no Posto Ipiranga(C.N.)

“Goza a euforia do voo do anjo perdido em ti”, sugeria Menotti Del Picchia

Resultado de imagem para menotti del picchiaPaulo Peres   Site Poemas & Canções
O jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor, ensaísta e poeta paulista Paulo Menotti Del Picchia (1892-1988), no poema “O Voo”, nos fala da importância do esforço que devemos realizar diante dos obstáculos que o cotidiano nos impõe, em voos semelhantes aos pássaros. O poema também pode ser interpretado como “uma lição de vida”.
O VOO
Menotti Del Picchia
Goza a euforia do voo do anjo perdido em ti
Não indagues se nossas estradas, tempo e vento
desabam no abismo.
que sabes tu do fim…
Se temes que teu mistério seja uma noite,
enche-o de estrelas
conserva a ilusão de que teu voo te leva sempre para mais alto
no deslumbramento da ascensão
Se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota como
um pássaro as canções que tens na garganta
canta, canta para conservar a ilusão de festa e de vitória
talvez as canções adormeçam as feras que esperam
devorar o pássaro
Desde que nasceste não és mais que um voo no tempo
rumo ao céu?
que importa a rota
voa e canta enquanto resistirem as asas.

Prefeitos e secretários pedem para manter cubanos no Mais Médicos

Médicos cubanos chegaram ao Brasil em 2013
Daniela Lima
Folha
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) encaminharam nesta quarta-feira, dia 14, às equipes do governo Michel Temer e do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) um ofício no qual “lamentam a interrupção” da cooperação de profissionais cubanos no Mais Médicos e pedem a “revisão do posicionamento do novo governo, que sinalizou mudanças drásticas nas regras do programa”.
As entidades dizem que as declarações de Bolsonaro foram determinantes para a decisão do governo de Cuba, que anunciou nesta quarta o fim da parceria com o Brasil. O ofício alerta o governo eleito para “os iminentes e irreparáveis prejuízos à saúde da população”  e “em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017”.
“PERDA CRUEL” – “O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais pobres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à saúde, nem compactuar com esse retrocesso.” O documento ressalta que os cerca de 8.500 profissionais cubanos representam mais da metade dos médicos do programa e que, sem eles, mais de 29 milhões de brasileiros ficarão sem assistência. A nota diz que “a rescisão repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios”. 
“Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena é feito por profissionais de Cuba. Além disso, o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, 85% afirma que a assistência em saúde melhorou com o programa”, informa o documento.
DEMANDA – Segundo as entidades, foi possível verificar que “houve maior permanência e fixação desses médicos” nos locais onde eles trabalham e que o programa serve como uma resposta a uma demanda da FNP sobre a dificuldade de encontrar profissionais que trabalhem no interior do país e na periferia de grandes cidades.
“Com a missão de trabalhar na atenção primária e na prevenção de doenças, a interrupção abrupta da cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais”, afirma o documento.