(Foto: Wagner Almeida)
Não
satisfeitas em tentar roubar os pertences de uma mulher dentro de um
ônibus, duas adolescentes, sendo uma de 16 e outra de 17, além de
Valéria Tatiane dos Santos, 18, empurraram pela porta do coletivo que
estava em movimento, a cabeleireira, Rosilene Rodrigues Coelho, 34. O
caso foi no início da madrugada de segunda-feira (16). A vítima ficou
pendurada e depois caiu na esquina da Estrada Tucumaeira, com a Rua
Frank Meneses, no Distrito de Outeiro, em Belém. A vítima ficou com
várias lesões pelo corpo, mas foi socorrida por uma viatura da polícia e
levada para um hospital.
As adolescentes infratoras e Valéria dos
Santos foram flagradas pela viatura do cabo 9335, da 4ª Companhia (CIA),
do 10º Batalhão da Polícia Militar, que teve a informação repassada por
um motoqueiro que viu o momento da queda da vítima.
“Fomos informados por um motoqueiro que viu o
momento que a mulher caiu do ônibus que estava fazendo a linha Outeiro -
São Brás. Interceptamos o coletivo e pedimos para a vítima identificar
as pessoas que tentaram roubar a bolsa dela e o celular. Reconhecidas,
as duas adolescentes e a maior de idade foram trazidas atá a seccional
para prestarem depoimento”, contou o policial.
A cabeleireira Rosilene Coelho foi levada na
viatura para receber atendimentos médicos no Hospital Regional Abelardo
Santos, em Icoaraci. Depois de ser medicada, a vítima foi conduzida
para a Seccional Urbana de Icoaraci para relatar os fatos sofridos por
ela ao delegado de plantão, Luiz Renato Barata.
Ao chegar na seccional, Rosilene precisou
ser carregada por dois homens, cada um segurando por uma perna e ela se
segurando no ombro dos dois. Depois de ser medicada, a vítima não
conseguia caminhar devido aos ferimentos sofridos pelo corpo. Ela contou
à nossa equipe como tudo aconteceu.
“Eu queria descer do ônibus porque o
motorista pegou outra rota. Pedi para ele parar e quando eu estava na
parte de trás do coletivo essas três garotas começaram a puxar a minha
bolsa, pedindo dinheiro e meu celular. O ônibus estava cheio e foi uma
confusão. Como eu não dei minha bolsa e o celular, elas me empurraram
para a porta que o motorista havia acabado de abrir. O ônibus estava em
movimento e fiquei engatada na porta, arrastando meu corpo no asfalto e
depois me soltei”, contou.
A vítima disse também que o motorista teve
culpa. “O motorista não parou o ônibus para mim. Quando fiquei pendurada
eu estava gritando e ele continuou a dirigir e não parou”, falou. O
motorista do coletivo, Antônio Marques Correa, 58, disse que não viu a
mulher gritando por socorro.
“Ela pediu para descer do ônibus e parei.
Abri a porta e não vi quem desceu. Tinha muita gente gritando, o pessoal
dos fundos do coletivo fazendo algazarra e consumindo bebidas
alcoólicas. Então, se ela ficou pendurada, nem vi, nem ouvi gritos, nem
nada disso. Eu não tenho culpa alguma nisso”, afirmou o motorista.
As três negaram envolvimento no caso. A
adolescente de 16 anos já foi apreendida por ter se envolvido em um
sequestro com refém, em março deste ano. Ela contou que ficou um dia sob
custódia da Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). “No assalto
que participei em Março fiquei só um dia na Data e me liberaram. Voltei
para a rua, mas não tenho nada a ver com este caso aqui”, disse.
(Diário do Pará)
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