segunda-feira, 16 de julho de 2012

ELEIÇÃO ENFRENTA RESISTÊNCIA NAS REDES SOCIAIS

Usuários do Facebook e do Twitter não aceitam mais o “bombardeio unilateral” da propaganda política


 CARLA SERQUEIRA - REPÓRTER/Gazeta de Alagoas 

Aberta a temporada de caça ao voto. E se tem um lugar onde político gosta de estar nesta época do ano é no meio do povo. Há os que compram tênis novos e fazem até regime para encarar a agenda lotada de caminhadas nos bairros da periferia. O corpo a corpo nas ruas faz render abraço em todo o mundo, principalmente nas criancinhas e nos idosos. Depois da suadeira para cumprimentar o eleitorado, microfone à mão, começa o discurso do candidato, geralmente em cima de um trio, rodeado de aliados, onde o que mais sobra é elogio. O diálogo para valer entre político e eleitor é quase nulo. Cabe aos votantes o direito

de aplaudir e, eventualmente, o de vaiar. E só. É assim a tradição das campanhas, na capital e no interior. Mas uma coisa chamada internet veio para mudar tudo.

Não há comício que aglomere mais pessoas do que as redes sociais. Segundo o Ibope, mais de 77 milhões de brasileiros acessam a internet e, deste total, 87% frequentam páginas como o Twitter e o Facebook – quase 40 milhões. Com tanta gente centrada no computador, mais do que nunca, nesta temporada de promessas políticas, o meio virtual exige nova postura, não só dos candidatos, mas também dos eleitores.

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