Usuários do Facebook e do Twitter não aceitam mais o “bombardeio unilateral” da propaganda política
CARLA SERQUEIRA - REPÓRTER/Gazeta de Alagoas
Aberta a temporada de caça ao voto. E se tem um
lugar onde político gosta de estar nesta época do ano é no meio do povo.
Há os que compram tênis novos e fazem até regime para encarar a agenda
lotada de caminhadas nos bairros da periferia. O corpo a corpo nas ruas
faz render abraço em todo o mundo, principalmente nas criancinhas e nos
idosos. Depois da suadeira para cumprimentar o eleitorado, microfone à
mão, começa o discurso do candidato, geralmente em cima de um trio,
rodeado de aliados, onde o que mais sobra é elogio. O diálogo para valer
entre político e eleitor é quase nulo. Cabe aos votantes o direito
de aplaudir e, eventualmente, o de vaiar. E só. É assim a tradição das
campanhas, na capital e no interior. Mas uma coisa chamada internet veio
para mudar tudo.
Não há comício que aglomere mais pessoas do que as redes sociais.
Segundo o Ibope, mais de 77 milhões de brasileiros acessam a internet e,
deste total, 87% frequentam páginas como o Twitter e o Facebook – quase
40 milhões. Com tanta gente centrada no computador, mais do que nunca,
nesta temporada de promessas políticas, o meio virtual exige nova
postura, não só dos candidatos, mas também dos eleitores.
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