Rio - A Polícia Civil indiciou nesta segunda-feira a médica cirurgiã Rachel Barbedo Pedrosa, acusada de colar o olho esquerdo do menino Bruno Lima Furtado, de 1 ano e sete meses, por lesão corporal culposa (quando não há a intenção). O caso é investigado pela 41ª DP (Tanque).
Além de Rachel, prestaram depoimento uma pediatra e um oftalmologista do hospital Rio’s Dor, no Pechincha, em Jacarepaguá, Zona Oeste. Na semana passada, o pequeno Bruno passou por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na Leopoldina, no Centro.
O olho do menino foi colado com cola cirúrgica no dia 3 deste mês. Os pais, o servidor público Fabiano Mendonça e a meteorologista Gilmara Furtado, registraram queixa na 32ª DP (Taquara). De acordo com Mendonça, a criança cortou o supercílio ao bater a cabeça enquanto brincava em casa. A médica teria cometido erro médico ao usar cola cirúrgica para tratar do corte e deixar o produto atingir o olho.
O pai levou Bruno a outro médico, que constatou que o produto não atingira a vista da criança. Mas a cola causou fechamento parcial da pálpebra e há risco de ser necessária uma cirurgia. O prazo para o olho ser descolado é de sete a 10 dias desde o incidente. Caso isso não aconteça, o menino será operado.“Não sabemos quando vamos conseguir descolar. Ele não consegue abrir o olho. Vamos ficar passando compressa morna enquanto ele estiver dormindo”, disse Mendonça.
Por causa do erro, Bruno passou uma noite internado. “A médica, em momento nenhum, pediu a ajuda de uma enfermeira e usou apenas uma gaze com soro fisiológico para tentar retirar a cola quando o produto caiu”, disse a mãe, Gilmara.
Segundo ela, o filho não precisaria ter sido internado. “Ele só foi internado por causa da cola e do erro do hospital”, desabafou a mãe.
Em nota, o Hospital Rios D’Or alegou que “algumas adversidades inerentes ao uso da cola cirúrgica podem acontecer” e que, no caso de Bruno, foi descartada “qualquer complicação na córnea ou globo ocular”. Segundo a direção, foi recomendado tratamento “com uso de compressas e soro fisiológico no local, além de acompanhamento ambulatorial”.
( O Dia RJ )
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