quinta-feira, 26 de julho de 2012

Qual será a origem do mal brasileiro?




Frederico Mendonça de Oliveira


A origem seria o mau brasileiro, desde o mais reles morador de rua até o presidente da República? Assim tenho ouvido dizerem em desabafos e em falas emocionais ou apenas emissões em que alguns apenas querem ouvir o som da própria voz. O que nos escapa é que jamais tivemos uma real defesa para as ações vindas de fora, isso desde a chegada de Cabral. Sempre estivemos atrás, sempre estivemos aquém de nossa capacidade como povo e como país vivo. Mas o que mais intriga é vermos que os que realmente indigitaram o verdadeiro inimigo foram sempre varridos de cena.
Papos de esquerda sempre foram empolados e assemelhados a um idioma alienígena. Os que se diziam marxistas e que recebiam dos conservadores a pecha de comunas pareciam ter a chave para fazer abrir-se o sésamo, mas sempre foram uma ínfima, irrisória minoria, e jamais poderiam chegar a tornar comunista um país católico ou revolucionária uma gente de índole pacífica. Hoje não se ouvem esses leros barrocos e reveladores de uma obediência a um poder intangível ou simplesmente ininteligível para o brasileiro comum.
Acrescente-se a isso a megalomania dos vermelhos tupiniquins, capazes de se considerar salvadores do mundo, quando jamais passaram de seguidores de uma doutrina cuja essência muitos deles nem sonhavam alcançar ou decifrar. E o desvario dos adeptos da guerrilha montada para peitar os milicos, se até apresentou um cariz heróico e um desapego à vida e desprezo ao medo jamais vistos, acabou sendo apenas um exercício de grupos isolados. Que, se um dia, ao toque de uma vara de condão, chegassem ao poder conduzidos pelo povo sublevado, o que fariam? Seguramente entregariam a nefanda Brasília ao Politburo, “e teríamos triunfado contra o capitalismo perversor”.
Gozado. Aí se formaria outra guerrilha, esta nacionalista, para peitar o soviético invasor. E aí poderia rolar outra confa, porque os EUA seguramente tratariam de “ajudar”, mesmo que em oculto, para recuperar seu magnífico e imperdível quintal ao sul do Equador. Enfim, jamais fomos, jamais seremos nós. Simplesmente porque fomos de início colonizados por gente que não tinha qualquer interesse aqui senão extrativismo e outras coisas nada edificantes em termos de construir um país de verdade. Isso acabou ficando para um futuro e virou até hino do tipo ufanismo bobagem.
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DESNACIONALIZAÇÃO
Mas tem o pior, e isso ninguém traz à tona. A desnacionalização desde JK – que terá trazido a indústria automobilística responsável pelo monopólio de nossa circulação de riquezas – ocorre de forma de devastação sem freio. O Brasil não tem mais nenhum projeto que não seja atender aos interesses das empresas multinacionais – todas sob um só comando – e nossa identidade foi desmantelada a ponto de estarmos sucateados como País em todos os sentidos e servindo de banquete para a sanha colonizadora multinacional.
Até nossa música foi esmagada pelas formas estrangeiras, e hoje o samba, outrora nossa identidade maior, é apenas um rio que passou em nossas vidas. Fomos o país de Tom Jobim, hoje somos o país de Michel Teló. A distância é de anos luz de retrocesso! E a quem vamos atribuir a causa dessa desgraça? Aos “governos”?
Que o horror começou em 1964, bem, pode. Mas por que não houve, quando da entrega do poder aos civis em 1985, uma retomada radical daqueles anos perdidos em que floresceram as “carreiras” citadas pelo articulista? Não tínhamos mais, àquela altura, uma possibilidade de reorganização?
Não, não tínhamos. A Rede Globo e quejandos, que vieram através da ditadura, fizeram o serviço. Desde a primeira telenovela a Globo tomou o poder. Depois foi Xuxa, Faustão, Chico Anísio – sim, ele mesmo: a Escolinha do Prof. Raimundo foi o maior achincalhe para com nossa Educação, sem contar que levou às profundezas a prática de deseducar, de avacalhar conteúdos, de concretizar a descrença nas instituições, tudo em nome de um deboche como “postura filosófica” – e conteúdos patogênicos que tais.
De fundo musical, os asiáticos Chitãozinho e Xororó puxando um retrocesso que jogou todo o País na sua pré-história cultural. A indigência e a miséria assumiram a dianteira de nossa vida social, e isso é um efeito, não uma causa.
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OS REVOLUCIONÁRIOS
E os marxistas-leninistas, que certamente não sabem quem é Issachar Zederblum, não deram mais as caras para peitar os civis. Estão aí em empregos públicos ou mesmo posando de ministros e altos funcionários nessa pocilga a que fomos reduzidos e condenados. E não se fala mais nisso. “O revolucionário de hoje é o reacionário de amanhã”…
Gozado é eles agora quererem, de dentro do poder, dizer o que devem os pais fazer para educar os próprios filhos ou classificar de “preconceito lingüístico” a não aceitação do desmantelamento das concordâncias. Chegamos à era do “Nós vai” através de livro distribuído pelo Ministério da Educação – que também se preocupa em ensinar, em cartilha oficial distribuída em escolas, como fazer sexo anal.
Se há efeito, há causa. O diabo é que todos ficam rodando em círculos e rebostejando nos efeitos. E as causas, exercendo um autoritarismo devastador, estão operando sem qualquer olhar de dúvida para elas. Mas tem “Ah! se eu te pego”… Vamo bailá, gente?

Reflexões sobre o Brasil e o modelo político-econômico da China

Paulo Solon
A China é estreitamente governada pelo Partido Comunista Chinês, fundado pelo fabuloso Presidente Mao Tse Tung. E que sua atual fase de prosperidade é decorrente das transformações implantadas, durante décadas, pelos comunistas.
Dizer que a China vivencia atualmente o capitalismo é pura ignorância do que lá de fato acontece. O Brasil não pode competir com a China em seriedade, ética e sinceridade, exatamente pelo fato de querermos queimar etapas sem fazermos estágio no socialismo. Exatamente por praticarmos a ultrademocracia. Essas medidas foram adotadas na China pelo simples fato de estar lá o Partido Comunista Chinês.
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DIRETRIZES DE MAO
Vejamos o que declarou o Presidente Mao Tse Tung sobre o ultra democratismo:
“Desde que o Quarto Corpo de Exército do Exército Vermelho aceitou as diretivas do Comitê Central do Partido, as manifestações de ultrademocratismo diminuiram acentuadamente. Por exemplo, as decisões do Partido se executam agora relativamente bem; já ninguém apresenta demandas errôneas tais como a de aplicar no Exército Vermelho o “centralismo democrático de baixo para cima” ou a de “somente todo assunto primeiro à discussão dos níveis inferiores e a seguir à dos níveis superiores”. Mas, em realidade, esta supressão é apenas temporal, e não significa ainda (notem “ainda”) a eliminação das idéias ultrademocráticas. Em outras palavras, o ultrademocratismo segue arraigado na consciência de muitos camaradas. Prova disto é a dificuldade que se manifesta em diversas formas ao cumprir as decisões do Partido.

Métodos de retificação:


1. Extirpar no plano teórico as raízes do ultrademocratismo. É preciso assinalar, em primeiro lugar, que o perigo do ultrademocratismo consiste em que prejudica e desintegra por completo a organização do Partido, e debilita e inclusive destrói totalmente sua capacidade combativa, impossibilitando o cumprimento de suas tarefas na luta e causando, por conseguinte, a derrota da revolução. Em segundo lugar, há que assinalar que a origem do ultrademocratismo é a aversão individualista da pequena burguesia à disciplina. Uma vez introduzida no Partido, esta aversão se traduz em idéias ultrademocráticas no campo político e no organizativo, idéias absolutamente incompatíveis com as tarefas de luta do proleteriado.


2. Aplicar rigorosamente no plano organizativo a democracia sob uma direção centralizada.


3. Nenhum organismo do Partido, qualquer que seja seu nível, deve resolver os problemas ligeiramente. Toda decisão, uma vez adotada, deve ser posta em prática com firmeza.


4. Qualquer decisão de alguma importância tomadas pelos organismos superiores do Partido deve ser transmitida o quanto antes aos organismos inferiores e aos militantes de base do Partido.


5. Os organismos inferiores e os militantes de base do Partido devem discutir em detalhe as diretivas dos organismos superiores, tendo em vista compreender a fundo seu significado e determinar os métodos para colocá-las em prática.”

Está tudo em prática sob a direção do Partido Comunista Chinês. Está ao alcance das mais parcas inteligências que esse ministro é portavoz do Partido.
Ou será que ele foi inspirado por Zeus?

( Tribuna da Internet ) 

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