segunda-feira, 30 de julho de 2012

Roubo de motos supera o de carros no Pará




“Acho que o meu destino é não ter carro”. A afirmação pode parecer exagerada, mas basta que a funcionária pública Marilucy Moraes conte um pouco a sua história para que ela faça sentido. Há 19 anos, Marilucy teve o carro roubado enquanto trafegava pela travessa Mauriti, no bairro do Marco, em Belém. Na abordagem, os criminosos entraram no veículo e só deixaram Marilucy em Ananindeua, próximo ao viaduto. “Demorei oito meses para encontrar o carro, completamente ‘depenado’, no sul do Pará”, diz.

Três anos atrás a situação se repetiu, com final ainda pior. Ainda não passava das 7h da manhã, quando ela, ao aguardar uma amiga para a qual daria carona, foi surpreendida por dois jovens armados. “Tenho mania de checar a maquiagem enquanto espero e já até tinha avisado a minha amiga. Foi muito rápido. Eles levaram tudo, rasgando inclusive minha blusa pra me tirar do carro”.

Apesar de ter procurado diversas delegacias e distribuído a foto do modelo Fiat Palio para vários policiais, ela nunca recuperou o veículo. “Foi uma perda muito grande porque não tinha seguro e ainda pagava as prestações do veículo”, afirmou Marilucy.

REGISTROS
Somente em 2011, foram registrados 173 procedimentos, somados inquéritos e Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs), na Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFVA) do Pará. Número que está em queda, garante o delegado Marco Antônio Duarte, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

“Atualmente o roubo de motos é maior do que o de carros. A cada dez veículos roubados, oito são motocicletas e apenas dois, carros”, cita. Os automóveis, em geral, são usados em sequestros relâmpagos, para roubar pertences das vítimas, sacar dinheiro de suas contas bancárias e então são largados em áreas remotas.

“Na maioria das vezes conseguimos encontrá-los em 24h, porque em razão do policiamento reforçado da Região Metropolitana de Belém, os criminosos têm medo de flagrantes”, afirma.

Os roubos ocorrem principalmente quando a vítima chega na garagem de casa ou prédio, em saída de festas, em áreas periféricas, na espera do semáforo e no horário de 18h às 21h. As orientações são jamais reagir, manter a calma, entregar todos os pertences, avisar quando for realizar qualquer movimento -porque às vezes o bandido interpreta mal-, e nunca acelerar na tentativa de fugir do crime. (Diário do Pará)

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