sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os vendilhões do templo, na visão genial de António Aleixo



Publicamos ontem um poema do genial poeta português António Aleixo (1899 / 1949), dizendo que ele deveria ser mais conhecido no Brasil. Por isso, não resistimos em postar hoje mais uma obra dele, que gostava de escrever sobre religião. E para completar, um intrigante minipoema de Paulo Peres, do site Poemas & Canções, também sobre religião.


António Aleixo
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OS VENDILHÕES DO TEMPO

Deus disse: faz todo o bem
Neste mundo, e, se puderes,
Acode a toda a desgraça
E não faças a ninguém
Aquilo que tu não queres
Que, por mal, alguém te faça.
Fazer bem não é só dar
Pão aos que dele carecem
E à caridade o imploram,
É também aliviar
As mágoas dos que padecem,
Dos que sofrem, dos que choram.
E o mundo só pode ser
Menos mau, menos atroz,
Se conseguirmos fazer
Mais pelos outros que por nós.
Quem desmente, por exemplo,
Tudo o que Cristo ensinou.
São os vendilhões do templo
Que do templo ele expulsou.
E o povo nada conhece…
Obedece ao seu vigário,
Porque julga que obedece
A Cristo — o bom doutrinário.
António Aleixo, in “Este Livro que Vos Deixo…”
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POR QUÊ?

Paulo Peres
POR QUE existem
Várias crenças
E religiões
Se existe
Um só DEUS
Que é o POR QUE
Do PORQUÊ
De tudo?……..
   ( Tribuna da Internet )

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