Carlos Newton
É muito estranha a informação divulgada pela jornalista Vera Magalhães, da Folha de S. Paulo, revelando que na segunda-feira a presidente Dilma Rousseff recebeu, no início da tarde, uma informação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dando conta de que a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, não teve o sigilo telefônico quebrado.
Se a informação é verdadeira, dá margem a surpreendentes e inquietantes reflexões. Como é que a Polícia Federal faz uma investigação tão importante e chega ao ponto de interceptar até mesmo os e-mail enviados pela ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, mas não se preocupa em monitorar suas ligações telefônicas, o que seria o básico?
Isso é impensável, inacreditável, inaceitável. Significa que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo blindado pela própria Polícia Federal. Sabe-se que os telefonemas entre Lula e Rose tinham uma freqüência verdadeiramente fora do comum. Teriam sido 122 telefonemas entre março de 2011 e outubro deste ano, segundo reportagem publicada pelo site Alerta Total e pelo jornal Metro. A média seria de uma ligação a cada cinco dias.
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O POVO QUER SABER…
Com um isso, o caso se tornou uma investigação verdadeiramente atípica. E o ex-presidente Lula agora pode vir a público e dizer: “Jamais, na História deste país, uma investigação tão importante como esta não teve as conversas telefônicas monitoradas”.
O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, tem o dever de vir a público esclarecer por que motivo os telefones de Rosemary Nóvoa Noronha não foram grampeados, como seria de se esperar. Como se dizia antigamente, “o povo quer saber…” ( Tribuna da Internet )
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