Taxista ficou preso junto com o jovem. Apesar de todas as acusações, Edimar Galvão nega tudo (Foto: Thiago Araújo)
O
último suspeito e mentor do sequestro de um adolescente, filho de um
empresário de Marabá, foi preso na tarde de ontem. Edimar Trindade
Galvão, de 45 anos, era o taxista que levava diariamente o jovem de 15
anos com a irmã e mais duas colegas para uma escola particular no centro
de Belém. Policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)
realizaram a prisão de Edimar em sua própria residência, na passagem São
Miguel, no bairro do Jurunas, em Belém. “Depois de mais de um mês de
investigações, conseguimos, através de todos os indícios, chegar ao real
mentor do crime. O Edimar era quem tinha as informações privilegiadas
sobre a família e por isso ele articulou e facilitou a ação do resto do
grupo”, explicou o delegado diretor da DRCO, Ivanildo Santos.
Conforme o delegado só foi possível
descobrir que Edimar era o articulador após todos os indícios serem
comprovados pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. “Ele
mudou a rotina que usava para deixar a vitima. Além disso, a trava de
segurança automática do carro que ele usava de transporte foi
desativada, o que facilitou a ação dos bandidos. E a principal evidência
foi o uso de uma linha de telefone em seu nome para fazer as
negociações com a família. E tudo isso foi comprovado pela perícia”,
contou Ivanildo.
Além das provas reais da perícia, a
polícia ainda contou com o depoimento de um dos envolvidos no crime.
José Raimundo dos Santos, vizinho de Edimar e vigia do cativeiro,
relatou que o acusado estava com muitas dividas em um agiota e por isso
teria tido a ideia de realizar o sequestro. “Ele (Edimar) estaria
precisando de dinheiro. E por saber das condições da família e da
afetividade entre o pai e o filho, chamou José Raimundo e deu a ideia do
sequestro. José Raimundo foi quem arranjou todos os outros envolvidos
no crime”, comentou o delegado.
Apesar de todas as acusações, Edimar, em
depoimento, disse ser inocente e nunca ter se envolvido com crime
organizado. “Nunca precisei disso. Sempre trabalhei para essa família e
nunca tive problema”, disse ainda que “o chip usado para as negociações e
registrado em meu nome, foi ideia dos sequestradores para me
incriminar”. Mesmo com a tentativa de se livrar do crime, os dados da
polícia apontam que o chip foi registrado três meses antes do sequestro.
Edimar foi autuado pelos crimes de
formação de quadrilha, porte ilegal de arma e extorsão mediante
sequestro. Ainda no dia de ontem, ele foi encaminhado para realizar
exame de corpo e delito e logo após levado para um presídio da região.
O CASO
No dia 17 de setembro a DRCO recebeu a informação de que o familiar de um empresário paraense havia sido sequestrado em Belém. As informações apontavam que ele fazia parte de uma tradicional família do município de Marabá, mas com residência fixa na capital.
R$ 3 mi
O jovem foi raptado por três homens armados quando estava a caminho da escola, na capital. Os oito sequestradores teriam pedido à família o valor de R$ 3 milhões pelo resgate. Uma semana depois do crime, o filho de empresário foi libertado pelos criminosos de um cativeiro que ficava em Santa Izabel. Seis pessoas foram presas e dois morreram durante a ação.
(Diário do Pa
O CASO
No dia 17 de setembro a DRCO recebeu a informação de que o familiar de um empresário paraense havia sido sequestrado em Belém. As informações apontavam que ele fazia parte de uma tradicional família do município de Marabá, mas com residência fixa na capital.
R$ 3 mi
O jovem foi raptado por três homens armados quando estava a caminho da escola, na capital. Os oito sequestradores teriam pedido à família o valor de R$ 3 milhões pelo resgate. Uma semana depois do crime, o filho de empresário foi libertado pelos criminosos de um cativeiro que ficava em Santa Izabel. Seis pessoas foram presas e dois morreram durante a ação.
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