Lucidio posa
com familiares na saída da prisão. Ele havia sido detido por desvio de
piçarra no valor de R$ 20 milhões (Foto: Edinaldo Sousa)
Quando saiu
do Centro de Recuperação de Marabá (CRM), por volta das 15 horas de
ontem, o ex-secretário de obras de Marabá, Lucídio Colinetti, se disse
inocente e garantiu que todo o material de piçarra contratado pela
Prefeitura foi aplicado nas ruas de Marabá.
Colinetti foi preso por ocasião da deflagração da operação Mar de Lama, em setembro deste ano, cuja investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público Estadual e que apura supostos desvios de piçarra num valor de pelo menos R$ 20 milhões.
Nesta mesma operação foi preso o empresário Mário Marcelo Fronczak, dono do MM Fronczak, empresa contratada para fornecer o material para a Prefeitura de Marabá.
Este empresário recebeu a pena de prisão domiciliar em pedido feito pelos advogados Gilberto Alves e Américo Leal, enquanto Lucídio Colinetti foi contemplado com a revogação da prisão preventiva, pedido feito pelos advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos de Barros Júnior.
Ambas as decisões foram concedidas pelo juiz titular da 5ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos. Esta foi a última audiência deste ano na referida Vara. Fronczak deve ser ouvido no dia 25 de janeiro, enquanto Colinetti vai ser ouvido no dia 2 de fevereiro do próximo ano.
TRANQUILO
Para a reportagem, Lucídio Colinetti comentou que está com a consciência tranquila e com o sentimento de ter cumprido totalmente o contrato e aplicado todo o material comprado nas ruas de Marabá.
Informou que foram mais de cinquenta obras realizadas durante o período em que ficou à frente da Sevop, durante a atual gestão, entre elas a duplicação da Transamazônica que consumiu pelo menos 230 mil metros cúbicos de aterro.
Aborrecido com a prisão, mas “tranquilo e com a consciência de que não deve nada para a Justiça”. É desta forma que ele disse estar se sentindo no momento, motivo pelo qual não comentou muito a respeito do caso. “Em outro momento vou procurar a imprensa e falar tudo, agora estou meio aborrecido”, comentou.
Um dos motivos de tal descontentamento, segundo ele, é pelo fato de ter comparecido a todos os atos do processo e prestado todas as informações necessárias, entretanto foi o único preso.
“Várias pessoas que se furtaram de dar depoimento, mentiram, estão soltas, então por que eu fui penalizado?”, questiona.
Entre uma fala e outra, Colinetti deixou escapar que a cadeia, na verdade, é um depósito de gente, mas que não guarda mágoa de nenhum detento, ou agente prisional.
“Pelo contrário, eles, me trataram bem e com todo o respeito possível”, garantiu, lembrando que a experiência de estar no cárcere não é boa, mas que serve para diversas reflexões.
Por sua vez, os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Júnior garantiram que vão provar em juízo a inocência de Lucídio Colinetti.
“Vamos provar que todo o material comprado foi aplicado corretamente, tanto que requeremos uma perícia em todas as ruas que estão citadas na denúncia”, completa Fernandes. “Em momento algum o nosso cliente se negou em colaborar, até porque não tem nada a ver com eventuais desmandos”, garante Júnior.
Colinetti foi preso por ocasião da deflagração da operação Mar de Lama, em setembro deste ano, cuja investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público Estadual e que apura supostos desvios de piçarra num valor de pelo menos R$ 20 milhões.
Nesta mesma operação foi preso o empresário Mário Marcelo Fronczak, dono do MM Fronczak, empresa contratada para fornecer o material para a Prefeitura de Marabá.
Este empresário recebeu a pena de prisão domiciliar em pedido feito pelos advogados Gilberto Alves e Américo Leal, enquanto Lucídio Colinetti foi contemplado com a revogação da prisão preventiva, pedido feito pelos advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Ramos de Barros Júnior.
Ambas as decisões foram concedidas pelo juiz titular da 5ª Vara Penal de Marabá, Marcelo Andrei Simão Santos. Esta foi a última audiência deste ano na referida Vara. Fronczak deve ser ouvido no dia 25 de janeiro, enquanto Colinetti vai ser ouvido no dia 2 de fevereiro do próximo ano.
TRANQUILO
Para a reportagem, Lucídio Colinetti comentou que está com a consciência tranquila e com o sentimento de ter cumprido totalmente o contrato e aplicado todo o material comprado nas ruas de Marabá.
Informou que foram mais de cinquenta obras realizadas durante o período em que ficou à frente da Sevop, durante a atual gestão, entre elas a duplicação da Transamazônica que consumiu pelo menos 230 mil metros cúbicos de aterro.
Aborrecido com a prisão, mas “tranquilo e com a consciência de que não deve nada para a Justiça”. É desta forma que ele disse estar se sentindo no momento, motivo pelo qual não comentou muito a respeito do caso. “Em outro momento vou procurar a imprensa e falar tudo, agora estou meio aborrecido”, comentou.
Um dos motivos de tal descontentamento, segundo ele, é pelo fato de ter comparecido a todos os atos do processo e prestado todas as informações necessárias, entretanto foi o único preso.
“Várias pessoas que se furtaram de dar depoimento, mentiram, estão soltas, então por que eu fui penalizado?”, questiona.
Entre uma fala e outra, Colinetti deixou escapar que a cadeia, na verdade, é um depósito de gente, mas que não guarda mágoa de nenhum detento, ou agente prisional.
“Pelo contrário, eles, me trataram bem e com todo o respeito possível”, garantiu, lembrando que a experiência de estar no cárcere não é boa, mas que serve para diversas reflexões.
Por sua vez, os advogados Wandergleisson Fernandes e Arnaldo Júnior garantiram que vão provar em juízo a inocência de Lucídio Colinetti.
“Vamos provar que todo o material comprado foi aplicado corretamente, tanto que requeremos uma perícia em todas as ruas que estão citadas na denúncia”, completa Fernandes. “Em momento algum o nosso cliente se negou em colaborar, até porque não tem nada a ver com eventuais desmandos”, garante Júnior.
(Diário do Pará)
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