sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Se o mundo acabar? Paraenses sabem o que fazer.

Se o mundo acabar? Paraenses sabem o que fazer. (Foto: Arquivo Pessoal)
O bancário Bruno Rangel (à direita) pretende ficar perto da família nesta sexta-feira (Foto: Arquivo Pessoal)

O dia 21 de dezembro de 2012 chegou e a "profecia maia" ainda não se concretizou. Mesmo assim, a possibilidade do mundo acabar ainda mexe com as pessoas no mundo todo. A data serviu pelo menos para reflexão e, acreditando ou não, alguns brasileiros mudaram se sentiram "ameaçados" nesta última semana.
Em Belém, muitos brincam com a possibilidade de um massacre de grandes proporções acabar com a raça humana. Incrédulo, o bancário Bruno Rangel, 25 anos, disse que não mudaria muita coisa de sua rotina, mas caso acontecesse, gostaria de sair mais cedo do trabalho para poder ficar perto das pessoas que ama.
"Visitaria meus amigos que não vejo há muito tempo, pediria desculpas aos que estão sempre presentes para caso tenha feito algo de errado. Agradeceria pela vida quer tive, pois fiz tudo que queria, sem arrependimentos. Estaria ao lado da minha família", disse o jovem.
O gerente de loja Marcel Marinho, 26 anos, não se influenciou muito com a teoria do fim dos tempos. "Hoje, eu vou fazer tudo o que já estava agendado. Vou sair com minha mãe, minha família, para nossa confraternização natalina e comemorar a vitória de Jesus Cristo", informou.
Marcel não acredita muito na previsão dos maias, mas em caso de dúvida ele dispara: "mas se por acaso o mundo acabar hoje morrerei feliz, pois estarei com minha família, que amo muito, e pessoas do meu trabalho, que considero como minha segunda família".
Para o digitador Paulo Cesar Brasil, 29 anos, o fim do mundo vai além das coisas apenas materiais. "Não acredito no fim das coisas físicas. Acredito que os maias estavam se referindo ao fim de uma era. Tem tanta coisa que precisa ser mudada, ser descoberta, mostrada. E eu acredito que esse é o momento", argumenta.
Em um momento reflexivo, Paulo não descarta a possibilidade e sabe o que fazer. "Quero abraçar meus amigos, agradecer por tudo que passamos juntos e, caso fosse possível, nos encontrarmos e fazer uma grande farra. Ficaria a noite abraçado com meu companheiro e brincaria muito com minhas cadelas”.
Já a estudante Alessandra do Valle Deniur, 23 anos, mostra interesse no assunto e acredita: "a teoria dos maias se for estudada, podemos ver que não diz que o mundo vai acabar, e sim que é o final de um ciclo e começo de outro".
(Brunno Gustavo/DOL)

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