O bancário Bruno Rangel (à direita) pretende ficar perto da família nesta sexta-feira (Foto: Arquivo Pessoal)
O
dia 21 de dezembro de 2012 chegou e a "profecia maia" ainda não se
concretizou. Mesmo assim, a possibilidade do mundo acabar ainda mexe com
as pessoas no mundo todo. A data serviu pelo menos para reflexão e,
acreditando ou não, alguns brasileiros mudaram se sentiram "ameaçados" nesta última semana.
Em Belém, muitos brincam com a
possibilidade de um massacre de grandes proporções acabar com a raça
humana. Incrédulo, o bancário Bruno Rangel, 25 anos, disse que não
mudaria muita coisa de sua rotina, mas caso acontecesse, gostaria de
sair mais cedo do trabalho para poder ficar perto das pessoas que ama.
"Visitaria meus amigos que não
vejo há muito tempo, pediria desculpas aos que estão sempre presentes
para caso tenha feito algo de errado. Agradeceria pela vida quer tive,
pois fiz tudo que queria, sem arrependimentos. Estaria ao lado da minha família", disse o jovem.
O gerente de loja Marcel
Marinho, 26 anos, não se influenciou muito com a teoria do fim dos
tempos. "Hoje, eu vou fazer tudo o que já estava agendado. Vou sair com
minha mãe, minha família, para nossa confraternização natalina e comemorar a vitória de Jesus Cristo", informou.
Marcel não acredita muito na previsão
dos maias, mas em caso de dúvida ele dispara: "mas se por acaso o mundo
acabar hoje morrerei feliz, pois estarei com minha família, que amo
muito, e pessoas do meu trabalho, que considero como minha segunda
família".
Para o digitador Paulo Cesar Brasil,
29 anos, o fim do mundo vai além das coisas apenas materiais. "Não
acredito no fim das coisas físicas. Acredito que os maias estavam se
referindo ao fim de uma era. Tem tanta coisa que precisa ser mudada, ser
descoberta, mostrada. E eu acredito que esse é o momento", argumenta.
Em um momento reflexivo, Paulo não
descarta a possibilidade e sabe o que fazer. "Quero abraçar meus amigos,
agradecer por tudo que passamos juntos e, caso fosse possível, nos
encontrarmos e fazer uma grande farra. Ficaria a noite abraçado com meu
companheiro e brincaria muito com minhas cadelas”.
Já a estudante Alessandra do Valle
Deniur, 23 anos, mostra interesse no assunto e acredita: "a teoria dos
maias se for estudada, podemos ver que não diz que o mundo vai acabar, e
sim que é o final de um ciclo e começo de outro".
(Brunno Gustavo/DOL)
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