terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Terceirizados da Prefeitura protestam pelo 13º salário

Em greve desde a última sexta-feira (14), por não receber a primeira parcela do 13º salário, terceirizados da saúde de Fortaleza realizaram, na manhã de ontem, manifestação em frente ao prédio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Apoio à Gestão em Saúde (IDGS), organização à qual são ligados.

Manifestantes se reuniram em frente à sede do órgão para cobrar o pagamento do 13º salário. IDGS prometeu liberar a parcela até o dia 19 FOTO: JOSÉ LEOMAR

Em reunião, representantes do IDGS se comprometeram em liberar a parcela até o próximo dia 19. Porém, a paralisação continua, de acordo com o diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindsaúde), Ulisses Vilar.

No primeiro dia de greve, mais de cem trabalhadores protestaram em frente à Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Na ocasião, uma comissão do sindicato foi recebida por representantes da SMS e informada de que a Prefeitura já havia repassado ao IDGS R$ 11,7 milhões, em novembro, e R$ 7,7 milhões em dezembro.

Contudo, durante a reunião de ontem, conforme Ulisses Vilar, representantes do IDGS disseram que a Prefeitura não repassou dinheiro suficiente para o pagamento do décimo terceiro salário aos terceirizados dos postos de saúde e o Instituto José Frota (IJF).

O presidente do Sindsaúde informa que três dos quatro itens reivindicados já foram cumpridos pelo IDGS: pagamento do vale refeição, do vale transporte e do salário referente ao mês de novembro, faltando apenas a primeira parcela do décimo.

Saúde

André Bueno, 40 anos, trabalha na coordenação do Centro de Saúde da Família (CSF) Maria Viviane Benevides Gouveia há três anos, no bairro Vila Manoel Sátiro. Diz que está com várias dívidas porque não recebeu "um centavo do décimo". Já a fisioterapeuta Gabriela Fontenele, 23, só não está endividada porque tem outro emprego. Ela atua no CSF Roberto Silva Bruno, no bairro de Fátima. "Estamos em greve porque estamos correndo atrás de um direito nosso".

Hoje, às 8h, os terceirizados se reúnem em frente ao IJF. Amanhã, vão novamente à SMS e, na quinta-feira, realizam assembleia para suspender ou não a greve. A reportagem tentou falar com a direção do IDGS, mas ninguém atendeu os telefonemas até o fechamento da edição.( Diário do Nordeste )

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