quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Grupo de combate vai combater brigas de torcidas

Grupo de combate vai combater brigas de torcidas (Foto: Mauro Ângelo)
(Foto: Mauro Ângelo)

A prisão de Marcelo Rodrigues Leal – o “Mascote” – 20 anos, acusado de ter atirado e matado Ronald Thyego Cunha, torcedor do Paysandu, em uma confusão antes do clássico Re x Pa, no último dia 26, foi o estopim para a criação de um grupo de combate e enfrentamento à violência entre grupos de torcidas rivais. A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) anunciou, em entrevista coletiva, tolerância zero as cenas violentas que acontecem nos arredores dos jogos, durante o campeonato paraense.
O crime aconteceu no canteiro central do Conjunto Paar, em Ananindeua. Os torcedores da Torcida Uniformizada Terror Bicolor que se reuniram no local foram surpreendidos pelos disparos que matou Ronald e feriu outros não identificados. Durante a entrevista foi exibido um vídeo com imagens que mostram o momento do baleamento. A vítima foi atingida na cabeça por dois integrantes da Torcida Pavilhão 6, do Clube do Remo. “As imagens estavam sendo repassadas entre os membros de grupos de torcedores, como comemoração pela morte do rival”, explicou o delegado Cláudio Galeno, Secretário Adjunto de Inteligência e Análise Criminal da Segup.
Durante as investigações, a delegada Daniela Santos, Diretora da Seccional do Paar e responsável pelo inquérito, localizou a mãe de um adolescente de 17 anos, que segundo testemunhas teria envolvimento no crime. A mãe afirmou a delegada que o filho havia contado sobre sua participação no homicídio, junto com Marcelo Leal. “Marcelo diz que quem disparou foi o adolescente e o adolescente diz que foi Marcelo quem disparou o tiro. Ainda assim os dois são coautores do crime”, declara.
A delegada ainda descobriu que Marcelo Leal já estava preso. No último final de semana ele foi flagrado com uma arma de fogo ilegal e foi autuado pelo porte na Seccional da Cidade Nova. Nesta terça-feira, o adolescente foi localizado em Ananindeua e já foi encaminhado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). A arma encontrada com Marcelo, foi encaminhada para o perícia de microcomparação balística, que vai revelar se foi a mesma usada no homicídio.
À imprensa, Marcelo garante que não participou do crime. “Eu não falei nada. Eu estava em casa, quando cheguei na praça ele já tinha sido baleado”, defende. A Segup reúne agora um grupo composto pelas polícias Civil e Militar, Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), Ministério Público do Estado (MPE) e outras instituições, para atuar durante jogos entre os dois clubes. O promotor de Justiça Domingos Sávio Campos foi enfático em destacar que ações como essas não serão mais toleradas. “As forças do Estado estão unidas para atuar fortemente no combate a esses crimes cometidos por bandidos infiltrados em torcidas”, disse.
(Diário do Pará)

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