POR VALQUÍRIA FERREIRA/JP
Cinco integrantes de uma quadrilha acusada de tráfico interestadual de
drogas foram apresentados na tarde de ontem (4), no auditório da
Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Bairro Outeiro da Cruz. em São Luis,
Terezinha de Jesus Oliveira Mandu, de 47 anos, apontada como líder do
bando; Kleuton Barbosa Costa, 27, amante de Terezinha; Eliseu Vieira de
Lima, 47, servia como “mula” para o bando e fazia o transporte da droga
num caminhão; Rosildo Ferreira, o “Roni”, 37; e Alexandre Rubens da
Costa, conhecido como “Periquito”, 40, foram presos na noite da última
sexta-feira (1º), por investigadores da Superintendência de Polícia
Civil do Interior (SPCI).
A
quadrilha foi abordada no Bairro do Anil. A polícia encontrou 50 quilos
de pasta base de cocaína, divididos em 46 tabletes, na carroceria do
caminhão F.4000, cor vermelha, placa KHM-8613 (Belém-PA), que estava
sendo conduzido por Eliseu. A droga está avaliada em R$ 850 mil, podendo
render 500 kg de crack e cada quilo da nova droga poderia ser vendida
para o traficante por R$ 10 mil.
Foto: Francisco Silva

Bando iria distribuir a droga em São Luís e no estado do Pará
No outro veículo, um Renault Clio, cor prata, placa NHA-4305, do Pará,
foram localizados os demais integrantes do grupo. Na operação, foram
apreendidos ainda um veículo Palio preto, placa NNG-9975, um veículo I30
Hyundai, uma caminhonete Strada, sem placa, o valor de R$ 7.541, 26
celulares, vários chips, pen drives, porta-cédulas, cartões de crédito e vários comprovantes bancários que constatam a movimentação financeira dos acusados.
Segundo o secretário adjunto de Segurança Pública, Laércio Costa, a
droga passou por vários estados até chegar ao Maranhão – Mato Grosso,
Goiás, Piauí e Pará –, e seria distribuída na Região Metropolitana de
São Luís e para o norte do país, principalmente no Pará. “A droga saiu
de São José Quatro Marcos, em Mato Grosso; acompanhamos o transporte e
efetuamos a prisão no momento em que a quadrilha estava reunida. Essa
prisão vai evitar a prática de muitos crimes provenientes do tráfico de
drogas, como o homicídio”, declarou Laércio Costa.
De acordo com a investigação, Terezinha teria ingressado no tráfico de
drogas, no ano passado, quando seu filho, identificado apenas como
“Kleitinho”, que seria um grande traficante em Maracaçumé, foi
assassinado. Ela era responsável por captar pessoas para fazer o
transporte e distribuição da droga.
As investigações apontaram que Terezinha possuía três salões de beleza,
sendo um no Maranhão e dois no Pará, e ainda dois estabelecimentos
comerciais em Santa Helena-MA e no Pará, que seriam utilizados para
esconder a venda das drogas.
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