segunda-feira, 27 de maio de 2013

Financiamentos do BNB para hotéis superam R$ 60 milhões

A procura por empréstimos no banco cresce à medida que se aproxima a Copa do Mundo de 2014

O impacto previsto para o turismo da Capital, durante a Copa do Mundo de 2014, tem levado empresas ligadas ao setor a realizarem investimentos milionários, que tendem a aumentar nos próximos meses. Desde 2011, o Banco do Nordeste (BNB) aplicou R$ 60,6 milhões em financiamentos para a reforma ou construção de hotéis nos municípios de Fortaleza, Aquiraz e Beberibe, sendo quatro estabelecimentos contemplados.

Além de Fortaleza, Beberibe e Aquiraz também sediam negócios financiados Foto: Divulgação

Bares e restaurantes também conseguiram empréstimos junto ao banco, no valor de R$ 1,3 milhão, enquanto outros dois bares da Capital estão com projeto em processo de contratação nas agências do BNB. Há ainda outros hotéis com financiamentos em prospecção ou em carta-consulta (faltando apresentar projeto financeiro), os quais somam R$ 185 milhões. Reunindo tudo, entre projetos contratados, em fase de contratação e em prospecção, os financiamentos para o setor somam R$ 249,6 milhões, para empreendimentos de R$ 388,1 milhões, nos três municípios cearenses.

Suporte financeiro

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Ivan Assunção, os financiamentos para o aprimoramento do setor, no Estado, "são mais do que necessários". As exigências e a estrutura mínima necessária para abrir um estabelecimento em Fortaleza atualmente, afirma, são diferentes das de poucas décadas atrás, quando era preciso um volume menor de investimentos.

"Nosso setor carece desse tipo de suporte. Muitas vezes, a pessoa quer ampliar o estabelecimento, por exemplo, mas não tem o dinheiro ali naquela hora", aponta. Assunção destaca que, para quem pretende ampliar ou criar um novo estabelecimento nos próximos meses, é possível encontrar linhas de crédito com boas condições. "Agora, o obstáculo a superar é diminuir a burocracia", revela.



Ele ressalta, contudo, que os empresários não devem planejar grandes investimentos, pensando apenas na Copa do Mundo e esquecer o período após o evento esportivo. "Vai haver realmente muita movimentação durante a Copa. Mas e depois que a Copa acabar?", questiona.

Termômetro
Ivan Assunção destaca ainda que a Copa das Confederações, neste ano, embora cause impacto menor ao setor, deverá servir como uma espécie de termômetro para indicar que pontos deverão ser aprimorados antes do evento do próximo ano.

Conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH- CE), Darlan Leite, a burocracia, na hora de conseguir financiamentos, muitas vezes também, é um entrave para o setor, por conta da exigência de garantias e de um número extenso de documentos, tornando o processo mais lento. "Mas isso também é o procedimento de praxe de um banco", pondera.



Ele acrescenta que a Copa das Confederações servirá como um "pequeno termômetro" para avaliar em que pontos a rede hoteleira da Capital ainda deve avançar para receber bem os visitantes que virão no próximo ano. De todo modo, ressalta, o número atual de leitos e unidades em Fortaleza deverá atender a demanda neste e no próximo ano.

Segundo o superintendente do BNB no Ceará, João Robério Messias, a procura por financiamentos pelo setor de turismo tende a crescer, com a proximidade da Copa do Mundo.

JOÃO MOURA
REPÓRTER/Diário do Nordeste

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