sábado, 4 de maio de 2013

Vem ai mais um greve de ônibus

Nova rodada de negociações foi marcada para o dia 7 de maio. Se faltar acordo, trabalhadores não descartam greve.


 


 

Após quase duas horas de negociação, funcionários das empresas de ônibus e sindicato patronal não chegaram a um acordo quanto ao reajuste salarial. Diante do impasse, a superintendência do Ministério do Trabalho marcou uma nova reunião para terça-feira, às 15h, para tentar encontrar um consenso. 
 
 
 
 

Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com

 
 
 
 
Os vereadores Aloísio Sampaio (PDT) e Paulo Roberto da Iluminação (PTB) participaram da reunião representando a Câmara Municipal. Pela Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans), esteve Ricardo Freitas. 

Vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), Luiz Mauro Cordeiro de Araújo, garantiu que a proposta de reajuste de 15%, pedida pelos motoristas e cobradores, não pode ser atendida pelos empresários, que oferecem 7% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).  
 
 
 


 
 
 
 
Luiz Mauro acrescentou que o sistema de integração e o reajuste do combustível tem trazido perdas ao sistema. Ele propôs a realização de uma nova reunião, na qual as cláusulas em que já há consenso sejam separadas, para que se discuta só a questão econômica.

Para o representante do sindicato patronal, o aumento da passagem de ônibus pode ocorrer dependendo do reajuste dos salários dos motoristas e cobradores. Luiz Mauro afirmou que o sistema precisa reduzir custos e lembrou as sugestões de desoneração de impostos dos governos estadual e federal como alternativas, além dos subsídios. "Existem várias maneiras de equalizar o sistema. Mas o balizador é a tarifa."

Francisco das Chagas Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), lamentou a falta de avanço na segunda rodada de negociações. Ele reclama que o Setut não apresentou nova proposta para o piso salarial e a categoria não abre mão do ganho real para os trabalhadores.
 
 
 
 


 
 
 
O sindicalista afirma que um reajuste de 12% pode ser aceitável, mas a categoria não aceitará ganhar menos que a inflação. Ele aponta dados da Fundação Cepro, que calculou a inflação em 8,27%. Apesar de afirmar que vai buscar todos os entendimentos, Chagas diz que uma greve não está descartada, se faltar acordo.
 
 
 


 
 
 
 
Denúncia
 
 
O Sintetro denunciou que o Setut estaria reduzindo a frota de ônibus de 450 para 426 veículos, das 13h às 16h30. O vice-presidente da entidade rebateu e disse que se há alguma dúvida quanto a isso, que a Strans seja procurada, pois nada é feito escondido do órgão. 

O sistema de transportes conta hoje com cerca de 900 motoristas e número igual de cobradores, que tiveram reajuste de 10% no ano passado. O salário do condutor atualmente é de R$ 1.215.
 
( Cidadeverde.com ) 

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