Nova rodada de negociações foi marcada para o dia 7 de maio. Se faltar acordo, trabalhadores não descartam greve.
Após quase duas horas
de negociação, funcionários das empresas de ônibus e sindicato patronal
não chegaram a um acordo quanto ao reajuste salarial. Diante do
impasse, a superintendência do Ministério do Trabalho marcou uma nova
reunião para terça-feira, às 15h, para tentar encontrar um consenso.
Fotos: Yala Sena/Cidadeverde.com

Os
vereadores Aloísio Sampaio (PDT) e Paulo Roberto da Iluminação (PTB)
participaram da reunião representando a Câmara Municipal. Pela
Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans), esteve Ricardo
Freitas.
Vice-presidente do Sindicato das
Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), Luiz Mauro Cordeiro
de Araújo, garantiu que a proposta de reajuste de 15%, pedida pelos
motoristas e cobradores, não pode ser atendida pelos empresários, que
oferecem 7% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).



Luiz
Mauro acrescentou que o sistema de integração e o reajuste do
combustível tem trazido perdas ao sistema. Ele propôs a realização de
uma nova reunião, na qual as cláusulas em que já há consenso sejam
separadas, para que se discuta só a questão econômica.
Para
o representante do sindicato patronal, o aumento da passagem de ônibus
pode ocorrer dependendo do reajuste dos salários dos motoristas e
cobradores. Luiz Mauro afirmou que o sistema precisa reduzir custos e
lembrou as sugestões de desoneração de impostos dos governos estadual e
federal como alternativas, além dos subsídios. "Existem várias maneiras
de equalizar o sistema. Mas o balizador é a tarifa."
Francisco
das Chagas Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em
Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), lamentou a
falta de avanço na segunda rodada de negociações. Ele reclama que o
Setut não apresentou nova proposta para o piso salarial e a categoria
não abre mão do ganho real para os trabalhadores.



O
sindicalista afirma que um reajuste de 12% pode ser aceitável, mas a
categoria não aceitará ganhar menos que a inflação. Ele aponta dados
da Fundação Cepro, que calculou a inflação em 8,27%. Apesar de afirmar
que vai buscar todos os entendimentos, Chagas diz que uma greve não está
descartada, se faltar acordo.

Denúncia
O
Sintetro denunciou que o Setut estaria reduzindo a frota de ônibus de
450 para 426 veículos, das 13h às 16h30. O vice-presidente da entidade
rebateu e disse que se há alguma dúvida quanto a isso, que a Strans seja
procurada, pois nada é feito escondido do órgão.
O
sistema de transportes conta hoje com cerca de 900 motoristas e número
igual de cobradores, que tiveram reajuste de 10% no ano passado. O salário do condutor atualmente é de R$ 1.215.
( Cidadeverde.com )
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