sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Trabalhadores dos Correios mantêm greve

Trabalhadores decidiram em votação ontem dar continuidade ao movimento grevista nos Correios. Até agora não há sinal de negociação



Mesmo com a ameaça dos Correios de cortar o ponto dos trabalhadores em greve, a categoria, em assembleia geral ontem, deliberou pela continuidade do movimento, que já chega ao décimo dia. A empresa afirma que a maioria dos trabalhadores está desempenhando normalmente suas atividades, mas o sindicato da categoria diz que a greve está forte e cresce a cada dia, em Teresina e no interior do Piauí. 
Para José Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, essa medida é uma forma de intimidar a categoria. "Essa informação de corte de ponto, para nós, não faz muita diferença. Vamos continuar nosso movimento porque a cada dia a greve está mais forte", diz.
Nacionalmente, a situação continua semelhante ao início do movimento. Segundo Uilson Ga-ma, membro da diretoria do sindicato e da CSP Conlutas, a em-presa se nega a atender as reivindicações da categoria e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ainda não marcou a audiência de julgamento  pedindo o fim da greve, encaminhado pelos Correios. "O provável é que eles marquem a audiência para o dia 14 de outubro, mas ainda não tem nada certo", explica.
Ainda assim, a empresa diz que irá descontar dos salários dos grevistas os dias parados, já que, de acordo com a legislação, a greve implica na suspensão do contrato de trabalho. Segundo a empresa, a medida se deu em respeito aos mais de 90% dos trabalhadores que continuam em atividade normalmente e à sociedade brasileira. Para o sindicato, esses números não condizem com a realidade e é mais uma forma de camuflar o movimento. 
Os trabalhadores dos Correios ocuparam as entradas do Edifício Sede dos Correios do Piauí ontem, 26, no Centro de Teresina, em manifestação. Lideranças de movimentos sociais e de outras categorias estiveram presentes em solidariedade ao movimento.
Os setores que aderiram em maior grau ao movimento grevista são também os que trabalham em condições mais precárias. Carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo estão entre os postos de trabalho mais insalubres, é o que afirma o carteiro Uilson Gama. "Nosso trabalho não é valorizado. Trabalhamos na rua, no sol escaldante de Teresina ( Diário do Povo )

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