quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mãe diz que enterrou criança neste caixão . Veja a foto

A Polícia Civil de Mucuri, cidade localizada a 975 quilômetros de Salvador, ouve nesta quarta-feira (13) uma mulher 30 anos, mãe da suposta criança que morreu e teria sido enterrada no caixão onde foram encontrados itens de rituais. Edileuza Pinto da Silva alega ter enterrado o seu filho de um ano e três meses, e diz ter feito o parto do filho sozinha para justificar a ausência de registro do nascimento da criança. Já os moradores da cidade foram ouvidos pela polícia, e afirmam nunca ter visto a criança.

Material foi encontrado dentro de caixão infantil, ao invés do corpo do bebê (Foto: Liberdade News)
Segundo a delegacia da região, Edileuza prestou depoimento a polícia quando foi intimada ainda no início deste mês, por conta de uma denúncia do Ministério Público. Ela afirmou que teria até mesmo cortado o cordão umbilical do bebê após o parto, e que por isso nenhuma enfermeira local saberia da existência da criança. Nesta terça-feira (12), em cumprimento de uma decisão judicial, a polícia de Mucuri ordenou a exumação do corpo da criança.
No entanto, ao retirar o caixão da cova no cemitério, os peritos encontraram dentro uma galinha, velas e três corações de bois, entre outras coisas. Tudo menos o corpo do filho de Edileuza. Ela deve prestar novo depoimento na Sub-delegacia de Itabatã, na tarde desta quarta-feira (13), para esclarecer o uso dos itens de ritual no caixão. 


Ainda de acordo com a delegacia de Mucuri, a família reservou um dia para o sepultamento com o coveiro, mas não compareceu. No dia seguinte, 20 de outubro, eles voltaram e enterraram a criança, sem a presença do coveiro.
Em seguida, ela providenciou tirou uma certidão de nascimento no cartório da cidade, com a assinatura de mais duas pessoas que são apresentadas como testemunhas no documento e que a polícia suspeita que também teriam participado do enterro. A polícia investiga se tudo não passou de algum ritual e se a criança de fato existiu.
Dentro do caixão, de tamanho infantil, também havia uma foto desbotada. A mulher pode responder por registro de nascimento inexistente.

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