(Foto: JR Avelar/Reprodução)
Pessoas
que estavam chegando à marina em que foi transformado o antigo Iate
Clube do Pará, na avenida Bernardo Sayão, no bairro da Condor, em Belém,
foram surpreendidas, na noite deste sábado (25), com uma saraivada de
tiros que ecoaram e que mataram o empresário Willamo Matos Ataíde, que
chegava com a família e um segurança de um passeio pelo rio Guamá.
Segundo as informações prestadas à imprensa
pelo tenente Monteiro, do 20º BPM, o empresário Willamo Matos Ataíde
chegava do passeio e, ao se distanciar uns 30 metros da família para
pegar o carro, acompanhado de um segurança, o assassino o chamou pelo
nome e, em seguida, fez oito disparos de arma de fogo, matando o
empresário.
Os jornalistas foram mantidos do lado de
fora do local do crime, pois foram considerados como se fizessem parte
do público, devido ao entra e sai de pessoas, e por isso tiveram poucas
informações, mas testemunhas que pediram para não serem identificadas
informaram que três homens chegaram uma hora antes ao local, em um táxi
branco, e ficaram à espreita de Willamo Matos Ataíde.
“Foram muitos disparos que a gente ouviu e
ele ainda tentou acertar o segurança que estava com a vítima, que deve
ter tentado reagir. Em seguida, o assassino entrou no táxi e saiu em
alta velocidade, passando pela segurança do local e conseguindo fugir”,
informou uma testemunha que acabava de chegar de um passeio de lancha no
rio Guamá.
Mistério
Familiares do empresário assassinado estavam
desolados e o crime acabou ficando debaixo de um grande mistério, sem
informações. A comunicação do crime foi feita às 23h50 do sábado, na
Seccional Urbana da Cremação, sendo que o crime ocorreu às 21h e o IML e
a Divisão de Homicídios só foram avisados próximo das 23h.
O ex-delegado Fernando Flávio, que se disse
advogado de Willamo Matos Ataíde, chegou ao local do crime e falou
rapidamente com os jornalistas, dizendo que seu cliente tinha sido
assassinado. Questionado sobre a atividade empresarial da vítima, o
advogado disse que ele mexia com informática e que agora estava em outra
atividade que não soube precisar.
O nome da vítima aparece em vários
procedimentos na Justiça e na polícia. Em um desses casos, em 2009, ele
esteve na corregedoria denunciando um delegado que o acusava de
envolvimento em “situações criminosas”. Uma fonte revelou ao DIÁRIO que
no ano passado o empresário teve situação registrada na Seccional da
Marambaia, em procedimento instaurado pelo delegado Armando Mourão.
Outra fonte revelou ao DIÁRIO que Willamo
Matos Ataíde atualmente estava trabalhando em uma empresa que fazia
cobrança “para agiotas”. Segundo a fonte, a vítima pegava dívidas
consideradas perdidas e procurava, através de métodos não revelados,
“cobrar a dívida” e certamente era ameaçado porque andava sempre com
seguranças.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de
Homicídios, e o perito Vamilton Albuquerque estiveram no antigo Iate
Clube fazendo levantamento de local de crime e encontraram junto ao
corpo várias cápsulas de projéteis de pistola ponto 40 de uso exclusivo
das forças de segurança.
O delegado não revelou a linha de
investigação, mas policiais civis da Divisão de Homicídios foram vistos
interrogando testemunhas que viram a chegada e a saída do assassino na
área do antigo Iate Clube do Pará. O corpo do empresário foi removido
pelo IML quando passava da meia-noite deste domingo.
(Diário do Pará)
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