terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Assassinato de empresário é cercado de mistério

Assassinato de empresário é cercado de mistério (Foto: JR Avelar/Reprodução)
(Foto: JR Avelar/Reprodução)
 
 

Pessoas que estavam chegando à marina em que foi transformado o antigo Iate Clube do Pará, na avenida Bernardo Sayão, no bairro da Condor, em Belém, foram surpreendidas, na noite deste sábado (25), com uma saraivada de tiros que ecoaram e que mataram o empresário Willamo Matos Ataíde, que chegava com a família e um segurança de um passeio pelo rio Guamá.
Segundo as informações prestadas à imprensa pelo tenente Monteiro, do 20º BPM, o empresário Willamo Matos Ataíde chegava do passeio e, ao se distanciar uns 30 metros da família para pegar o carro, acompanhado de um segurança, o assassino o chamou pelo nome e, em seguida, fez oito disparos de arma de fogo, matando o empresário.
Os jornalistas foram mantidos do lado de fora do local do crime, pois foram considerados como se fizessem parte do público, devido ao entra e sai de pessoas, e por isso tiveram poucas informações, mas testemunhas que pediram para não serem identificadas informaram que três homens chegaram uma hora antes ao local, em um táxi branco, e ficaram à espreita de Willamo Matos Ataíde.
“Foram muitos disparos que a gente ouviu e ele ainda tentou acertar o segurança que estava com a vítima, que deve ter tentado reagir. Em seguida, o assassino entrou no táxi e saiu em alta velocidade, passando pela segurança do local e conseguindo fugir”, informou uma testemunha que acabava de chegar de um passeio de lancha no rio Guamá.
Mistério
Familiares do empresário assassinado estavam desolados e o crime acabou ficando debaixo de um grande mistério, sem informações. A comunicação do crime foi feita às 23h50 do sábado, na Seccional Urbana da Cremação, sendo que o crime ocorreu às 21h e o IML e a Divisão de Homicídios só foram avisados próximo das 23h.
O ex-delegado Fernando Flávio, que se disse advogado de Willamo Matos Ataíde, chegou ao local do crime e falou rapidamente com os jornalistas, dizendo que seu cliente tinha sido assassinado. Questionado sobre a atividade empresarial da vítima, o advogado disse que ele mexia com informática e que agora estava em outra atividade que não soube precisar.
O nome da vítima aparece em vários procedimentos na Justiça e na polícia. Em um desses casos, em 2009, ele esteve na corregedoria denunciando um delegado que o acusava de envolvimento em “situações criminosas”. Uma fonte revelou ao DIÁRIO que no ano passado o empresário teve situação registrada na Seccional da Marambaia, em procedimento instaurado pelo delegado Armando Mourão.
Outra fonte revelou ao DIÁRIO que Willamo Matos Ataíde atualmente estava trabalhando em uma empresa que fazia cobrança “para agiotas”. Segundo a fonte, a vítima pegava dívidas consideradas perdidas e procurava, através de métodos não revelados, “cobrar a dívida” e certamente era ameaçado porque andava sempre com seguranças.
O delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, e o perito Vamilton Albuquerque estiveram no antigo Iate Clube fazendo levantamento de local de crime e encontraram junto ao corpo várias cápsulas de projéteis de pistola ponto 40 de uso exclusivo das forças de segurança.
O delegado não revelou a linha de investigação, mas policiais civis da Divisão de Homicídios foram vistos interrogando testemunhas que viram a chegada e a saída do assassino na área do antigo Iate Clube do Pará. O corpo do empresário foi removido pelo IML quando passava da meia-noite deste domingo.
(Diário do Pará)



Nenhum comentário:

Postar um comentário