(Foto: Antônio Cícero)
Ninguém
sabe, ninguém viu, ninguém ouviu. É assim que se resume o homicídio que
ocorreu na madrugada deste domingo (1), no bairro do Una. Um
adolescente identificado apenas pelo prenome de Rafael e pelo apelido de
“Makinho” foi assassinado a tiros, na passagem 1º de Maio, próximo à
rua do Una.
No total, seis tiros acertaram a vítima,
que, segundo testemunhas, era envolvida com drogas e praticava assaltos
na área. Até então ninguém deu informações para as autoridades sobre o
crime. As pessoas alegavam apenas que ouviram disparos e, quando foram
ver do que se tratava, o corpo do rapaz já estava caído no chão, sem
vida.
De acordo com o cabo PM Fonseca, que
estava na viatura 0603, a informação do crime foi repassada por volta
das 2h45. Quando chegaram ao local, nenhum dos curiosos presentes sabia
informar mais detalhes de como ocorreu o assassinato. “É aquela história
de que ninguém viu nada, não sabem dizer nada. A única coisa que
disseram foi que ouviram os tiros”, disse.
Dos seis tiros que foram disparados
contra o rapaz, dois acertam o rosto, dois as costas, um o pescoço e
outro o flanco. Nenhum objeto ou documento foi encontrado com o rapaz
pela equipe da Divisão de Homicídios. O laudo da perícia deverá indicar
se ele teve pertences furtados após o assassinato.
As primeiras informações levantadas pelo
delegado de Polícia Civil Arnaldo Mendes, da Seccional da Marambaia,
apontam que o rapaz é o sétimo, de um grupo de dez meliantes, a ser
executado. “A família não é daqui, os pais moram no Acará e há relatos
de que esse ‘Makinho’ morava no Tenoné. Porém, todos dizem que não viram
nada sobre o crime neste domingo(1)”, ressaltou.
(Diário do Pará)
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