O texto a seguir mostra que o
ex-presidente José Sarney perdeu poder, está perdendo terreno, logo sua
queda será repentina. No Amapá, estado criado por Sarney para se
perpetuar, deu cartão vermelho.

Sarney foi mandado de volta para o
Maranhão, onde nem ele nem sua filha vão ser candidatos a cargos
eletivos. O pior de tudo, o candidato do governo na eleição, o suplente
de senador Edinho Lobão é fraquinho.
É o fim, Sarney…
Já o senador pelo Amapá, João Capiberibe
(PSB -AP) viveu seu resplendor. Ao falar com a presidente Dilma
Rousseff, que esteve em Macapá nesta segunda-feira (23) para entregar
unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Capiberibe, um político
amapaense que foi humilhado, cassado por José Sarney, viveu ontem,
talvez, seu momento de maior glória ao dar o troco em José Sarney,
humilhando-o na presença de todos no Amapá.
Antes de mandá-lo de volta para o
Maranhão, Capiberibe fez um discurso lembrando a presidente Dilma, que
também foi presa e torturada pela polícia do regime. Capiberibe lembrou
sua trajetória de lutas colocando Sarney de volta ao antigo regime em
sua farda de ditador. Fiquem coAs palavras de Capiberibe:
“É preciso lembrar e reverenciar os que ousaram lutar. A senhora (presidenta Dilma) lutou e pagou um preço alto. Existem aqueles que se aliaram aos ditadores, não podemos esquecer, o Brasil não pode esquecer, senão, poderemos voltar a viver aqueles anos tristes”.
Abaixo, um relato do senador João Capiberibe escrito em Janeiro desse ano sobre seu maior rival no Amapá:
Sarney: um pedregulho no meio do caminho
Enfrentar José Sarney, no Amapá ou no Maranhão, não é um desafio de pouca monta. Leia na íntegra artigo de João Capiberibe:
É bom lembrar, quem foi rei nunca perde a
majestade. Governador, presidente da república por cinco anos,
presidente do Senado algumas vezes, funções que lhe permitiram nomear
muita gente, com ou sem mérito, por ato republicano ou secreto. Resumo
da opera: o “home” é poderoso. Logo, no confronto, as chances de sucesso
são remotas e os riscos elevadíssimos. Por essas poucas e contundentes
razões, raros são os que ousam bater de frente com o dito cujo. Mas, em
tempo de maior transparência e fiscalização nem tudo são flores para
seus comandados. Vira e mexe alguns deles dão com os costados atrás das
grades da PF, como vimos quando da operação Mãos Limpas e ultimamente
com outra operação que prendeu o superintendente da FUNASA, um
ex-prefeito e uma ex-prefeita de municípios do Amapá.
A mão pesada de SarneyEu e Janete fomos eleitos em 2002. Ela, a mais votada para a Câmara Federal, eu, com a votação que obtive, fiquei com a segunda vaga de senador. Sarney, achando que eu poderia lhe causar embaraço acionou seus comandados que, do nada, inventaram uma história mirabolante. Compraram duas testemunhas para nos acusar de lhes ter comprado os votos por 26 reais cada, pagos em duas parcelas. No TRE do Amapá, tal absurdo não prosperou, mas no terreno minado de Brasília, numa velocidade de fórmula um, o TSE pimba! Cassou nossos mandatos. Recorremos ao STF. Nesse ínterim, fui procurado por um figurão da República – cujo nome me reservo o direito de não revelar, pelo menos agora – com uma proposta redentora. Disse-me que Sarney estava aberto ao entendimento, disposto a fumar o cachimbo da paz e ajudar a preservar nossos mandatos. Depois de lhe dizer que de minha parte não havia qualquer desavença pessoal, que nossas divergências eram políticas, perguntei-lhe o que deveria fazer para merecer seus préstimos. Com singeleza e candura, adiantou-me o emissário que Sarney estimaria muitíssimo que eu passasse a integrar sua trupe no Senado.( Blog do Ricardo Santos/JP)

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