O pré-candidato ao
governo, ex-governador Mão Santa (PSC), confirmou hoje (25) que seu vice
será Nilfrânio Ribeiro, liderança da região de São Raimundo Nonato, e
será oposição ao governo do sobrinho, Zé Filho (PMDB). "Eu não sou
terceira via. Eu sou oposição. Eu represento Wall Ferraz, Chagas
Rodrigues. Eles não eram oposição? Pois eu sou oposição", comentou. A
convenção que homologará os nomes de Mão Santa e Nilfrânio acontecerá na
sexta (27).
Raoni Barbosa/Revista Cidade Verde
"Teve
muita negociação. Fomos buscar as raízes do sul. Eu só fiz uma viagem.
Escolhi São Raimundo Nonato pela pujança. É a terra de Marcelo Castro
[PMDB]. É um homem que começou a trabalhar cedo, tem quatro filhos.
Nilfrânio Ribeiro, eu o chamo de Mano. Surgiram outros nomes. Marcelo
pegou o telefone e disse que o Mano era boa gente", afirmou Mão Santa em
entrevista ao Jornal do Piauí.
A
discussão em torno do nome do candidato ao Senado ainda não foi
finalizada. Segundo Mão Santa, Francisco Juriti e Gustavo Henrique estão
em negociação.

Acerca
da composição com outros partidos, Mão Santa afirmou que não tem
interesse no que é oferecido por "partidos de aluguel". Segundo o
ex-governador, alguns partidos têm cobrado R$ 200 mil em troca de apoio.
"Tem partido de aluguel e o aluguel tá caro. O aluguel deles era R$ 200
mil cada um e eu não tenho dinheiro. Eu não posso cair nessa vala
comum. Isso é hoje o Brasil em que vivemos. São 34 partidos. A minha
coligação é Deus e o povo", comentou.
Mão
Santa ressaltou ainda o respeito que tem pelo deputado Marcelo Castro e
afirmou que mantém boa relação com o pmdbista. "Tenho uma gratidão pelo
Marcelo e a mãe do Marcelo tem um conceito moral de santa. Quando teve
aquele embate eu peguei o telefone e disse ao Marcelo para ele ir curtir
a mãe dele", disse referindo-se aos problemas com o PMDB quando da
formação da chapa que disputará o governo.

O
ex-governador também elogiou a competência de Castro quando foi
presidente do Iapep. "Eu sou agradecido ao Marcelo Castro. Ele foi o
melhor secretário, presidente do Iapep. Foi o camisa 10 dos meus
governos. Hoje ele é o camisa 10 do Congresso. Ele é o melhor",
explicou.
Cerrados
Mão
Santa disse também que ficou "estarrecido" com informações que obteve
em relação a problemas com terras na região dos Cerrados e afirmou que
há pagamento de propinas para regularização de terras.
"O
que acontece lá nos Cerrados, no Interpi, é a maior vergonha. Muita
corrupção. Só não teve no governo do Mão Santa. Ninguém roubava do meu
governo para trás. O Piauí não é cristão? Se o cidadão comum não rouba,
como é que o governo vai roubar? Estude o Interpi, eu fiquei
estarrecido. É propina de R$ 15 milhões. Eles compraram, pagaram e
venderam para outro", declarou.
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