José Carlos Werneck
Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência da República,
ficou visivelmente irritado ao ser perguntado sobre os indicadores
sociais de Pernambuco, estado que governou por 7 anos e três meses.Durante uma sabatina, realizada, em Osasco, com veículos de comunicação da região metropolitana de São Paulo, um repórter do jornal Página Zero, de Carapicuíba, perguntou se Campos acreditava que a gestão dele em Pernambuco iria lhe servir como uma boa “vitrine” para a campanha à presidência.
Demontrando que não possui serenidade e que não admite ser contrariado, qualidades indispensáveis a qualquer aspirante ao mais importante cargo eletivo do País, Eduardo Campos foi grosseiro,ríspido e deselegante,ao afirmar:
“Eu acredito que sim, porque quem vive lá – ao contrário de você – e conhece o quanto esses índices melhoraram, teve a possibilidade de falar sobre a minha gestão quando foi às urnas”, declarou impaciente.
Em 2010, Eduardo Campos foi reeleito com quase 83% dos votos em primeiro turno. Não obstante o claro avanço da economia local nos últimos anos, Pernambuco ainda apresenta um péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não demonstra bom desempenho em índices como o Ideb, que a mede a qualidade do aprendizado nacional.
“Você acha que eu teria recebido quatro prêmios da ONU, 83% de votos na reeleição e teria sido considerado o melhor governador do Brasil pelo Datafolha se eu não tivesse melhorado todos esses indicadores?”, indagou Campos.
CITANDO PROJETOS
Em seus pronunciamentos, ele costuma citar projetos que implementou,no estado, como modelos de boa gestão.
Ao falar sobre Educação, foi taxativo ao afirmar que foi o governador que mais construiu escolas de tempo integral e mostrou os resultados do programa Pacto Pela Vida, que conseguiu conter o avanço da violência no Estado.
Eduardo Campos disse que a situação do estado era pior antes de ele assumir o governo: “Em sete anos de governo você não resolve todos os problemas. Mas nunca a vida da população melhorou tanto como nos últimos anos”.
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