terça-feira, 24 de junho de 2014

PMDB do Piauí vai para eleição dividido entre Dilma e Aécio



Governador Zé Filho, Wilson Martins e amigos, durante o jogo Brasíl e Camarões, ontem, em Parnaíba




O governador Zé Filho convocou para hoje reunião do PMDB com os representantes de todos os partidos que formam a aliança governista para as eleições de outubro, para fechar as convenções e discutir os detalhes das coligações proporcionais. A reunião está marcada para as 8h30, na sede do PMDB, no bairro São João, zona Leste. O encontro vai discutir ainda o apoio do PMDB ao candidato do PSDB a presidente, senador Aécio Neves.
É o primeiro encontro do PMDB e da base aliada depois da definição da candidatura a vice-governador de Sílvio Mendes (PSDB) na chapa de Zé Filho e do anúncio de apoio do governador a Aécio Neves, ocorrido na última sexta-feira, no Rio. O PMDB piauiense ainda está dividido com relação ao voto. Como a sigla integra a chapa de reeleição de Dilma Rousseff (PT), com o vice-presidente Michel Temer, o partido ainda vai colocar o assunto em discussão. E deve ficar dividido.
O presidente regional do PMDB, deputado Marcelo Castro, já adiantou que mantém seu voto e apoio a presidente Dilma. "Estamos com o PT há 12 anos, nosso presidente (Michel Temer) é candidato à reeleição na chapa da presidente Dilma, portanto, por uma questão de coerência, considero que o mais correto é manter o voto na presidente", disse ele, no último sábado. Zé Filho (PMDB) justificou a decisão de votar em Aécio Neves dizendo que o Piauí é maltratado pelo governo federal. 
Ele cobrou mais investimentos na Eletrobras, a retomada do porto de Luis Correia e, por último, se chateou com a suspensão do repasse de verba para a continuidade da operação carro-pipa no Estado. É o próprio governador quem vai coordenar a reunião com os aliados. Os partidos coligados estão decidindo a chapa de candidatos a deputado estadual e federal, já que o apoio à chapa majoritária está definida, tendo Zé Filho como candidato à reeleição, o tucano Silvio Mendes como candidato a vice-governador e o ex-governador Wilson Martins (PSB) disputando o Senado.
A maioria dos partidos realiza convenção na sexta-feira, dia 27. Até lá, têm que estar definida a quantidade de candidatos a deputados estadual e federal e a forma de coligação. Ontem, os presidentes estaduais do PSDB, deputado estadual Marden Menezes, e o presidente PSD, deputado federal Júlio César, e o deputado estadual Antônio Félix, se reuniram para avaliar a coligação para a chapa proporcional.
A idéia dos partidos que compõem a base de sustentação política do governo era fazer uma coligação total. Mas alguns, como o PSDB, consideram que sairão prejudicados numa eventual coligação em bloco, pois teriam dificuldades em eleger seus parlamentares.(Diário do Povo )

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