segunda-feira, 9 de junho de 2014

Presa quadrilha acusada de praticar golpes

Presa quadrilha acusada de praticar golpes (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Especializados no assunto, os criminosos que costumam praticar o ‘sapatinho’ tem o hábito de estudar a rotina das agências e do funcionário antes de agir. Segundo o delegado Ivanildo Santos, geralmente essas pessoas vão à agência e verificam a movimentação de funcionários, identificando em que carro o gerente ou o tesoureiro chegam ao local. Esperando já do lado de fora, os membros da quadrilha aguardam o bancário sair no carro identificado, o seguem até sua residência e passam a estudar a sua rotina. “Esses criminosos estão tendo facilidade porque as agências não têm um sistema de proteção mais eficiente”.
O delegado lembra, ainda, que geralmente a polícia só é avisada quando o crime já aconteceu, dificultando a interceptação antes que a quadrilha fuja. “Quando os funcionários percebem que o gerente não apareceu e entram em contato com a polícia, nós conseguimos cercar a agência e impedir que a quadrilha fuja. O que ocorre é que ninguém avisa, só comunicam depois que levaram o dinheiro”.
REPETIÇÃO
Graças a uma triste ironia do destino, um bancário mal completou dois meses de ter sido vítima do famigerado golpe do sapatinho, eis que ele e sua família foram novamente alvos da ação de bandidos. O bancário, que trabalha no Banco do Brasil, foi novamente sequestrado, juntamente com seus familiares, quando saíam de casa. A diferença entre esse episódio ocorrido no último dia 21 de maio, e o registrado em março, foi que dessa vez os bandidos não conseguiram roubar o dinheiro da agência.
“Fica claro nesse caso a omissão do Banco do Brasil, que não investe em segurança para seus funcionários; assim como a omissão e o descaso do Governo do Estado com a segurança pública. Se de fato tivessem rondas ostensivas, como a PM sempre afirma quando algum assalto é registrado, essa família não teria sido sequestrada novamente”, destacou a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará que também é funcionária do Banco do Brasil, Rosalina Amorim.
Um dia após o assalto, a agência, que funciona na Região Metropolitana de Belém, não abriu para atendimento ao público. O Sindicato dos Bancários ainda tenta a transferência do bancário e de sua família para outro município.
(Diário do Pará)



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