(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Especializados
no assunto, os criminosos que costumam praticar o ‘sapatinho’ tem o
hábito de estudar a rotina das agências e do funcionário antes de agir.
Segundo o delegado Ivanildo Santos, geralmente essas pessoas vão à
agência e verificam a movimentação de funcionários, identificando em
que carro o gerente ou o tesoureiro chegam ao local. Esperando já do
lado de fora, os membros da quadrilha aguardam o bancário sair no carro
identificado, o seguem até sua residência e passam a estudar a sua
rotina. “Esses criminosos estão tendo facilidade porque as agências não
têm um sistema de proteção mais eficiente”.
O delegado lembra, ainda, que
geralmente a polícia só é avisada quando o crime já aconteceu,
dificultando a interceptação antes que a quadrilha fuja. “Quando os
funcionários percebem que o gerente não apareceu e entram em contato com
a polícia, nós conseguimos cercar a agência e impedir que a quadrilha
fuja. O que ocorre é que ninguém avisa, só comunicam depois que levaram
o dinheiro”.
REPETIÇÃO
Graças a uma triste ironia do destino,
um bancário mal completou dois meses de ter sido vítima do famigerado
golpe do sapatinho, eis que ele e sua família foram novamente alvos da
ação de bandidos. O bancário, que trabalha no Banco do Brasil, foi
novamente sequestrado, juntamente com seus familiares, quando saíam de
casa. A diferença entre esse episódio ocorrido no último dia 21 de
maio, e o registrado em março, foi que dessa vez os bandidos não
conseguiram roubar o dinheiro da agência.
“Fica claro nesse caso a omissão do
Banco do Brasil, que não investe em segurança para seus funcionários;
assim como a omissão e o descaso do Governo do Estado com a segurança
pública. Se de fato tivessem rondas ostensivas, como a PM sempre afirma
quando algum assalto é registrado, essa família não teria sido
sequestrada novamente”, destacou a presidenta do Sindicato dos
Bancários do Pará que também é funcionária do Banco do Brasil, Rosalina
Amorim.
Um dia após o assalto, a agência, que
funciona na Região Metropolitana de Belém, não abriu para atendimento
ao público. O Sindicato dos Bancários ainda tenta a transferência do
bancário e de sua família para outro município.
(Diário do Pará)
Nenhum comentário:
Postar um comentário