Neymar, direto para o hospitalCarlos Newton
Um primeiro tempo eletrizante, na melhor apresentação do Brasil desde o início da Copa. Com Maicon na lateral direita (uma substituição óbvia desde o primeiro jogo, porque marca melhor e ataca melhor), Fernandinho (protege bem, como Luiz Gustavo, mas chega no ataque com muito mais disposição) e a volta de Paulinho, a seleção saiu da retranca de Felipão e jogou mais solta. Com essa nova formação, até o centroavante Fred apareceu melhor, participando de algumas jogadas e combatendo a saída de bola, com o time brasileiro marcando pressão o tempo todo.
É claro que o Brasil foi beneficiado pelo estranho gol de Tiago Silva, logo no ínicio, tranquilizando a equipe. A princípio, pensei que o gol tivesse sido marcado de genitália, digamos assim. Já vimos diversos gols de barriga, inclusive um famoso do Renato Gaúcho, e de genitália seria a primeira vez. Mas quando a televisão mostrou a jogada de vários ângulos, deu para ver com nitidez que a bola pegou na coxa, perto do joelho.
Com a desvantagem no placar, a Colômbia teve de partir para cima e o jogo ficou muito bonito, aberto, livre, leve e solto. O Brasil esteve sempre melhor e o resultado mais justo teria sido, pelo menos, 2 a 0 para nossa seleção.
SORTE DO NOSSO LADO
No primeiro tempo, o Sobrenatural de Almeida nem precisou entrar em campo, mas depois do intervalo a Colômbia voltou muito melhor e o Brasil precisou de muita sorte para se livrar do empate e da prorrogação.
Desde o início do segundo tempo, nosso time deixou de marcar pressão e os colombianos foram gostando cada vez mais do jogo e se soltando em campo. As melhores chances do Brasil saíam em jogadas de Hulk, e a partida seguia com nosso time visivelmente nervoso, até que David Luiz bateu aquela falta lá de longe e fizemos 2 a 0.
A Colômbia, é claro, partiu para cima e o retranqueiro Felipão começou a mudar o time. Equivocadamente, tirou Hulk e o Brasil ficou sem ataque, porque Neymar esteve mal o tempo todo. Aí foi domínio total da Colômbia, Julio Cesar fez o penalti, que o artilheiro James Rodrigues bateu magistralmente, goleiro de um lado, bola do outro.
E só dava Colômbia, até que Neymar foi agredido por um jogador colombiano com uma joelhada na coluna e o juiz não viu nada. Felipão então botou mais um zagueiro no time (Henrique) e foi um Deus nos acuda, com a Colômbia dominando o jogo até o apito final. Se tivéssemos ido para a prorrogação, seria um problema muito sério.
Terça-feira, outro teste cardiológico, contra a Alemanha, e sem o capitão Tiago Silva, que fica suspenso por ter completado dois cartões amarelos.
Que Deus e o Sobrenatural de Almeida nos protejam, porque sem Neymar, a tendência da retranca de Felipão é aumentar ainda mais.
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