
O ex-governador citou como exemplo a falta de obras no Piauí e estados vizinhos. "Veja a quantidade de obras que foram inauguradas proporcionamente a quantidade de votos que a presidente teve", apontou. "A União, pelo visto, desconheceu o valor que teve aqui".
Segundo turno
As pesquisas atuais apontam Dilma Rousseff liderando a corrida pela reeleição, seguida por Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos. Perguntado se estará com o tucano no segundo turno, o candidato do PSB demonstrou confiança. "Eu vou estar no segundo turno. Eu tenho confiança nisso pelo que u tenho visto no Brasil, pelas pesquisas que acompanho".
Eduardo Campos defendeu que o momento é de mudança na política. "Há um desejo de mudar Brasília. E a única candidatura que pode vencer as eleições e tirar aquele conjunto atrasado que hoje cercou aquele governo em Brasília é a nossa", opinou. "A confiança foi quebrada e é hora da construção de um novo momento, de dar chance a pessoas de boas ideias. (...) Se a gente não renovar a política lá em Brasília, a gente não vai ter nada melhor para o Nordeste".

A gestão do PT não escapou de críticas, mesmo com Eduardo Campos tendo sido ministro do governo Lula. Com 48 anos de idade e 30 de vida pública, o candidato afirma que o governo Dilma está interrompendo um ciclo, por não promover mudanças no mesmo ritmo que o a gestão anterior fazia.
Um dos problemas citados é a situação do crack. Eduardo Campos criticou o corte de efetivo da Polícia Federal, que poderia vigiar as fronteiras e impedir o tráfico de drogas no País. "Ao invés de tomar conta das fronteiras, você diminui em três mil pessoas a instituição policial que devia tomar conta das fronteiras", reclamou.
Outra preocupação é com a economia nacional. Eduardo Campos afirma que o Brasil vive seu pior cenário, com inflação e juros altos. "Se esse cenário prosseguir em frente, nós vamos ter muitos problemas", afirmou o ex-governador, temendo que os mais fragilizados financeiramente sofram no futuro. "Nós precisamos estancar esse processo".
"Quando criaram o SUS em 1988, de cada R$ 100 gastos com saúde, a União botava R$ 85 e estados e municípios R$ 15. Hoje a União só bota R$ 45. A União tem que botar a mão no bolso", defendeu.
Eduardo Campos afirmou ainda que sua tradição e história de vida sempre foi de luta pelos programas sociais, como o Bolsa Família, que será mantido em sua gestão, caso eleito em outubro. ( Cidadeverde)
Nenhum comentário:
Postar um comentário