Chico Maia
Os cambistas trabalham
desde a abertura da Copa do Mundo e certamente continuarão até o último
jogo, no dia 13. Porém, nunca foram tão reprimidos e perseguidos pelas
autoridades como neste Mundial. Na África do Sul e mesmo em países mais
desenvolvidos, como Alemanha, Coreia do Sul, Japão e França, já eram
proibidos, mas agiam livremente, sem a polícia para incomodar. Em 2010
podiam ser vistos perto dos portões de entrada dos estádios, momentos
antes dos jogos, com placas penduradas no pescoço com a frase “tenho
ingressos”. Parecia que a ordem era ignorar a presença deles.
A Polícia Civil do Rio investiga uma máfia internacional que teria
representantes dentro da Fifa, da CBF e do Comitê Organizador, que
envolve também ex-atletas, parentes de atuais jogadores e empresários.
Caso a Polícia Federal e a Interpol entrem de sola no assunto, acredito
que peixes graúdos sejam apanhados nessa rede. Se ficar só no âmbito da
polícia do Rio, o assunto será esquecido, já que ela não tem poder de
fogo para chegar aos chefões do esquema. O volume de dinheiro
movimentado é muito grande. Ingressos que eram vendidos no site da Fifa
inicialmente por R$ 60 valem hoje mais de R$ 5 mil.
Nenhuma pega
Em função da falta de
criatividade da torcida brasileira que está comparecendo aos estádios,
incontáveis oportunistas de plantão tentam emplacar alguma musiquinha ou
ao menos um refrão para ser entoado nestes jogos que faltam. Mas são
tantas, nas TVs e na internet, que acabam se confundido, e nenhuma pega.
Que pena, Beagá
Lamentável sob todos os
aspectos a queda desse viaduto em Belo Horizonte, a única cidade-sede da
Copa que concluiu em mais de 90% as obras de infraestrutura previstas. O
Mineirão, entregue até antes do prazo exigido pela Fifa, não registrou
nenhum acidente grave de trabalho, apesar do tamanho e da complexidade
da construção.
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