O procurador regional eleitoral
Kelston Pinheiro Lages comentou a apreensão de R$ 11 mil feita na noite
de ontem (2) em São Raimundo Nonato, 517 quilômetros ao Sul de Teresina
(PI). O representante do Ministério Público criticou o fato dos dois
ocupantes do veículo terem usado o direito de ficarem em silêncio
durante depoimento.
"Quem está fazendo a coisa certa não se
cala. Pelo contrário, ela quer se explicar. Foram encontrados R$ 11 mil
em cédulas de 50 reais e isso é típico de quem quer comprar voto.
Recebemos até informações de que o dinheiro seria distribuído em cinco
municípios do Sul do Estado", disse Kelston Lages na manhã desta
sexta-feira (3), antes da sessão no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí
(TRE-PI).
"A polícia está investigando e queremos
que os fatos sejam esclarecidos, pois não é razoável as pessoas
transportarem tanto dinheiro na véspera de uma eleição, escondido dentro
do carro", acrescentou o procurador, que aguarda o avanço das
investigações e lembrou que os celulares dos dois detidos já foram
apreendidos, para se saber se houve comunicação com alguém envolvido em
campanha eleitoral.
Wilson Filho/Cidade Verde


Kelston Lages ainda citou a apreensão de
R$ 180 mil ocorrida em setembro em Barreiras (BA). O dinheiro estava em
poder de um assessor do senador Wellington Dias (PT), que disputa a
eleição para governador.
"Vamos tentar saber se há uma relação
entre este caso e o dos R$ 180 mil. Infelizmente, a compra de votos está
impregnada à política do Estado", finalizou o procurador
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