quarta-feira, 5 de novembro de 2014

OAB promove coletiva sobre onda de mortes

OAB promove coletiva sobre onda de mortes (Foto: OAB-PA)
Direitos Humanos não descarta a hipótese de represália de policiais por causa da morte do cabo Antonio Figueiredo. (Foto: OAB-PA)
Descontrole emocional e pânico entre a população foram destacados durante coletiva realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB), no final da manhã desta quarta-feira (05), referente às execuções que ocorreram na capital paraense desde a noite de terça-feira (04).
A coletiva contou com a presença de Ana Cláudia Lins, da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), que destacou esse descontrole devido as informações que circulam nas redes sociais sobre a violência na cidade.
Segundo Ana Cláudia, não está descartada a hipótese de represália de policiais por causa da morte do cabo Antonio Figueiredo, da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), no bairo do Guamá, na noite de ontem.
Das 10 mortes confirmadas pelo Instituto Médico Legal (IML) de Belém, três não teriam envolvimento com a criminalidade ou demais práticas ilícitas, segundo Francisco Batista, representante dos Direitos Humanos da OAB.
Dentre essas pessoas, uma seria deficiente mental, outra um deficiente físico e a última uma cobradora de van. As mortes, por sua vez, teriam características semelhantes: pessoas que transitavam nas ruas pela madrugada e foram executadas com tiros na cabeça ou peito, sem haver pistas dos autores dos crimes.
Também participou da coletiva o sargento Rossicley Silva, da Polícia Militar, e presidente da associação de militares, que sustentou que a série de mortes teria ocorrido por confronto entre facções rivais dos bairros da Terra Firme e do Guamá.
A posição do militar, no entanto, foi refutada por membros dos órgãos de Direitos Humanos devido às características dos homicídios - mais próximas de uma execução ao invés de brigas e conflitos. Porém, Rossicley argumentou que seis pessoas foram mortas por um mesmo grupo, de uma única facção, sem a participação de policiais.
Publicado no Facebook, o texto de Rossicley foi lembrado durante a coletiva na OAB. A postagem foi removida horas depois. (Foto: Reprodução/Facebook)
Segundo Eliana Fonseca, ouvidora do Sistema de Segurança Pública do Estado, às 15h ocorrerá uma reunião na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará (Segup) para discutir quais providências serão tomadas sobre o estado de insegurança na capital paraense desde ontem.
Dentre as providências já tomadas, foi enviado ofício para a Segup e representação federal da OAB solicitando apoio e colaboração em futuras ações.Também não está descartada a ajuda da Força Nacional de Segurança. A Anistia Internacional, associação mundial que trabalha nos Direitos Humanos, já foi informada sobre as mortes em Belém.
(DOL)



Nenhum comentário:

Postar um comentário