Os
meios de comunicação alinhados ao grupo Sarney foram orientados a
blindar a governadora Roseana Sarney (PMDB) e o deputado estadual
Victor Mendes (PV) da repercussão negativa da Operação Ferro e Fogo, da Polícia Federal.
A estratégia montada pelos aliados do
grupo Sarney é responsabilizar o Partido dos Trabalhadores pela
corrupção generalizada na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
Nos blogs alinhados, a ordem é lembrar
que o Superintendente do Incra e ex-secretário adjunto da Sema , Antônio
César Carneiro, preso ontem (02), é membro do Diretório Regional do PT,
sendo indicado ao cargo pela sigla e não pelo ex-secretário Victor
Mendes.
Conforme disse aqui no blog,
o atual Superintendente do Incra, Antônio César Carneiro é um
“roseanista” empedernido dentro do Partido dos Trabalhadores do
Maranhão. Ao lado do ex-vice governador Washington Oliveira, ele é um
dos líderes do chamado sarnopetismo e esteve entre os petistas
responsáveis pela formação da aliança entre o PT e o grupo Sarney no
Maranhão a partir de 2010. Graças a lealdade ao grupo Sarney dentro do
PT é que o senhor Antônio César Carneiro passou a ter espaços no governo
Roseana.
O deputado Victor Mendes, que considera o
ex-auxiliar preso pela PF como “um exemplo de homem ético”, detém
mandato de deputado estadual. Os aliados do grupo Sarney comemoraram o
fato dele não ter sido aparentemente implicado na Operação Ferro e Fogo,
mas quem conhece o método usado nas investigações atuais da Polícia
Federal, a exemplo da Operação Lava a Jato, sabe que a estratégia agora é
separar as ações que envolvem os acusados com mandato eleitoral.
Do mesmo jeito que os agentes políticos
envolvidos na Operação Lava a Jato, que por possuírem foro
privilegiado, serão enquadrados no STF num futuro próximo, os agentes
políticos com mandato eletivo que estão envolvidos na Operação Ferro e
Fogo, também serão implicados num futuro próximo.
Em resumo: Te cuida Victor Mendes.(Ligia Teixeira/JP)

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