Promotor quer saber se Hospital Carlos Chagas agiu com negligência. Em vídeo, traficante ameaça PMs
Rayssa Sarpi, 19, foi pega por traficantes, entre eles Bigonha, num baile funk no Faz Quem Quer, em setembro
Foto: Reprodução
Ela morreu na noite do dia 26 daquele
mês, vítima de parada cardíaca e respiratória. O promotor Alexandre
Themístocles determinou ainda abertura de novo inquérito na 30ª DP
(Marechal Hermes) para apurar se houve negligência no atendimento de
Rayssa no Hospital Estadual Carlos Chagas.
As cenas da tortura da jovem foram
filmadas por traficantes e divulgadas em redes sociais, como o Facebook.
Na denúncia, o promotor descreve que a vitima foi humilhada e
aterrorizada em sádica sessão de tortura por Anderson Sant’Anna da
Silva, o Gão, de 34; Hualtter Kim Taborda Sodré, o Quase, de 22; Douglas
Donato Pereira, o Dina, de 21; e Luiz Cláudio Veríssimo dos Passo, o
Bigonha, de 27. Alexandre Themístocles pediu ainda à 2ª Vara Criminal de
Madureira a decretação da prisão preventiva dos acusados.
Segundo as investigações da 40ª DP (Honório
Gurgel) feitas pelo delegado Marcus Neves, Rayssa foi sequestrada por
ter falado da vida amorosa de um dos traficantes, manter relacionamento
amoroso com um policial militar e ainda frequentar bailes funks em áreas
dominadas por bandidos rivais da facção criminosa Comando Vermelho
(CV). Durante as investigações foi apreendido pela Polícia Civil vídeo no qual o traficante Bigonha está armado com duas pistolas, uma Glock e outra 9 milímetros. Ele se exibe com as armas e avisa que, se encontrasse com grupo de policiais, atacaria os agentes. “Imagina pegando o bonde dos PMs. Seria estrago total”, vangloria-se o criminoso. Ele se autointitula também como um ‘traficante muito violento’.
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