Allan Toledo
revelou que Bendine levou a socialite Val Marchiori e dois amigos a
Buenos Aires, em um jato a serviço do Banco do Brasil
Como se não bastasse assumir a maior empresa
do Brasil em meio a escândalos de corrupção, o novo presidente da
Petrobras, Aldemir Bendine, terá que lidar também com mais problemas
causados por sua ligação com uma personalidade conhecida no universo dos
vips e famosos: a socialite Val Marchiori, que ganhou projeção após
participar do reality show Mulheres Ricas, da Band.
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Na
edição de ontem, o jornal Folha de S.Paulo revelou mais uma polêmica
envolvendo Bendine e Val Marchiori. Em depoimento prestado ao Ministério
Público Federal (MPF), datado de novembro de 2014, o ex-vice-presidente
do Banco do Brasil Allan Toledo revelou que, quando comandava o BB,
Bendine levou a socialite e dois amigos a Buenos Aires, em um jato a
serviço da instituição financeira.
“Val Marchiori acompanhava Aldemir Bendine, sendo
que se tratava de avião pequeno. Neste voo foi um casal de amigos de
Bendine ou de Marchiori, além do próprio depoente e dois pilotos”, diz o
relatório do MPF sobre o depoimento, reproduzido pela Folha. O
desembarque teria ocorrido no Aeroporto de San Fernando, na capital da
Argentina. Lá, também de acordo com o depoimento de Toledo, ambos se
hospedaram no mesmo hotel, o luxuoso Alvear, cuja diária está entre as
mais caras do país vizinho. Episódio que Bendine já havia atribuído a
uma “coincidência”.
O motivo da viagem, informou Toledo ao MPF, foi o
“fechamento e anúncio de aquisição parcial do Banco da Patagônia (que é
argentino) pelo BB”. O jato foi emprestado para a missão oficial de
Bendine a Buenos Aires pelo Banco da Patagônia, do qual a instituição
brasileira detém, atualmente, 60% de participação societária.
De acordo com a Folha, três ex-dirigentes do BB, que
pediram para ter a identidade preservada, confirmaram que Val Marchiori
e seus amigos estiveram no voo oficial com Bendine, mas garantiram que
foi no retorno da Argentina para o Brasil. Ao jornal paulista, a
assessoria do BB negou que Val Marchiori tenha voado no mesmo jato usado
por Bendine. Em esclarecimentos feitos à Folha em dezembro passado, o
banco garantiu que não custeou despesas para a socialite.
DescobertasAs
revelações feitas pelo ex-vice-presidente do BB sobre o antigo chefe
ocorreram no rastro de um episódio rumoroso envolvendo Bendine e a
socialite, três anos após a viagem a Bueno Aires. Trata-se de um
empréstimo de R$ 2,7 milhões feito em 2013 pelo Banco do Brasil para uma
empresa de Val Marchiori, a partir de uma linha financiada pelo Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A operação financeira ocorreu ao arrepio das normas
internas do banco. Tanto que virou alvo de investigação do MPF e de
inquérito a cargo da Polícia Federal. Segundo as regras do BB, a amiga
do então presidente do BB não poderia obter empréstimo por, ao menos,
dois fatores.
Primeiro: crédito restrito porque a empresa de transportes de Val Marchiori, a Torke, não apresentou capacidade financeira para receber o aporte. Segundo: inadimplência em relação a um empréstimo anterior contraído com o BB.
Em novembro de 2014, quando a amizade entre ele e a socialite virou notícia na imprensa, Bendine negou ter dado aval à operação, realizada para compra de caminhões. Em nota à imprensa, a assessoria do BB afirmou que a análise do empréstimo foi dada por três comitês, que envolveram “no mínimo 17 técnicos de carreira” antes do aval da concessão do empréstimo.
Segredos
O MPF começou a botar lupa sobre as ligações de Bendine com Val Marchiori a partir de denúncias feitas pelo motorista Sebastião Ferreira da Silva. Durante seis anos, ele trabalhou para o agora presidente da Petrobras. Entre outras coisas, disse ter transportado dinheiro vivo para Bendine em várias ocasiões.
Segundo a Folha, o motorista também afirmou ao Ministério Público que, a pedido de Bendine, levou Val Marchiori a diversos endereços em São Paulo, em carros oficiais do Banco do Brasil até 2013, quando deixou de trabalhar para ele.
Ainda segundo o depoimento de Ferreira da Silva, uma semana após a viagem a Buenos Aires, Bendine e a socialite se hospedaram no Copacabana Palace, no Rio. Com a investigação, o MPF busca saber se a amizade entre Bendine e Val Marchiori misturou, de fato, o uso de dinheiro público, crime caracterizado como improbidade administrativa.
Patrocínio
Há indícios também de que o BB, à época em que esteve sob comando de Bendine, patrocinou o
quadro que a socialite tinha no Programa Amaury Jr entre 2008 e 2011. Em material de divulgação datado de fevereiro de 2012, feito por uma empresa de comunicação de São Paulo, o Banco do Brasil e a Nutrilatina, são apontados como patrocinadores. Ao CORREIO, as assessorias do BB e do programa da Rede TV negaram o patrocínio.
Polêmicas marcam vida de socialite paranaense
Aos 40 anos, a socialite Valdirene Aparecida Marchiori, a Val Marchiori, coleciona polêmicas desde que ganhou os holofotes da mídia voltada ao universo das celebridades e vips. De uma infância humilde vivida em um distrito da zona rural da cidade paranaense de Apucarana, onde nasceu, Val Marchiori usou os atributos físicos para despontar em concursos de beleza.
Primeiro: crédito restrito porque a empresa de transportes de Val Marchiori, a Torke, não apresentou capacidade financeira para receber o aporte. Segundo: inadimplência em relação a um empréstimo anterior contraído com o BB.
Em novembro de 2014, quando a amizade entre ele e a socialite virou notícia na imprensa, Bendine negou ter dado aval à operação, realizada para compra de caminhões. Em nota à imprensa, a assessoria do BB afirmou que a análise do empréstimo foi dada por três comitês, que envolveram “no mínimo 17 técnicos de carreira” antes do aval da concessão do empréstimo.
Segredos
O MPF começou a botar lupa sobre as ligações de Bendine com Val Marchiori a partir de denúncias feitas pelo motorista Sebastião Ferreira da Silva. Durante seis anos, ele trabalhou para o agora presidente da Petrobras. Entre outras coisas, disse ter transportado dinheiro vivo para Bendine em várias ocasiões.
Segundo a Folha, o motorista também afirmou ao Ministério Público que, a pedido de Bendine, levou Val Marchiori a diversos endereços em São Paulo, em carros oficiais do Banco do Brasil até 2013, quando deixou de trabalhar para ele.
Ainda segundo o depoimento de Ferreira da Silva, uma semana após a viagem a Buenos Aires, Bendine e a socialite se hospedaram no Copacabana Palace, no Rio. Com a investigação, o MPF busca saber se a amizade entre Bendine e Val Marchiori misturou, de fato, o uso de dinheiro público, crime caracterizado como improbidade administrativa.
Patrocínio
Há indícios também de que o BB, à época em que esteve sob comando de Bendine, patrocinou o
quadro que a socialite tinha no Programa Amaury Jr entre 2008 e 2011. Em material de divulgação datado de fevereiro de 2012, feito por uma empresa de comunicação de São Paulo, o Banco do Brasil e a Nutrilatina, são apontados como patrocinadores. Ao CORREIO, as assessorias do BB e do programa da Rede TV negaram o patrocínio.
Polêmicas marcam vida de socialite paranaense
Aos 40 anos, a socialite Valdirene Aparecida Marchiori, a Val Marchiori, coleciona polêmicas desde que ganhou os holofotes da mídia voltada ao universo das celebridades e vips. De uma infância humilde vivida em um distrito da zona rural da cidade paranaense de Apucarana, onde nasceu, Val Marchiori usou os atributos físicos para despontar em concursos de beleza.
Fez ensaios nos anos 90 para pequenas revistas, como
a Nova Fase, na qual é chamada de Orquídea Selvagem. Trata-se de uma
referência ao título de um filme picante com Mickey Rourke e a ex-modelo
Carré Otis, em parte filmado nas ruínas do antigo Grande Hotel Stella
Maris. Depois de uma temporada na Itália, onde disse ter feito trabalho
como modelo, retornou ao Brasil.
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Ensaio para a revista Nova Fase nos tempos de Valdirene Aparecida (Foto: Reprodução)
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Casou-se
com o milionário empresário Evaldo Ulinski, dono da rede Big Frango e
pai de seus filhos gêmeos. Anos depois, em meio a brigas e relatos de
ameaças, Ulinski dá uma entrevista à Veja, na qual diz que a socialite,
entre outras coisas, “é e sempre foi prostituta de luxo” e “monstro”
como mãe. Em 2014, fizeram as pazes e se casaram.
Mas foi com suas aparições no Programa Amaury Jr,
onde apresentou quadro sobre luxo, que Val Marchiori ganhou destaque
como ícone do consumismo e da futilidade, para que torce o nariz para o
mundinho das socialites e famosos, e também do glamour, para os
aficcionados pelo tema.
Virou perfil na Veja São Paulo em 2011, sob o
título: “Val Marchiori: a perua da vez pede passagem”. Abaixo, a
chamada: “Gastar R$ 75 mil em uma tarde, fazer festas regadas a Veuve
Cliquot, bancar apresentações num programa de TV. A receita para se
tornar uma socialite famosa”.
Em 2012, participou da primeira edição do reality
show Mulheres Ricas, no qual aparecia tomando apenas champanhe e
soltando suas frases de impacto. “Não faço personagem nenhum. Até porque
eu sou rica mesmo, sou magra mesmo, sou alta, loira e linda. Sorry para
as gordas, para as aspirantes a ser famosa”, disse, em entrevista ao
Terra durante
o Carnaval de Salvador de 2013.
o Carnaval de Salvador de 2013.


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