segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Recessão e baixa popularidade marcam início do segundo mandato de Dilma



Na quarta-feira, Dilma retoma a agenda de viagens, em Feira de Santana (BA), onde entregará 920 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida
Correio Braziliense



 
Com o fim da semana de carnaval, o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff dá mostras de que, enfim, vai começar. A presidente rompeu um silêncio de quase dois meses e falou sobre a crise na Petrobras, o risco de derrubada do veto à correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda e defendeu com ênfase as medidas trabalhistas e previdenciárias encaminhadas ao Congresso. Na quarta-feira, ela retoma a agenda de viagens, em Feira de Santana (BA), onde entregará 920 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. E pretende apresentar projetos com pouco impacto fiscal, como iniciativas para desburocratizar a abertura e o fechamento de empresas e projetos de combate à corrupção.

Com a presidente movendo-se mais intensamente, a Esplanada também tende a sair da letargia. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que passou o carnaval nos Estados Unidos tentando convencer investidores de que o Brasil retomará o rumo correto no campo econômico, participa de jantar, hoje, com o PMDB, principal aliado do Planalto, mas que traça o próprio caminho, paralelo ao PT.

No convescote, marcado para o Palácio do Jaburu, estarão caciques peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer; os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (RJ) e Renan Calheiros (AL), respectivamente; os líderes do partido na Câmara e no Senado, Leonardo Picciani (RJ) e Eunício Oliveira (CE); e ministros da legenda. “Teremos várias matérias importantes do ajuste fiscal que passarão pelo Congresso e é fundamental que o principal ministro da área econômica nos esclareça o que está acontecendo e o que está por vir”, disse um interlocutor da sigla.

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