segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Veto de Dilma à correção do IR dificilmente será derrubado


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Apesar da ameaça de derrubar o veto da presidente da República à correção de 6,5% da tabela de imposto de renda, aprovada pela Câmara e pelo Senado, o Congresso raramente contraria as decisões tomadas pelo Palácio do Planalto com o instrumento. Historicamente, considerando apenas os vetos apreciados pela reunião das duas Casas, apenas um em cada cem são derrubados.
Dos 1.174 vetos de presidentes, 836 foram mantidos e apenas oito derrubados desde a entrada em vigor da Constituição de 1988. Outros 330 nunca foram apreciados por deputados e senadores e, por isso, seguem valendo. Se estes forem somados aos apreciados, o índice de derrubada fica ainda menor: 0,68%.
Se o veto do IR for derrubado, como ameaça o Congresso, a presidente Dilma Rousseff vai se igualar ao ex-presidente Lula, que também teve duas decisões invalidadas pelo Congresso. No caso dele, dois projetos entre 2004 e 2005 tratavam de reajustes no Senado e na Câmara, respectivamente. Com Dilma, apenas um veto foi derrubado, no projeto que redistribuiu os royalties do petróleo, em março de 2013. Fernando Henrique Cardoso, em oito anos, teve cinco vetos derrubados, o que não aconteceu em nenhuma ocasião com José Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco.
A dificuldade para se derrubar um veto presidencial se dá pelo fato de que é necessário que o Congresso Nacional registre maioria absoluta de votos dos deputados e dos senadores. A maioria absoluta é calculada pelo número total de membros das duas Casas, e não de presentes na sessão. Assim, um veto presidencial só cai se 257 deputados e 41 senadores votarem nesse sentido.
 
 

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