Valéria passou por sufoco no último dia 05, quando um casal tentou tirar a sua filha de seus braços (Foto: Arquivo Pessoal)
O caso da tentativa de
sequestro de Valéria Alencar, e sua filha de apenas dois anos, não foi
parar nas estatísticas oficiais, mas ocorreu.
A técnica em Enfermagem não fez o Boletim de
Ocorrência, mas diz que deve fazê-lo para que a Polícia fique em
alerta. O alerta maior, após conhecer o caso da Valéria é, sem dúvida,
para os pais. A situação ocorreu no início do mês, mas veio à tona
apenas neste sábado (20), após boato de sequestro de um bebê no conjunto Marex, em Belém.
No último dia 5 de junho, Valéria levou a
filha para ser atendida no Ipamb (Instituto de Previdência e Assistência
do Município de Belém), por volta das 12h. A sede do Instituto fica na
travessa Enéas Pinheiro, bairro do Marco, entre as avenidas Almirante
Barroso e João Paulo II.
Na saída do Instituto, cerca de meia hora
depois, Valéria levava a filha no colo. A menina chorava bastante. Na
portaria do Instituto não havia ninguém e, na rua, apenas um flanelinha
para ajudá-la a conseguir um táxi.
Valéria ficou na frente do local. Quando
avistou um táxi, vindo pela Almirante Barroso, o suposto taxista estava
com a mão para fora do veículo, como se indicando que estivesse vago.
Valéria acenou positivamente para ele. Ao se aproximar do táxi, o
motorista abriu a porta. Dentro do carro, uma mulher, com uma lona preta
no colo.
Taxista e passageira ficaram perguntando
para onde a técnica de Enfermagem iria, mas Valéria os dispensou. Foi
quando o motorista disse que deixaria a passageira na Ufra e que depois
poderia seguir com a Valéria e a filha.
A suposta passageira não desceu e ainda
tentou pegar a filha de Valéria, puxando as pernas da criança mesmo por
cima da janela. Valéria começou a gritar e a puxar a filha para si,
novamente. A movimentação no local aumentou e o veículo saiu em
disparada, rumo à avenida João Paulo II. "Foi tudo muito rápido e bem
arquitetado. Por pouco eu não perdi minha filha", relembra Valéria.
"Eu já era super desconfiada. Até acho que
isso me fez ver o perigo a tempo, mas sinto muito mais insegurança
agora... Não saio sozinha com ela. Sou muito atenta e não deixo muitos
se aproximarem, por vários motivos..."
A Valéria quis contar a história
dela para servir de alerta aos pais, que redobrem os cuidados com seus
filhos. Conte a sua também: redacao@diarioonline.com.br.
(Bernadeth Lameira)
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