Agência Assembleia

O Plenário rejeitou, na sessão desta
terça-feira (2), o Requerimento Nº 264/2015, de autoria do deputado
Adriano Sarney (PV), que pedia que fosse encaminhado ofício ao
governador Flávio Dino, para que fosse protocolado pelo Poder Executivo,
junto ao Ministério da Justiça, um pedido de apoio de tropas federais,
com base no Decreto Nº 5.289/04, posteriormente atualizado pelo Decreto
Nº 7.957 de 2013.
Este Decreto, em seu Artigo 4º, prevê
que “a Força Nacional de Segurança poderá ser empregada em qualquer
parte do território nacional, mediante solicitação expressa do
respectivo governador do Estado, Distrito Federal ou de ministro de
Estado”.
No requerimento, Adriano Sarney
argumentava a necessidade da Força Nacional, com o objetivo de “suprimir
a crescente onda de insegurança no Maranhão, provocada por sucessivas
mortes de militares e civis, fugas de presídios, chacinas, armas
extraviadas e baixo efetivo policial”.
Ao fazer na tribuna a defesa de sua
proposição, o deputado Adriano Sarney argumentou que o governador Flávio
Dino e o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, teriam
afirmado em rede nacional, na mídia local, nas redes sociais e em
eventos públicos que o efetivo policial do Maranhão é o menor do Brasil.
“Aqui não se trata de colocar a culpa em
governos passados ou em governos atuais, aqui se trata de consertar o
problema atual: a violência nas ruas; a insegurança nas ruas, o
sentimento de insegurança que existe hoje nas ruas, tanto na nossa
capital quanto no nosso interior. A vinda das tropas federais para o
Maranhão vai provisoriamente tapar essa lacuna do nosso sistema de
segurança. Não temos tempo para contratar, não temos tempo para efetivar
novos policiais militares”, declarou Adriano Sarney.
Ele acrescentou que o governador Flávio
Dino está mostrando boa vontade, “apesar de viver muito no seu mundo
virtual, mas está mostrando boa vontade ao chamar excedentes do concurso
que foi feito no governo Roseana Sarney, mas não é o suficiente. Este
ano não vamos ter nenhum policial a mais na rua. Este ano - vamos usar a
racionalidade -, não vamos ter nenhum policial a mais na rua, pelo
contrário, os policiais que estão se aposentando vão sair. O nosso
efetivo este ano vai diminuir”.
Discursando na tribuna, Adriano Sarney
pediu apoio à aprovação do requerimento de sua autoria: “Quero que
vossas excelências parem, fechem os olhos e imaginem como seria a nossa
capital com esse efetivo a mais, até que a gente ganhe tempo para que o
governador Flávio Dino consiga efetivamente colocar nas ruas os
policiais que ele tanto quer treinar e que ele tanto quer colocar nas
ruas. Não sei se vai conseguir, mas até que ele consiga, nós precisamos
que as forças federais estejam aqui”, frisou Adriano Sarney, em seu
pronunciamento.
Os argumentos apresentados por Adriano
Sarney, e reforçados por discursos dos deputados Edilázio Júnior e
Júnior Verde, foram contestados pelo líder do Governo, Rogério
Cafeteira, e pelo deputado Othelino Neto. Ao final da votação, o
requerimento de Adriano Sarney foi rejeitado com o total de 15 votos;
apenas sete parlamentares votaram a favor da proposição.
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