A presidente se encontrará com os governadores da Região Nordeste, onde a viagem tem como ponto de partida o estado do Maranhão
Nos próximos dias, Dilma faz um evento no Palácio do Planalto para
comemorar os dois anos do Mais Médicos. Apesar de toda a polêmica
envolvendo a vinda dos médicos cubanos para preencher vagas não
requisitadas por brasileiros, o programa agradou à população,
especialmente em locais em que o atendimento médico não chegava. Na
quarta-feira, 5, viaja ao Rio de Janeiro para um novo evento alusivo às
Olimpíadas, marcando a contagem regressiva de um ano para a realização
do evento.
Dilma deve começar também nos próximos dias um tour pelo Nordeste,
tendo como ponto de partida uma visita ao Maranhão, governado por Flávio
Dino (PCdoB), um dos principais governadores na linha de defesa do
mandato da presidente. Em seguida será a vez de Bahia e Ceará. Região em
que Dilma obteve a maior parte de seus votos na reeleição, o Nordeste
não resistiu à crise econômica e a consequente queda de popularidade da
presidente. Hoje, a reprovação de Dilma na região ultrapassa os 70%.
Apesar disso, a avaliação dos
assessores mais próximos de Dilma é que ali será mais fácil para a
presidente criar uma agenda positiva. Estão no Nordeste as obras com
maior impacto social e que podem lembrar à população as boas coisas do
governo. Dilma pediu aos ministros um mapeamento completo das obras que
devem ser entregues nas próximas semanas para que possa participar,
sempre que possível, das inaugurações.
A intenção do Planalto é que a presidente amplie consideravelmente
as viagens pelo Brasil. Ao jornal O Estado de S.Paulo, um auxiliar dela
disse que Dilma “precisa” viajar mais, “olhar no olho do povo”,
“repactuar a relação de amor com a população”.
Além das viagens, Dilma deve
intensificar a presença nas redes sociais com a publicação de vídeos ao
longo das próximas semanas. No primeiro, já divulgado, a presidente
cumprimentou os atletas do Pan-Americano pelas medalhas conquistadas.
Outros incluem uma fala sobre o programa de proteção do emprego e um
terceiro, uma mensagem de otimismo com os rumos da economia. A ideia é
que seja postado, em média, um vídeo por semana, para evitar a saturação
da imagem da presidente.
Churrasco
Nesta segunda-feira, 3, Dilma receberá
líderes e presidentes da base aliada no Congresso, para um churrasco. A
intenção é marcar uma reaproximação, ainda que complicada, com os
parlamentares, em uma tentativa de evitar a ampliação das pautas-bomba e
minimizar poder de persuasão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A
primeira estratégia, obter apoio dos Estados, teve sucesso. Na
quinta-feira, 30, depois de uma reunião de quase quatro horas, a única
promessa dos governadores foi a de acionar suas bancadas para desarmar
as bombas fiscais.
Na manhã de ontem, durante a reunião
de coordenação política, a presidente vai cobrar de seus auxiliares
atenção redobrada com a tramitação de matérias que tenham impacto nas
contas públicas.
Com o fim do recesso parlamentar, o governo prepara suas armas para
tentar barrar os avanços de temas que podem aumentar os gastos
públicos, como o reajuste do Ministério Público, a criação de um piso
nacional para policiais e bombeiros e a mudança no índice de atualização
do FGTS. Segundo um auxiliar palaciano, a eventual aprovação dessas
matérias representaria uma perda ainda maior de prestígio da presidente,
que já se viu obrigada a vetar o reajuste do judiciário. Para pacificar
a base aliada e evitar novas traições, o governo decidiu acelerar a
liberação de emendas e a composição do segundo e terceiro escalões, que
deve ser concluída em meados de agosto.( O Imparcial )
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