Entrei em algumas páginas de mulheres socialistas estes dias. Depois de muita acidez no estômago e muitos sais de fruta, saí com a impressão que estas mulheres não sabem o que defendem e fazem um malabarismo circense para se enquadrar dentro da teoria marxista.
O que cativa as mulheres ao socialismo não é o realismo ou o lado racional de analisar as situações na sociedade, mas o sentimentalismo, o discurso ideal socialista, seu matiz romântico, sua poesia. O discurso socialista tomou para si a ideia de bondade, de generosidade. A ideia do amor Ágape que leva as pessoas a colocarem os outros acima de si mesmos. Sendo a mulher instintivamente materna, abraçar o mundo é a forma como a mulher se comunica consigo mesma e com as outras pessoas.
O falso discurso de igualdade seduz, ainda hoje, mulheres no mundo todo. Aquele discurso de bondade que tomou para si a ideia de altruísmo e se diz baseada na teoria marxista. Numa leitura às cegas de Karl Marx, a maioria ficaria abismada com a sua teoria, especialmente aqueles que lutam pela liberdade.
Para que o leitor não pense que sou uma fugitiva da revolução feminista que escreve sem qualquer conhecimento de causa, trago pra vocês um trecho de Marx em “Manuscritos Econômicos e Filosóficos, Terceiro Manuscrito: Propriedade Privada e Comunismo” onde ele nos brinda:
“Esse movimento, que tende a opor a propriedade coletivizada à propriedade privada, se exprime de uma forma completamente animal quando contrapõe o casamento (que é, evidentemente, uma forma de propriedade privada exclusiva) à coletivização das mulheres: quando a mulher torna-se uma propriedade coletiva e abjeta. Pode-se dizer que essa ideia da coletivização das mulheres contém o segredo dessa forma de comunismo ainda grosseiro e desprovido de espírito. Assim como a mulher deve abandonar o casamento em prol da prostituição geral, o mesmo deve acontecer com o mundo da riqueza, o qual deve abandonar sua relação de casamento exclusivo com a propriedade privada para abraçar uma nova relação de prostituição geral com a coletividade.”(Do Blog do Linhares/JP)
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