O município de Portel, na Ilha do Marajó, tem vivido dias de extrema violência, com assassinatos que chocam a população, de cerca de 53 mil habitantes. No domingo (26) um adolescente de 16 anos foi trucidado a pauladas, conforme matéria publicada ontem pelo DIÁRIO. Na segunda-feira (27), um rapaz de 27 anos foi assassinado com 6 tiros, na frente de várias testemunhas no centro da cidade.
O homicídio foi registrado por Sadrac Ferreira de Freitas, pai da vítima, identificada como Abimael França de Freitas. Depois do jantar, Abimael saiu de casa e não disse onde iria. Por volta das 23h, seu irmão, Talison França de Freitas, de 22 anos, foi atrás da vítima. O tempo passou e, uma hora depois, Talison voltou desesperado. Dizia que Abimael havia sido baleado na rua Pacajás com a travessa Ipiranguinha, periferia de Portel.
Segundo Talison, a vítima conversava com um rapaz na rua Pacajás, mais 2 moças e o próprio Talison quando apareceram 2 desconhecidos em uma motocicleta. O piloto do veículo era alto, magro e trajava roupas pretas. Na garupa da moto, o carona tinha um pano preto que lhe cobria o rosto.
“Eles pararam a moto bem perto do grupo e, sem descer do veículo, o cara que estava na garupa deu um tiro no peito do Abimael. Ele caiu e o assassino então desceu da moto, se aproximou e fez mais 5 disparos na cabeça do meu irmão”, informou Talison Freitas.
O crime foi testemunhado por 5 pessoas. Um morador que estava passando pelo local reconheceu o assassino, cujo nome já foi repassado para o delegado Paulo Henrique Junqueira, que deverá solicitar a prisão preventiva dele à Justiça.
O crime foi testemunhado por 5 pessoas. Um morador que estava passando pelo local reconheceu o assassino, cujo nome já foi repassado para o delegado Paulo Henrique Junqueira, que deverá solicitar a prisão preventiva dele à Justiça.
Como a cidade é pequena e a maioria das pessoas se conhece a polícia não deve ter dificuldades em identificar também o condutor da motocicleta. O pai da vítima disse, no registro policial, que seu filho não possuía inimigos e que a família não sabia se Abimael estava sendo ameaçado de morte, nem a motivação para o assassinato.
(J.R Avelar / Diário do Pará)

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