quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Traficante tem pedido de liberdade negado


 

Conforme as apurações, o réu abastecia festas rave com drogas e fazia parte de um bando interestadual


Em 4 de julho, a diretora-adjunta da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), delegada Patrícia Bezerra, deu detalhes sobre a prisão ( Foto: Helene Santos )
A prisão preventiva de Francisco Bertoudo Araújo de Souza, acusado de ser um dos principais traficantes de drogas sintéticas do Estado do Ceará, foi mantida, por decisão do juiz Flávio Vinícius Bastos Sousa, titular da 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas. A determinação, publicada no Diário da Justiça da última quarta-feira (28), considerou que a soltura dele perturbaria a ordem pública, em razão das consequências que as redes de tráfico, inclusive a que ele operava, causam à sociedade.
O réu foi preso em flagrante no dia 28 de junho, juntamente com Ricardo Ubiratan Barros Leal Filho e Paulo Henrique Ferreira. Todos tiveram a prisão preventiva decretada em Audiência de Custódia. Segundo as investigações da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) da Polícia Civil do Ceará, eles integravam uma quadrilha que abastecia com drogas sintéticas as festas rave, que aconteciam na Capital e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Segundo a decisão do juiz Flávio Vinícius Sousa, as provas apresentadas pela Polícia foram suficientes para comprovar que o acusado cometia o crime de tráfico. "Há nos autos provas suficientes de que a droga apreendida seria destinada à mercância, havendo indícios de que os autuados são envolvidos em uma rede de distribuição de drogas em larga escala. A medida constritiva serve, portanto, para assegurar a ordem pública, haja vista que o tráfico de entorpecentes produz um efeito nefasto em nossa sociedade", declarou o magistrado no documento.
As conclusões do inquérito policial mostram que a quadrilha que Francisco Bertoudo Sousa participava tinha atuação interestadual. A droga vinha da Região Sul do País, especificamente do Estado de Santa Catarina, e seguia para a Região Nordeste.
O caso
Conforme o processo, a Polícia Civil intensificou as investigações contra o bando que traficava drogas sintéticas ao receber a informação de que eles estavam se organizando para receber drogas, em função de uma festa rave que aconteceria em Caucaia.
No dia 28 de junho, os policiais flagraram Ricardo Ubiratan recebendo um quilo de maconha de Paulo Henrique Ferreira, na Avenida Gomes de Matos, no bairro Parangaba. Na casa de Paulo Henrique, os policiais apreenderam 60Kg de maconha comum e 5Kg de maconha do tipo 'skank'. Na pousada onde Ubiratan morava foram encontrados 5Kg de 'skank', material para embalar droga, balança de precisão e aproximadamente 330 comprimidos de ecstasy.
O preso afirmou que a droga seria de Francisco Bertoudo. Segundo as apurações, ele estaria associado ao traficante catarinense 'R9', recebendo 60% da droga trazida de Santa Catarina para o Ceará. Além disso, fazia o recrutamento de jovens para vender drogas sintéticas antes e durante as festas rave.
No momento em que Bertoudo foi abordado, a Polícia encontrou 60 comprimidos de ecstasy no carro que ele dirigia.
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