quarta-feira, 14 de junho de 2017

'Casal foi morto no banheiro', diz delegado sobre morte de contraventor e PM


 

Haylton Escafura e Franciene Soares foram executados na madrugada desta quarta-feira em um hotel de luxo na Barra da Tijuca

Rio - O contraventor Haylton Escafura e a PM Franciene Soares — mortos na madrugada desta quarta no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca — tentaram se esconder no banheiro para fugir dos assassinos. A informação foi revelada pelo delegado Fabio Cardoso, que está coordenando as investigações do caso. 
Haylton Carlos Gomes Escafura e a PM Franciene Soares foram mortos em hotel da BarraReprodução Internet
"Identificamos disparos de três armas diferentes. Duas pistolas e um fuzil. Agora estamos ouvindo funcionários do hotel e recuperando imagens para tentar traçar a rota de fuga dos assassinos", disse o delegado.
Ainda de acordo com a polícia, duas pessoas cometeram o crime. Anteriormente, fora divulgado que um apenas um homem mascarado teria sido responsável pelos assassinatos. A dupla seguiu do estacionamento do hotel até o apartamento de Haylton, utilizando as escadas. Outra informação confirmada pela polícia é que, diferente do que se acreditava, a porta do hotel onde o casal estava não era blindada. 
Haylton e Franciene foram encontrados mortos dentro do banheiro do quarto em que estavam, no oitavo andar do hotel de luxo, por volta das 3h. Ambos foram atingidos por pelo menos 10 tiros. O apartamento onde ocorreu o crime pertencia a Hayton e ele morava no local. Diversas cápsulas de pistola e fuzil foram deixadas nos cômodos da residência. 
Cápsulas de bala espalhadas pelo quarto do hotel onde filho de bicheiro foi mortoJacarepaguá Online
Franciene Soares era lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha e estava na Polícia Militar desde 2014. Ela era nutricionista de formação e ex-guarda municipal. A PM deixa uma filha, de aproximadamente 5 anos.
Já Haylton, que é filho do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, é contraventor e foi condenado há 15 anos e quatro meses de prisão em 2012. Segundo o Tribunal de Justiça, ele cumpria liberdade condicional.   

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