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George Henrique Araújo Mendes
.Nos últimos dias, o GWD tem feito uma ofensiva para demonstrar preocupação, determinação, ao tempo em que dissemina o medo por um possível atraso na folha de pagamento de pessoal, o que levaria o Piauí a um colapso.
Tem feito até comparações injustas do Piauí com o Rio de Janeiro. A economia do Rio é muitas vezes superior à nossa, e um colapso nos serviços públicos estaduais, mesmo lamentável, não tem paralelo com o que pode acontecer no Piauí, com economia frágil, pequena, dependente. São situações extremamente distintas.
Aqui ele tem feito juras de acerto na condução da gestão financeira do Estado, quando os minimamente informados sabem que não é bem assim. O Piauí sob Wellington, gasta demais e gasta errado. Investe sem planejamento, sem olho em retorno e pulveriza esforços e recursos, para dar ares de grande mestre em realizações, comprometendo-se com obras sem importância que não seja a eleitoreira, que afirma estar disseminando pelos municípios, e que, como se sabe, o Estado não pode bancar, nem em situação de normalidade, quanto mais no momento que vivemos.
Ao apontar soluções para a crise atual , elabora discurso que ele mesmo se encarrega de desmentir na prática. Sua receita para que os servidores continuem sendo pagos num calendário que avança para o mês seguinte ao trabalhado: corte nos investimentos e no custeio da máquina administrativa. Ora, ora, e sobraria outra coisa? Embora óbvia, e sendo a mesma receita aviada em 2015 e 2016, ele não consegue fazer cumprir. Basta uma olhada rápida nos números dos dois anos que o GWD oficializou em Balanços.
De 2015 para 2016 as despesas correntes cresceram 13,89% em valores nominais. E de 2014 para 2015 essas mesmas despesas cresceram 11,25%. As despesas de pessoal cresceram, em 2016, 8,66%; as despesas com juros e encargos da dívida cresceram 14,60%; e o custeio administrativo estourou a boca do balão: cresceu 27,31%.
O motivo para o estouro no custeio administrativo foi o agigantamento da máquina pública do Estado.
Quem o obriga a criar novas unidades gestoras do Orçamento? A velha política do tradicional “ se-me-dá”.
Quem sabe agora ele passe a cumprir o que prega: cortar despesas para sobreviver. Sem esperar mais por uma salvadora repatriação de recursos, na undécima hora.
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